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Lua cheia
Por Luiz Martins da Silva
Para Luiz Amorim, grande lunático.
Hoje estou com a bola cheia,
Sorte que também é sua.
Mas, basta olhar para o céu,
Para ser dono da Lua?
Que beleza espantosa!
Que abismo de ironia!
O tanto que és luminosa,
És de juízo, vazia.
Dizem que a Lua serve,
Para dar um prumo ao mundo:
Cabelos, marés, estações...
E até rimas aos corações.
Mas que tenhas serventia,
Além do culto profano,
De malandro pra vadia
Viver dizendo eu te amo.
Lua, deixa de ser tonta,
Traze mais que nota à lira,
Pois loucos, poetas e ébrios,
Também pagam suas contas.
Sandra Fayad
Nas últimas matérias enviadas ao jornal fiz algumas referências ao Melão de São Caetano, que a Dra. Sarah Abrahão afirma ser a planta usada para curar todos os males, na sua juventude, em Catalão.
História
Trata-se de uma planta de origem asiática, trazida da África pelos escravos. Seu nome de batismo é momordica charantia e seu nome popular no Brasil é Melão de São Caetano. A denominação nasceu do fato de escravos, residentes na região das minas de ouro em Mariana (MG), cultivarem essa planta ao redor de uma capelinha, cujo padroeiro era São Caetano e de seu fruto se parecer com um melão.
Fisicamente a planta surge a partir do cultivo de sua semente de cor vermelho vivo, ou espontaneamente quando esta cai em solo úmido e se desenvolve. Ainda tenra, apresenta folhas dentadas cor verde claro. Cultivada próximo a uma cerca ou alambrado, desenvolve-se rapidamente e seu cipó, juntamente com as folhas, vai subindo em direção ao sol como qualquer trepadeira. Em pouco tempo produz flores brancas e delicadas, que se transformam em novos frutos. Estes são inicialmente de cor verde claro. O crescimento e o amadurecimento lhes dão o tom dourado, quando se abrem ao sol para mostrar graúdas sementes úmidas cor de cereja, que em contraste com a polpa esbranquiçada, a casca amarela e as folhas verdes do cipó, oferecem aos olhos um espetáculo impossível de ser ignorado. As sementes comestíveis são muito apreciadas pelos pássaros e por crianças, por serem belas e saborosas.
Aplicações
No Brasil, recebeu outros apelidos como erva de lavadeira, porque as escravas usavam o chá de suas folhas para clarear as roupas. O mesmo chá era usado para banhos em parturientes e para normalizar a temperatura do corpo (febre) de pessoas doentes. É também conhecido como Melãozinho, Fruta-de-negro, Erva-de-São-Vicente e Fruta-de-cobra.
De suas delicadas flores é extraída uma essência floral conhecida como Momordica, que atua na solução de problemas relacionados à mente, pensamentos e consequente dificuldade de relacionamento pessoal. Essa essência floral mostrou-se eficaz para ordenar as idéias de forma clara e rápida. Atua especialmente naqueles que se encontram embaraçados, repetitivos ou ruminantes, em razão de conflitos cotidianos. Da mente às emoções e ao físico, este distúrbio pode causar falta de memória, falta de apetite, desânimo e depressão.
A conclusão é que, sob o efeito benéfico da essência Momordica, a pessoa passa a ter idéias frescas e claras.
Além dessa aplicação, a essência floral é considerada eficaz no tratamento de distúrbios como medo de se expor ou para os que se consideram feios e inadaptáveis ao ambiente em que vivem ou atuam. Atribui-se a ela a capacidade de minimizar as consequências causadas à pele e aos intestinos das pessoas que são exageradamente críticas de si mesmas, que se sentem culpadas de tudo, ou que de fato o são, por uma ação irrefletida. É também usado como paliativo por mulheres que perderam filhos através de aborto, provocado ou espontâneo.
O Melão é muito utilizado no combate a todas as doenças da pele, tais como eczemas, acne e doenças por fungos. É ótimo para os diabéticos, cura sarna, menstruação difícil e cólicas intestinais por vermes. Elimina furúnculos e, na forma de infusão, os frutos maduros, são apontados como bons para curar hemorróidas. Existe até um óleo corporal à base do extrato de Melão de São Caetano prometendo suavizar manchas e promover a hidratação da pele.
No Brasil, os frutos são consumidos principalmente pela comunidade nipo-brasileira, colhidos e vendidos verdes em feiras livres na cidade de São Paulo, onde se concentram estas comunidades. São preparados e consumidos nos restaurantes japoneses mais tradicionais. Eis aí uma receita:
Ingredientes
• 2 melões-de-são-caetano (Goya)
• 1 bloco de 300 g de Tofu mais resistente (momen dofu)
• 2 ovos
• Óleo para salada
• Sal
• Shoyo
Modo de preparo
Antes de começar o preparo desta receita, é necessário que se tire o excesso de água do Tofu. Para isso, embrulhe o tofu em uma toalha de pano colocando algo pesado em cima, formando uma espécie de prensa (não muito forte, é claro, para não esmagar o tofu). Pode-se utilizar uma forma de bolo com 4 ou 5 pratos de cerâmica dentro para servir como prensa. Deixe escorrendo por aproximadamente 2 horas.
Após esse período, corte os Tofus em quadrados relativamente grandes e frite-os em óleo para salada ou azeite. Acrescente sal a gosto e, depois de fritos, reserve.
Em seguida, retire as pontas dos melões e parta-os ao meio no sentido do comprimento. Retire as sementes usando uma colher de sopa. A seguir, corte-os em fatias finas e acrescente o sal (que tem como função amaciar o melão). Assim que os melões estiverem macios, remova o sal enxaguando-os bem.
Frite-os em uma frigideira por um bom tempo. Quanto maior o tempo de fritura, menor o gosto amargo.
Logo após, refogue os melões e o Tofu e acrescente os ovos batidos (como se fosse fazer um omelete). Faça um mexido com os ovos, melões e Tofu, acrescentando Shoyu.
Retire-os do fogo e sirva.
As ramas são usadas pelos agricultores como repelente natural de algumas pragas como o pulgão da erva-doce e do feijão. Para a extração do sumo adotam-se duas técnicas. Na primeira é utilizado um extrator para a retirada da seiva, misturando-a com álcool para ser colocada no pulverizador. A outra técnica, mais simples, não necessita do extrator. Com um quilo de ramas verdes pisoteadas e misturadas com água e meio litro de álcool, coloca-se em maceração. Após dois dias, espreme-se as ramas para retirar parte do concentrado que ficou retido. Com essa solução pode-se pulverizar a cultura agrícola. Mais recentemente agricultores iniciaram um teste no ácaro do jiló e no pulgão do pepino e do feijão macassa.
De fato, vale a pena cultivá-la. E vai um aviso aos interessados: tenho sementes e frutos congelados.
Fontes Consultadas:
http://www.aleph.com.br/pleiades/ervas/melao%20de%20sao%20caetano.htm
http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Momordica_charantia.htm
http://www.obagastronomia.com.br/melao-de-sao-caetano/
http://www.agroecologiaemrede.org.br/experiencias.php?experiencia=27
http://www.agrisustentavel.com/ta/caetano.htm
http://www.cozinhajaponesa.com.br/v04/receitasjaponesas_d.asp?s=6&c=242
A música popular brasileira, o público e os artistas brasilienses, perderam nesta terça-feira (6/7), o grande artista Clésio Ferreira.
Clésio e seus irmãos Clodo e Climério, apresentaram-se nas Noites Culturais e em 2002 gravaram a coletânea “Tiro Certeiro”, com o apoio da T-Bone.
O Açougue Cultural T-Bone apresenta sua solidariedade e sentimentos aos familiares desse grande cantor e compositor, autor de Revelação, o primeiro sucesso radiofônico de Raimundo Fagner, e formou com os irmãos Clodo e Climério o grupo que se tornou referência na música de Brasília.
DECLARAÇÃO DE AMOR A BRASÍLIA
Sandra Fayad
Amo teu horizonte plano,
Onde ainda há
Lobeira e Lobo-Guará.
Amo teu areal desértico
E as Pontes sobre o Paranoá.
Amo tuas árvores tortas,
Que sombreiam o Tamanduá.
Amo a saudade que sinto
Quando estou do lado de lá.
Então eu volto ao teu seio quente,
Que amamenta abundantemente
Os caminhos retos
Que ligam meus pais
Aos meus netos.
Obs: Brasília fica no Planalto Central do Brasil; Lobeira –planta em extinção da qual depende o Lobo-Guará (animal em extinção) para sobreviver; Tamanduá-Bandeira (animal em extinção);Paranoá é o Lago artificial que banha a cidade.
Clodo Ferreira é o homenageado do Projeto Bibliomúsica 2010
Criado há 15 anos, o Projeto Bibliomúsica da Biblioteca Demonstrativa de Brasília (W/3-Sul, EQ. 506/7) presta homenagem ao compositor Clodo Ferreira no dia 29 de março (2ª feira), às 19h30. Da programação constam: exposição sobre o homenageado e show musical com o artista e sua banda, formada pelos músicos NELSINHO SERRA (cavaquinho); FELIPE PESSOA (7 cordas), JOÃO FERREIRA (arranjos e violão) e PEDRO FERREIRA (percussão). Será cobrado ingresso no valor de R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes e idosos). A indicação de faixa etária para o evento é livre.
Contamos com a presença de todos!
Mais informações: 61 3244-3015 / 3443-5682
No aniversário da capital do Brasil, brasileiros e estrangeiros têm a chance de enviar frases para homenagear as belezas de Brasília e declarar a sua grande história de amor pela capital do Brasil. As melhores frases farão parte do livro “Brasília Vale Ouro”, a ser editado por empresa privada, com apoio institucional da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF).
Para participar do concurso “Brasília Vale Ouro”, o internauta deve acessar o hot site www.brasiliavaleouro.com.br e criar uma frase em homenagem à Brasília e clicar em enviar. O concurso vai até 21 de abril de 2010.
Brasiliavaleouro.com.br
Os reiseiros cabisbaixos
Por Aloísio Brandão,
compositor e jornalista.
(aloisio.brandao@ig.com.br)
Choveu – e choveu muito – entre o Natal de 2009 e o Ano Novo, em Santana dos Brejos, sertão e oeste da Bahia. Sertanejo que é sertanejo ri, de orelha a orelha; chora de emoção e até arrisca versos e cantos, diante de uma chuva boa. Havia uma alegria contagiante, no Município, no fim do ano, porque a chuva era abundante; as aguadas para o gado, fartas; o pasto e as plantações, verdes e crescidos. Ninguém se importaria, caso a chuva não desse uma trégua, à noite, durante os festejos do réveillon, quando uma queima de fogos e um trio elétrico a plenos decibéis agitariam os santanenses que lotam o Calçadão, no centro da cidade.
Mas eis que, lá pelas 15 horas, o céu se abriu, e o fim da tarde chegou com a mansidão brejeira de sempre, e uns pálidos lilases enfeitavam as bordas das nuvens que insistiam em não se dissipar. Então, meu irmão, César, e eu fomos dar um passeio de carro com nosso pai, Seu Benedito, por bairros mais distantes da pequena cidade.
Do alto dos seus 98 anos, papai não perdeu o vigor, nem a lucidez. E não aceita ficar à margem do que acontece, no Município. Quer ver a escola em construção, o calçamento novo no bairro mais afastado, a ponte ainda no alicerce. Questiona tudo, faz comentários e jamais deixa de manifestar o seu otimismo em relação ao lugar. Naquela tardinha, aproveitamos para visitar amigos e lhes dar um abraço de Ano Novo.
Meu irmão, ao volante, tomou o rumo do Bairro São José, onde um Cruzeiro em frente à casa em ruínas do velho Otacílio expõe-se como o que, ainda, resta de um tempo de bonança. Ouvíamos, no toca-cd do carro, um disco de Nelson Gonçalves. Ouvir Nelsão é um passo para a boa emoção e para desencavar velhas lembranças da infância.
Criei-me, saboreando pérolas musicais vindas dos alto-falantes que varavam o céu, entravam pelas casas, encharcavam toda a cidade de uma doçura indescritível. Um deles era o “Serviço de Alto-falante A Voz Record” (com quatro potentes projetores por toda a cidade, como fazia questão de frisar a apresentadora Nicinha de Lê, a mulher com penas de beija-flor na garganta).
Ou o alto-falante das “Casas a Vencedora”, liderado pelo meu então professor de inglês Vilmar de Souza, hoje, um homem devotado ao estudo da história do Município. Vilmar apresentava o inesquecível “Saladinha de Sucessos”. Já o “Serviço de Alto-falante Santo Antônio”, pertencente ao Posto de Gasolina Santo Antônio, trazia um programa matinal cujo apresentador, Tõe de Doão, diariamente, tocava a bela “Normalista” (Benedito Lacerda e David Nasser). Nelson Gonçalves, portanto, era obrigatório, em Santana dos Brejos.
Voltando ao nosso passeio de fim de tarde, lá fomos nós visitar Maria, a empregada de nossa casa, aposentada há uns 15 anos, mas uma presença forte entre nós. Na volta, ouvi, de longe, pela fresta da janela do carro, a inconfundível música dos reiseiros santanneses. Pedi ao meu irmão que parasse o carro. Andei uns 50 metros, até alcançar-lhes à entrada de uma casa.
Manifestação das mais puras e intensas de Santana dos Brejos de outros tempos, aquele grupo de reiseiros, naquela tarde, porém, trazia alguma melancolia que, no início, eu não percebi, mas, depois, os minutos me fizeram reparar. Daí, a descobrir a sua origem, foi um triz. A ponta de tristeza vinha da indiferença a eles dispensada pelas pessoas.
Alegres, os resiseiros saem pelas casas da cidade ou dos povoados distantes, durante os nove dias que antecedem a sua data máxima, 6 de Janeiro, levando a sua folia. Mas o coração das pessoas daquela ruazinha já não parecia mais ser tocado pela música daquele grupo.
Meio acabrunhado, o grupo era de não mais que oito pobres homens solitários e de mãos calejadas pelo trabalho honrado, no campo, que, naquela rua distante e sossegada, ao fim daquela tarde do último dia de 2009, tocavam os seus instrumentos de fabricação caseira (pífaros de tabocas, tambores, maracás, reco-recos, ganzás) e cantavam para ninguém.
Ninguém os seguia, como em outros tempos. À porta de algumas casas, já não havia o corre-corre feliz que animava a chegada dos reiseiros, em tempos não tão distantes. Tão agitadas eram as suas chegadas às casas que eles mal conseguiam tomar as salas e se postar diante das lapinhas, onde iniciavam os seus catares e tocares. Aquele grupo que vi, na ruazinha do bairro distante, na tarde de 31 de dezembro de 2009, saiu de algumas casas do jeito que entrou: cabisbaixo, abatido, como se não conseguisse romper a cerca de indiferença que se formou diante de si.
Passei o resto da noite com aqueles homens na cabeça. Evoquei cenas de minha infância, quando uma multidão os acompanharia, dividindo com eles o canto, enquanto os donos das casas fariam as honras e serviriam comida e bebida, fartamente, como manda a boa tradição. E fui formando um bolo de questionamentos, como: que futuro aguarda a Folia de Reis, em Santana dos Brejos? Os reiseiros conseguirão tirar forças de seu próprio desalento para sobreviver?
As perguntas não são sem sentido. Outras manifestações santanenses, como os Caboclinhos, foram empurradas para o mesmo precipício onde estão soterradas outras manifestações folclóricas e culturais, como a representação da luta entre Católicos e Mouros, que contava com a liderança intrépida de Jaime Vilas Boas, nos anos 60 e 70. Não pode ser este o mesmo destino dos reiseiros.
O fenômeno que impõe uma distância abismal no tempo que nos separa de nossa própria cultura é universal, ressalte-se. Registre-se o esforço, em alguns Municípios brasileiros, envolvendo população, poder público e organizações não-governamentais, com o objetivo de manter vivas as manifestações folclóricas locais. Sabem as populações desses lugares que se o seu passado for soterrado, elas ficarão sem futuro.
Eu cresci, em Santana dos Brejos, acompanhando os grupos de Reis do povoado do Tabuleirinho e da Rua das Pedras. Andava longas distâncias (às vezes, de um povoado para o outro), dançando, cantando e tocando tambor com eles, bebendo de sua sabedoria e de sua cultura. Era uma alegria chegar à porta de uma casa e vê-los felizes, sendo recepcionados pelos moradores e seus vizinhos. E, num passe de mágica, a casa inteira, da porta da frente ao quintal, estava lotada de gente alegre.
Ali, estava a alma pura e viva de um povo, manifestada em sua cultura e levada ao máximo da alegria. O canto dos reiseiros é o cordão umbilical que os liga ao seu ventre cultural, à sua raiz ancestral. Se esse cordão for rompido, um vácuo se formará, deixando em seu lugar nada, além de um vazio doloroso.
Festa religiosa de origem portuguesa que ancorou, no Brasil, no século XVIII, a Folia de Reis tem uma natureza religiosa, além de certa voltagem lúdica. Está associada, na tradição católica, à passagem bíblica em que Jesus foi visitado pelos Reis Magos Melchior, Baltazar e Gaspar.
Tratar esses homens (as mulheres não integram grupos de Reis, mas apenas acompanham os maridos, de perto) de “bando de desocupados” ou de “cachaceiros” é de uma grosseria abominável. Pelo contrário, os que assim entendem deveriam curvar-se diante de um grupo de reiseiros, em sinal de respeito à cultura que ele transporta e transfere, há mais de um século, de pai para filho, num processo delicado, como se todos eles estivessem coletivamente prenhes de um filho amado. E estão mesmo grávidos, mas de cultura. E mais: todos deveriam abrir-lhes a porta e o coração, porque é a vida que vai entrar, ali. Ora, cultura é vida.
NOTICIA DO www.blogdoturiba.blogspot.com
HOMENAGEM POS-MORTE SERÁ TERÇA-FEIRA, NO CAFÉ MARTINICA
O poeta e jornalista Aristo Teixeira, 56 anos, falecido no último sábado, dia 23, será homenageado pelos poetas, escritores e seus colegas jornalistas nesta terça-feira, no Café Martinica, a partir das 21 horas.
Ariosto morreu na noite do último sábado no Hospital Santa Helena, em Brasília. Ele deixou viúva, dois filhos, um livro de poemas publicado e outro inédito.
O velório foi neste domingo (dia 24/01) no cemitério Campo da Esperança, em Brasília, e contou com a presença de familiares, amigos, jornalistas e artistas da capital.
O presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney; e o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, estiveram presentes no velório, assim como personalidades do mundo político.
O corpo de Ariosto Teixeira será cremado nesta segunda-feira, em Luziânia, Goiás.
O jornalista e cantor Anand Rao escreveu uma música bem bacana sobre o Açougue Cultural T-Bone e o Luiz Amorim. Confiram no link:
Sigamos juntos,
vamos de mãos dadas
Já percebeu que, no Natal, as árvores não dão sombra, e sim luz? À sua luz nos encontramos e nos tocamos, e assim se realiza o espírito do Natal, que se revela no jeito simples de nos olharmos na rua, como se uma cumplicidade misteriosa de repente nos invadisse; no sorriso infantil que brota do rosto dos velhos e das crianças, quando ganham um beijo; nos cotovelos que se tocam inadvertidamente durante o Venite Fidelis, na Missa do Galo; no abraço entre votos de Feliz Natal que damos sem mesmo entender por que o fazemos, mas na certeza de que o abraço por si se basta e se justifica.
De repente concluímos, espantados, que Natal, na verdade, é tudo o que não está na tv, tudo o que não custa dinheiro, tudo o que não se pode comprar. Pois não existe nada mais antinatalino do que um shopping lotado, com pessoas se esbarrando, mãos ocupadas com pacotes, e portanto sem mãos para ...se cumprimentar! Nada mais antinatalino do que essa ânsia desesperada pela compra de presentes, essas imprecações que ouvimos nas filas das lojas abarrotadas de impaciência e barulhos de registradoras. Ou o suor e a agonia com as providências da ceia, em que nos embebedamos à complacência de um velho falso, saído da neve, que faz um ininteligível ho-ho-ho, enquanto toca renitentemente um sino, sem perceber que o blém-blém do sino pode acordar o menino esquecido no fundo do presépio.
Ainda assim é tempo de comemorar o Natal.
Eu, por exemplo, esqueço o Cristo crucificado, imagem da qual nunca gostei, mesmo nos tempos de coroinha. Porque é a imagem da dor, e não da alegria. Ninguém gosta de dor. Nem eu. Prefiro a imagem do menino, sorridente sobre a fragilidade das palhas onde Maria o deitou, envolvido em seu manto, na noite gelada de Belém. Em Deus não acredito, como já disse Miguel Torga, mas como não acreditar no menino?
Os reis magos, ah, esses nunca me enganaram, com seus presentes de adultos. Utilitaristas, inauguraram o tempo da usura e da dissipação, ao levar ouro, mirra e incenso à gruta de Belém. Isto são coisas que se levem a um recém-nascido? Restam claras as segundas intenções: queriam agradar aos pais, e não ao filho. Nenhum deles se lembrou de levar um brinquedo ao menino. No primeiro Natal, o menino não ganhou presente.
Por tudo isso, prefiro um Natal em que apenas nos encontremos, já que a vida é arte do encontro, como dizia o poetinha querido.
Natal, tempo de abraços e encontros. E um abraço não se faz sozinho: é preciso de dois.
Ao nos encontrarmos, em vez de mil presentes, que tenhamos as mãos abertas e vazias, para nos cumprimentar, nos abraçar, nos aconchegar. Só de mãos vazias é possível... darmo-nos as mãos.
Então, sigamos. Sigamos juntos, vamos de mãos dadas, que apesar das noites restam as madrugadas.
Com o melhor do meu afeto.
Natal, 2009.
Autor: Paulo José Cunha
DOIS MIL E DEZ DESEJOS
Sandra Fayad
No Ano que vem, desejo
Que sonhes menos com felicidade
E vivas com ela uma realidade;
Quero que tenhas menos fé em dias melhores
E certezas até nos teus arredores;
Proponho que menos contemples a Natureza
E mais trabalhes em sua defesa.
No próximo Ano, desejo-te
Menos enlatados,
Mais vestes artesanais,
Menos embalagens plastificadas;
Mais trilhas, nascentes e arraiais,
Menos tragédias na TV,
Mais respeito pelos ancestrais,
Menos tramóias por um cachê,
Mais amizade pelos demais...animais.
No ano que vem, quero que tenhas
A gratificante experiência de ver
O pôr-do-sol na Praia do Jacaré;
O prazer campestre de ouvir
O piado de uma I-nha-bu-a-pé;
A grandeza de poder falar
Ao ouvido de um Chimpanzé.
No próximo ano sugiro que renuncies
À febre dos eletrônicos,
Ao luxo dos couros macios,
Às penas de aves raras:
São hábitos anacrônicos!
Anacrônicos também são
As derrubadas de árvores,
Aves engaioladas,
Cães abandonados,
Cavalos escravizados.
Atual é saber que a nossa lua
É apenas uma das milhões de luas
Que vagam por aí.
Moderno é ser gari:
Catar lixo nas ruas,
Limpar lagos e rios,
Onde bebem nossas reses;
E topar esses desafios
Duas Mil e Dez vezes.
Abraços efusivos...
(direitos autorais - Lei 9.610/1998)
Crônica de Brasília XXIX
Um dia desses, o poeta Nicolas Behr deu-me uma flor retirada de uma linda árvore plantada em seu jardim. Pediu-me para amassar suas pétalas e aspirar-lhe o cheiro. Imediatamente, um aroma forte e doce espalhou-se pelo ar. Essa é a Chanel, disse-me o querido poeta e dublê de botânico. É com essa flor que os franceses fazem o Chanel nº 5, um clássico da perfumaria universal, penso, deitada na cama a ouvir no rádio a música-tema do filme Don Juan DeMarco, com o igualmente clássico ator norte-americano Marlon Brando.
O que mais me impressionou no filme foi a permanência do poder de sedução do inesquecível ator de filmes como Último Tango em Paris e O Poderoso Chefão. Com mais de 70 anos e mais de cem quilos, é Brando quem rouba a cena e arrebata nossos corações, absolutamente irresistível no papel do velho e romântico psiquiatra Jack Mickler. E olhe que ele contracena com ninguém menos do que Johnny Depp, considerado um dos mais belos e talentosos atores da atualidade.
Fazer arte é fazer sonhar, penso, de olhos fechados, revendo de memória a última cena do filme, em que Brando dança com sua mulher, interpretada por Faye Dunaway. Quando a tela escurece, a gente tem vontade de sair dançando pela vida afora, em estado de êxtase. Eu sempre tive essa sede de arte, no fundo, penso hoje, um desejo de sonhar permanentemente. Em Brasília, na década de 80, eu dividia meu tempo entre a UnB e a busca pela chama da arte, estivesse onde estivesse. Foi assim que assisti de perto a movimentos como o Concerto Cabeças, uma espécie de happenning ao ar livre que acontecia aos domingos, nos gramados da 311 sul, e reunia música, poesia, dança, pintura, teatro e circo.
Foi por essa época que conheci o poeta Nicolas Behr, ícone da chamada poesia marginal, que está para a poesia de Brasília como Renato Russo está para o rock candango. Ambos fizeram escola na cidade. Pois bem, ontem, eu e Nicolas, junto com o também poeta Luís Turiba - editor da histórica Bric-a-Brac, revista que sacudiu a cena cultural de Brasília naquela década – fomos ao Açougue Cultural T-Bone participar de um protesto dos artistas e organizadores da Feira do Livro de Brasília.
Após 28 anos de existência precária, a feira está ameaçada de simplesmente não acontecer, por absoluta falta de apoio e patrocínio. Brasília continua a mesma, penso, a arte continua marginal, ou seja acontece a margem dos poderes constituídos e do empresariado, que continuam a ter por ela um desprezo absolutamente constrangedor.
“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”, diz a canção dos Titãs, em letra emblemática do poeta e roqueiro Arnaldo Antunes. Igualmente emblemática é a penúria imposta há 28 anos à Feira do Livro da Capital da República, em risco iminente de simplesmente não acontecer às vésperas do seu cinquentenário.
Brasília é a mais perfeita tradução do Brasil, até porque tanto sua população, quanto seus empresários, executivos e políticos, em sua grande maioria, vieram das mais diversas cidades e regiões desse país continental. Portanto, o que acontece aqui é problema de todos nós. Falar que o Brasil saiu de sua condição de país subdesenvolvido para o pleno desenvolvimento num país em que os escritores e seus livros são tratados com tamanho desprezo é piada, má-fé ou, no mínimo, ignorância.
E antes que eu me esqueça, o T-Bone Açougue Cultural é resultado de um sonho. O sonho de um menino pobre, açougueiro, que se alfabetizou já adulto e resolveu fazer do seu ofício arte. Seu nome, Luiz Amorim. Seu sonho, transformar-se e transformar, fazer arte, fazer sonhar. Mas isso já é uma história para outra crônica. Quem viver, lerá.
Autora: Jornalista e escritora Amneres www.poesiaemtemporeal.com
Poemação 3 homenageia o poeta Paulo Tovar na BNB
O 3º Sarau Videoliteromusical, organizado pelos poetas Marcos Freitas e Jorge Amâncio, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, será realizado no próximo dia 14, 4ª feira, com a participação dos poetas Ariosto Teixeira , Gustavo Dourado , Maria Félix, Gustavo Fonteneli Dourado, José Edson dos Santos e Reginaldo Gontijo. O evento vai homenagear Paulo Tovar Hummel, poeta e letrista da banda L iga Tripa, falecido em 14 de setembro em Catalão (GO ), e terá também a presença do poeta Fernando Dusi e do ator Adeilton L ima na leitura dos poemas de seu novo livro Lições de Taxidermia (Ateliê Editorial), a ser lançado durante o evento.
Infininho é o título de um conjunto de jogos poéticos em forma de videogame que Reginaldo Gontijo vai mostrar no palco. Gustavo Dourado , Maria Felix e Gustavo Fontele Dourado vão apresentar uma poesia em família, cada um com seu estilo próprio. José Edson subirá ao palco junto com L iminha (no violão) e Fernando (na clarineta), e Chico Nogueira e o grupo Mambembrincante farão também um recital híbrido de poesia e música, no quadro Poesia na Platéia.
POEMAÇÃO 3 - Um Sarau Videoliteromusical – No dia 14.10, às 19h, em homenagem a Paulo Tovar , com Ariosto Teixeira (poesia), Reginaldo Gontijo (videopoesia), Maria Felix, Gustavo Dourado e Gustavo Fontele Dourado (poesia), Zé Edson, L iminha e Fernando (poesia e música), Chico Nogueira e o grupo Mambembrincante (Poesia na Platéia). Adeilton L ima recita Fernando Dusi, que lança Lições de Taxidermia. No 2º andar da BNB. Entrada franca.
Visite http://www.bnb.df.gov.br
A loja de memórias de Seu Vivaldo
Pelo jornalista e compositor Aloísio Brandão.
E-mail: aloisio.brandao@ig.com.br
Eu estava a caminho do povoado do Areão de Cima, para o lado oeste e a cinco quilômetros da cidade de Santana dos Brejos. Embora Julho (de 2009), quando, de dia, as temperaturas são mais amenas, eu precisava apressar o passo, para voltar com o sol ainda brando e vencer, com relativo conforto, os 14 quilômetros que teria de caminhada pela frente. Mas o sol de Julho deste ano foi implacável. Depois das 9 horas, o calor cáustico fazia lembrar dezembro e janeiro, quando a temperatura, lá, passa facilmente dos 40º. Não se anda, em Santana dos Brejos, sem que se encontre um amigo, em cada esquina. Ou um anjo, como disse o poeta Vicente Sá, quando passava uns dias de férias, lá, em minha casa. De sorte que eu havia tomado a Rua das Canelas, já avistando a estrada que vai para o Areão de Cima, quando percebi que passava em frente à Loja de Seu Vivaldo. Impossível não entrar para cumprimentá-lo. É a loja de memórias.
O estabelecimento é uma herança do seu pai, Seu Pompílio Pereira de Novaes. Floresceu, nas décadas de 50, 60 e foi uma das mais importantes no gênero de tecidos da Rua das Canelas, quiçá não o fosse de toda a Santana dos Brejos que, àquele tempo, ainda não tinha se espichado para os lados leste e norte. Vendia, também, aviamentos e ferramentas para carpinteiros, marceneiros e pedreiros.
A pequena cidade, localizada no Oeste da Bahia, mais precisamente na região do Médio São Francisco, a quase mil quilômetros de Salvador, teve um comércio de tecidos movimentado, dadas as proporções. Costureiras e alfaiates não davam conta dos pedidos. Todas as roupas eram confeccionadas, ali.
A Loja de Seu Pompílio, de duas portas altas e verdes e de balcão largo, de madeira de lei, não tinha lá uma grande profundidade. Uma porta lateral à esquerda dava para o corredor principal de sua residência, o que trazia a intimidade doméstica para a lida.
Mas veio a era das confecções industriais. Foi quando as calças jeans arrancaram as peças de brim caqui das lojas e das alfaiatarias, de onde foram expulsos, também, os finos linhos Pérola, que eram abrigados com arte pelas mãos hábeis dos alfaiates santanenses. Em seguida, veio outra onda mais avassaladora: a que trouxe os produtos chineses a preços de banana, não se lhes importando a qualidade. A esta onda, bem mais recente e devastadora, saliente-se, não se pode atribuir a derrocada do negócio de Seu Pompílio.
Fustigadas pelo novo nicho de mercado, as bem-sucedidas lojas de tecidos de Santana dos Brejos de outrora, uma a uma, fecharam as suas portas, restando umas poucas e resistentes, como o velho pajeú imponente que vê a cidade do alto (lá, à beira de um pequeno tanque de barro para dar de beber ao gado, na roça do velho Alípio, e à margem da estrada por onde eu iria passar, minutos depois). O pajeú parece impassível diante do tempo, mas, em verdade, já se ressente do movimento de carros e motos a metros dos seus pés.
De sorte que a loja de Seu Pompílio curvou-se diante do que lhe reservara o destino, e não lhe restou outra coisa, além de... Fechar as portas? Não! Isso, não. Jamais, ao longo de mais de 60 anos, teve as suas portas fechadas, num único e desafortunado dia que fosse, ainda que as suas prateleiras vazias já não abrigassem um fiapo de linho sequer.
A loja está, lá, do mesmo jeito e impávida, diante do tempo, alheia à tribulação progressista que sacode o pequeno centro comercial de Santana dos Brejos.
O filho de Seu Pompílio, Vivaldo, assumiu o controle do negócio, com a morte do pai, e, indefectível, passou a tocar a loja. Abre-a, no horário comercial, sem atraso, como se, febril, acordasse em outra dimensão, em outro tempo.
Mas o que vende a loja de Seu Vivaldo, se aquelas prateleiras de madeira encontram-se completamente vazias? O que existe, ali, de uns 20 anos para cá, são apenas um homem pleno de ternura e o vão. Um vão que, ressalte-se, cobriu de profundidade o pouco profundo quadrilátero da loja, em seus tempos de bonança. Portanto, não há nada a se vender, ali. Absolutamente, nada.
Nada mesmo? Não, de jeito nenhum. Algumas pessoas é que não conseguem enxergar o invisível que anima as suas prateleiras. A Loja de Seu Vivaldo, agora, vende memórias. As contas, ali, são feitas à luz de uma matemática inexata que faz com que adquirir e oferecer sejam a mesma coisa e vice-versa. Todos saem dali com as “mercadorias” na memória do coração, na cabeça.
Quer ouvir uma boa história da cidade e dos povoados mais longínquos de Santana dos Brejos? Quer apenas trocar pensamentos, telepaticamente? Quer rir, de orelha a orelha, com um caso bem contado? Ou apenas dar um cochilo, após o almoço, numa tarde escaldante, no balcão largo e acolhedor duma loja que transcendeu ao tempo, ao lugar, ao homem? Então, vá à Loja de Seu Vivaldo. Mas uma advertência: não leve dinheiro, pois que este, lá, não vale nada.
Incansável, sentado do lado de dentro do balcão e invariavelmente bem vestido, Seu Vivaldo, agora, já não tem pressa de fazer girar o seu capital, não tem medo de uma nova onda fabril soterrar a sua mercadoria, nem receio de que o ar oxide os seus produtos, ou de o tempo envelhecê-los. As suas mercadorias ficaram encantadas e já não gritam mais por tesouras e agulhas.
Quando estive, na loja de Seu Vivaldo, em Julho de 2009, saí com os olhos marejados, quando ele me disse: “Aloísio, seu pai, Seu Benedito de Amorim Brandão, é um dos homens mais honestos de Santana dos Brejos”. E contou histórias suas. Despedi-me, certo de estar levando as melhores mercadorias.
E quando saí da loja (e olha que não demorei tanto assim), senti o bafo quente do sol. Mas resolvi encarar a caminhada interrompida, e segui adiante. Meu coração firmara outro compromisso comigo: o de tomar aquela estrada que eu via à frente, chegar ao Areão de Cima e, dali, mergulhar à direita numa estradinha de carro de boi abandonada, onde não passa ninguém, absolutamente, ninguém.
A estradinha possui cerca de cinco quilômetros da mais transformadora e doce solidão. Tenho a sensação de que ela seja exclusivamente minha, e que ninguém a conhece, ninguém jamais pôs os pés, ali. Andar nela é criar uma hora boa para compor, para rezar, para pensar nas pessoas que amo. Um dia, ainda levo aquela estradinha abandonada para casa. Será que ela existe mesmo?

Flávio Lucci de Azevedo, ou “Fafão”, como ele assinava, nos deixou no dia 26 de junho na cidade do Rio de Janeiro. O escritor era um grande amigo e incentivador dos Projetos Culturais T-Bone, inclusive foi o primeiro escritor a lançar livro no açougue há mais de dez anos.
Fafão gostava de observar o comportamento das pessoas e reproduzir suas impressões através de crônicas. As conversas de bar e o cotidiano eram as principais fontes de inspiração do escritor, que por 25 anos trabalhou no Banco do Brasil, tendo ingressado como auxiliar de escrita em Brasília, em 1971. Os casos vividos e ouvidos por Fafão, que desde 1999 morava no Rio de Janeiro, sua cidade natal, renderam quatro livros de crônicas.
Valeu grande amigo!
Equipe T-Bone.
Alguns de seus livros..



O Teatro da Praça em 2009
A partir de julho (14/07), a Tribo das Artes vai fazer seus saraus no Teatro da Praça. Fazemos isso para renovar o formato do sarau, mas também para chamar a atenção dos grupos culturais do DF para esse espaço tão importante em nossa história e tão bem localizado. Fica pertinho da Praça do Relógio, onde há estação de Metrô.
O Teatro da Praça foi palco dos mais importantes movimentos culturais ocorridos em Taguatinga, na década de 80, quando se realizaram inúmeras FACULTAs e Semanas de Arte. Em 2006, os grupos culturais da cidade criaram o movimento VIVA EIT, em defesa do tombamento da Escola Industrial de Taguatinga e do Teatro e Biblioteca que ficam em sua área. Em 2007, conseguimos seu tombamento provisório como patrimônio histórico.
O Teatro da Praça foi reformado neste ano, mas não foi estruturado com equipamento suficiente. Algumas coisas já se estragaram em poucos meses. Mas é preciso manter o teatro em pleno funcionamento para cobrarmos melhor estrutura e principalmente para que o público descubra que ele está novamente de pé.
É preciso reabilitar o Teatro e fortalecer a Escola. É preciso buscar a participação: da direção da Escola, da Regional de ensino, da Administração Regional, do Sinpro e de todos os grupos culturais da cidade para que o movimento elabore um projeto de divulgação e uso do teatro e também um projeto arquitetônico que melhor atenda as necessidades culturais.
Ao mesmo tempo é preciso fortalecer a EIT, que há poucos anos sofreu uma política de esvaziamento dos alunos e ocupação indevida de seus espaços, visando seu enfraquecimento.
VIVA O TEATRO DA PRAÇA ! VIVA EIT !
Situação atual do Teatro da Praça
1 - Foi colocada uma mesa de som com 2 caixas, mas já estragaram;
2 - Tem uma mesa de luz com refletores acima do palco e em uma vara de luz de frente. Muitas lâmpadas se queimaram em poucos meses. Das oito da vara de frente, só duas funcionam;
3 - O Teatro não dispõe de porteiro, bilheteiro, eletricista, nem operador de luz ou som;
4 - Um camarim fica trancado e o outro fica disponível. Está reformado e limpinho;
5 - A sala de espera é enorme e poderia ser muito bem aproveitada como salão de exposições. Tem um balcão que pode ser usado como bar. Tem um bebedouro. Podem acontecer atividades variadas ali, mas não tem iluminação que possa ser direcionada nem suporte apropriado para pendurar as obras. Tudo bem que pode-se acender a luz geral, mas a Administração proíbe bater pregos na parede para pendurar obras.
Finalmente: Quem conhece o Teatro da Praça se encanta. Tem capacidade para 250 pessoas, palco grande, ótima acústica e é a principal referência da cultura de Taguatinga.
Cacá
Cordel para Patativa do Assaré:
Centenário do poeta cearense...
Antônio Gonçalves da Silva:
Um criador destemido...
Grão-mestre do improviso
O Patativa conhecido...
Patativa do Assaré:
Poeta lido e ouvido...
Nasceu em 5 de março:
1909,o ano...
No Estado do Ceará:
Um poeta soberano
Exímio compositor:
Ritmo fagneriano...
A Triste Partida...Meu Protesto
O Poeta da Roça:Vou Vorá
Apelo dum Agricultor
Vaca Estrela e Boi Fubá
Coisas do Rio de Janeiro:
“Cante Lá que eu Canto Cá”...
Se Existe Inferno:
Mote/Glosas a rimar...
Peixe...Você se Lembra?
Poeta a nos encantar...
Patativa do Assaré:
Num galope a beira mar...
Inspiração Nordestina – 1956:
Primeiro livro de poesia...
Cantos do Patativa -1967:
Carrego na fantasia...
“Cante Lá que Eu Canto Cá”:
Consagrada alquimia...
Ispinho e Fulô – 1988:
Patativa e Outros Poetas de Assaré...
Cordéis – 1993:
Aqui Tem Coisa: Não é?!
Biblioteca de Cordel, Balceiro:
Ao pé da mesa, seu Zé...
Poeta bem popular:
Exímio compositor...
Filho da contradição:
Vate interlocutor...
Mote, peleja, desafio:
Faro improvisador...
Veio de família pobre:
Da arte da agricultura...
Lutou pela sobrevivência:
Sem perder sua candura...
Lavoura, subsistência:
Doença, fome, amargura...
Ficou cego de um olho:
Ainda bem pequenino...
Padeceu o sofrimento
Desde o tempo de menino...
Aos oito anos de idade:
Sofreu mais um desatino...
Antônio perdeu o pai:
E precisou trabalhar...
Para ajudar a família:
Foi a terra cultivar...
Era preciso resistir:
Para a fome não matar...
A roça era o caminho:
Para poder sobreviver...
Tempo de analfabetismo:
Poucos lá sabiam ler...
Quem não sabe a leitura:
Muito pouco pode ver...
Aos 12 anos na escola:
Começou a aprender:
Logo é alfabetizado:
Passou a compreender
A arte da Aritmética:
Matematiza o viver...
Aprofundou a leitura:
No estudo do cordel...
Os seis meses de escola:
Deu asas ao menestrel...
Pra sobreviver à fome:
Da ciência de Babel...
Fluiu criatividade:
No ritmo do improviso...
É a poesia que nasce:
Sem licença, sem aviso:
Mistura verso e dor:
Sem perder o seu sorriso...
Repente, cordel, cantoria:
Começa a se apresentar...
Eventos, festividades:
Patativa está no ar...
É ouvido na Araripe:
Por Arraes de Alencar...
Por volta dos 20 anos:
É chamado Patativa...
O seu canto tem beleza:
Sua poesia é altiva...
Patativa do Assaré:
De poesia sempre-viva...
No Crato e no Juazeiro:
Poesia de arte fina...
Publica o primeiro livro:
Inspiração Nordestina...
Os Cantos do Patativa:
Com a verve cristalina...
Patativa do Assaré:
Novos poemas comentados...
Em coletânea poética:
Textos bem apreciados...
"Cante lá que eu canto cá":
Os seus versos consagrados...
Nove filhos com Belinha:
Esposa de toda a vida....
Amava o Cariri:
A sua terra querida...
Memorizava o verso:
Fez da arte sua lida...
Nordestino Sim, Nordestinado Não:
Apelo dum Agricultor...
Vaca estrela e Boi Fubá:
De A Triste Partida, criador...
Coisas do Rio de Janeiro:
Versos de um cantador...
Se Existe Inferno, Você se Lembra?
Peixe, A Terra é Naturá...
Tantos versos pela vida:
Meu Protesto, Vou Vorá...
O Poeta da Roça, Mote/Glosas:
Cante Lá que eu Canto Cá...
Patativa e Outros Poetas de Assaré:
Ispinho e Fulô, Balceiro...
Aqui tem coisa, Cordéis:
Poetás bem brasileiro...
Biblioteca de Cordel:
Lido até no estrangeiro...
Antologia Poética de Patativa:
Digo e Não Peço Segredo
Ao pé da mesa, com Geraldo:
Foi poeta sem degredo...
Um vate de alta verve:
Homem que não teve medo...
Cidadão de Fortaleza:
“Medalha da Abolição”...
Enredo de Escola de Samba:
Honoris Causa do Sertão...
Homenagem da SBPC:
Pela arte da criação...
Memorial Patativa do Assaré:
Prêmio do Ministério da Cultura:
No Teatro José de Alencar:
A voz da literatura...
Prêmio Unipaz no Ceará:
Holismo, terra, ternura...
Diploma de “Amigo da Cultura”:
“Medalha Francisco de Aguiar”:
Troféu “Sereia de Ouro”:
Prêmio da Cultura Popular...
Em o “Cearense do Século”:
Tirou Terceiro Lugar...
"Biblioteca Pública Patativa do Assaré":
"Artista do Turismo Cearense":
Prêmio FIEC, Fortaleza:
Cidadão Norte-Rio-Grandense...
Honoris da UFC e da UECE:
Cidadão caririense...
Título de Doutor em Sergipe:
"Cidadão Empreendedor"...
Troféu do MST:
Pela terra, lutador...
Medalha Ambientalista:
Poeta preservador...
Doutor Honoris Causa:
Títulos e premiações...
Fama e homenagens:
Glórias e celebrações...
Foi poeta popular:
Das cidades aos sertões...
Poeta da agricultura:
Do verso foi lavra-a-dor...
Palavrava a poesia...
Cultivava a sua dor...
Venceu a morte com arte:
Cantou a vida e o amor...
Poesia de sapiência:
De sabença popular...
Memória de elefante:
Mestre no improvisar...
Oralidade fluente:
Feito as ondas do mar...
Dominava o soneto:
A linguagem corporal...
Voz, pausa, entonação:
A expressão facial...
Apreciava Camões:
Foi poeta sem igual...
Metrificava com classe:
Religião, filosofia...
A terra, a fome, o sertão:
A luta do dia a dia...
Praticava a poética:
Ia além da teoria...
Eternizado por Gonzaga:
Patativa diamantino...
Poeta de verve fina:
Um Camões bem severino...
Lá na Serra da Santana:
Nasceu o vate nordestino...
Tema de monografia:
E pesquisa de mestrado...
Foi estudado na França:
Em tese de doutorado...
Rosemberg e Jefferson:
Filmaram o seu legado...
Foi poeta veemente:
E mestre na ironia...
Sextilha, décima, soneto:
Era bom no que fazia...
Feiticeiro da palavra:
Um mago da poesia...
Por Gustavo Dourado
Luiz Martins da Silva
Para Francisca Azevedo
[Fluente em moderno javanês]
I – Versão sobre átomos
Na caixa postal para mim,
Em concórdia, lápis-lazúli,
Cílios índigos de Cleópatra
Traçados na esferográfica,
Estenografia de hieróglifos,
Sagrados grifos de escribas,
Sólidos signos de marfim.
II – Versão on bytes
Antigos segredos re-velados,
Criptografias matemáticas,
Novos nomes, velhos códices,
Invisíveis papiros mega-giga-tera-bytes,
Indivisíveis lógicas do binário,
Estrito senso do sentido refratário.
Ah! Os inefáveis desvãos da informática.
Por Sandra Fayad
- Não vai sair esta noite? Pergunta minha filha
- Não. Esta secura me desanima. Sinto falta de ar, alergia – respondo.
- Pelo jeito, se você não viajar para o litoral, vai ficar os próximos seis meses em casa – observa ela.
Nem respondo. Estou mal humorada.
Ligo o umidificador e a TV. Informe da previsão do tempo para o dia seguinte:
“...na Região Centro Oeste do Brasil, tempo firme com céu claro e possibilidades de chuvas esparsas em algumas áreas isoladas.”
Nem dou bola para a parte final da informação. Já estamos no dia 30 de maio de 2009 e nunca choveu no dia seguinte aqui em Brasília (pelo menos que eu me lembre...).
- Isso aí é rebate falso. Os metereologistas erraram mais uma vez ou então a emissora está querendo nos fazer sonhar, como nas novelas. A chuva se despediu de nós há mais de uma semana com umas gotinhas sem-vergonha que nem deram para apagar a poeira.
Começo a cochilar, ainda com o pensamento voltado para o áudio que ouvira pouco antes. Aquela palestra me deixou muito impressionada. As constatações de que a água já acabou em várias partes da Terra por causa da irresponsabilidade do homem e as péssimas perspectivas para os próximos quinze anos me fizeram ficar mais preocupada (*).
Desligo a TV e o umidificador e durmo. Sonho que chove. Ouço a água caindo mansamente sobre o telhado. Acordo e adormeço duas ou três vezes, ouvindo aquela sinfonia. Não sei se sonho ou se penso na felicidade das plantas e dos animais da Horta Comunitária. Estou bem no limiar entre o sono e o despertar, mas não me levanto. Pelo menos não me lembro de tê-lo feito, a menos que eu seja... sonâmbula.
Acho que desperto de acordo com o relógio biológico. Olho para o relógio de mesa que marca nove horas e cinco minutos.
- Nossa Mãe! Dormi demais. Já passou da hora de dar o café da manhã do Skipye, de me vestir de atleta e sair para a caminhada dominical no Eixão Norte. Tenho que me apressar! O sol deve estar a pino e não é bom fazer caminhada tão tarde com essa secura. Estranho! Neste horário os pássaros deveriam estar cantando lá fora...
Salto da cama e vou até a janela para olhar a rua através das persianas.
Separo as lâminas, solto–as e penso:
-Acho que ainda estou sonhando.
Abro toda a janela. Olho. Volto-me para o lado oposto do quarto. Olho novamente para fora. Passo a mão no granito sob a janela. Está molhado. Tudo lá embaixo está molhado. Significa que...
- Tan... tan... tan... tan... Está chovendo!!! Então não era sonho. Choveu mesmo a noite toda. Chuva mansa! Gostosa! Amiga!
Mudo a programação. Visto-me e vou até a parte externa da casa para sentir os pingos sobre a cabeça, cumprimento as plantas, converso com o boxer.
- Você viu, Skipye? Que delícia! Chuva. Chuva, Skipye!!!
Ele festeja comigo, abanando o rabo. Dou-lhe a refeição. Enquanto a cafeteira processa o meu cafezinho, fico olhando a rua toda molhada.
- Ah, como é bom!
Respiro melhor. Abro todas as janelas e portas para que a umidade penetre no interior da casa. Ligo os ventiladores, para tentar destruir os ácaros. A temperatura está agradável. Danço e canto. Não me contenho. Preciso compartilhar. Acordo minha filha.
- Você já viu que delícia? Isto é pura poesia!
Às 10 horas o sol começa a despontar timidamente. Quinze minutos depois já firmou. Às 10h30min saímos para a caminhada no Eixão, com o calor secando as calçadas. Não sei se digo “que bom!” ou “que pena!”. Fico calada. Não é “auspicioso” reclamar do tempo.
São duas horas de caminhada e encontros com a alegria. Todos sorriem, sem motivo aparente. Ótimo astral, estado de espírito em alta. Paz !
- Vamos almoçar todos juntos em um restaurante.
Tudo dá certo: disposição, boa vontade, harmonia, sorrisos, brincadeiras.
- Parece que vai voltar a chover.
- Oba!
- Tomara!
- Legal!
- Que bom!
Voltamos a casa. E ela recomeça mansa, bem vinda, abençoada...
Conversamos alegremente com amigos e familiares pelo telefone sobre... a chuva, é claro!
Noite do dia 31 de maio: Ah, que delícia! Que presentão! Somente nós, os candangos-brasilienses é que sabemos como isso é bom!
http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/
(*) http://novuspress.com/audiosdefigueira/AnaPrimavesi/Amorosos%20sinais%20de%20alerta.mp3
Faço silêncio para escutar o som
da música do vento, dos pássaros,
dos cães, na manhã, barulhentos, da paz,
faço silêncio para dizer-te mais,
e para ouvir-te, faço silêncio,
mesmo se, há tempos, já não me dizes nada,
para embeber-me de tua não fala,
e saciar-me, faço silêncio.
Amneres - www.poesiaemtemporeal.com
Paulo José Cunha, especial para a TV Câmara, em homenagem aos 49 anos de Brasília
Um dia Le Corbusier lamentou o abandono em que o governo do general Castelo Branco havia deixado Brasília e disse: "É uma pena, mas que belas ruínas teremos". O arquiteto que inspirou Lúcio Costa e Niemeyer criou uma imagem terrível demais para ser verdadeira. Impossível admitir a idéia de caminhar pelas ruínas de uma cidade que já nasceu sinônimo de ousadia e juventude.
Quando Lúcio traçou a cruz de onde brotaria o avião do Plano Piloto, esqueceu de pôr a data. Quando Niemeyer desenhou as linhas do Congresso, da Catedral, das colunas do Alvorada, também não se lembrou de datar o desenho. E foi assim que Brasília já nasceu condenada à eterna modernidade.
Daqui a mil anos, quando um visitante entrar pela primeira vez na Esplanada, há de ter o mesmo espanto dos candangos, quando perceberam que haviam se tornado personagens do sonho de um menino de Minas, atrevido que só, tão doido por novidades que ficou conhecido como presidente bossa-nova, isso na época em que um tal de João Gilberto tocava o violão de um jeito... novo. Glauber Rocha inventava um tal de Cinema... Novo. E a cidade que nascia do ventre do cerrado goiano, invenção daquele menino levado, já começava... nova. E moderna.
E permanecerá moderna, daqui a milhares de anos. Como sempre foi, como ainda é, como continuará a ser. Nova, e muito mais que eterna:
Para sempre, moderna.
Rosa murcha mergulhada
No meio do meio copo d’água.
- Copo de vidro transparente!
Folhas cabisbaixas, amareladas
- Olham pra mesa ou pra nada?
Haste ereta, mas podre.
Pétalas cadentes, arroxeadas
Despencarão ao simples toque.
- Se não queres sujar a mesa
Não mexe! Não toca!
- Está morta?
- Essa, nem comporta
Banho de formol...
Já cumpriu seu papel.
Nasceu botão, abriu-se ao sol,
Deixou-se escolher - como eu.
Para ser usada como anzol.
Fisgou um coração solitário,
Em momento crucial.
- Pecou!
Não lhe ofertou um santuário.
Foi co-responsável por tê-lo
Confinado em um aquário:
- Adoeceu!
No confessionário
Penitência dura: Morrer!
- Mereceu?
NA DANÇA DA ÍRIS
Multidão que se acomoda, senta, levanta,
Busca o melhor ângulo para se mostrar...
Música romântica, voz afinada que canta,
Copos, bandejas, garçons zonzos a circular...
Olhares que se cruzam, descruzam, desviam,
Disfarçam, encaram sem despistar...
Batons, perfumes, cabelos em vôos vadios,
Pernas exibidas em meias, rodopiam no ar.
Mulheres e homens nas suas melhores vestes
Em busca do número que completará seu par,
No salão só meia-luz: luz de corpos celestes!
Há que conter o avanço da noite. Ela deve tardar!
Eu ali, recém-chegada, acomodando-me;
Você surgindo da penumbra, sem alarde,
Enfiando os olhos firmes dentro dos meus
Na dança da íris navegou, foi se instalar.
Depois meus lábios colados no ímpeto dos teus
Comprimiam seios e peito no aperto do abraço,
Braços se misturando como preciosos camafeus,
Na pele e nos músculos: arrepios e descompasso.
Bsb, 24/06/2008
Roda de Samsara ( * )
No meu tempo de menino,
Cachorro era cachorro
E menino um pouco mais.
Cachorro doente era lixo;
Menino, entre os animais.
Hoje, todo mundo é gente,
Uns mais gente que os outros.
Agora, que bicho sente,
Tem direito até a astrólogo,
Clínica e pronto socorro.
Um poeta laureado ( ** ),
Mas que já saiu de cena,
Escreveu lindo poema
Sobre o céu dos animais,
Onde repousam suas almas.
Importante é quem se ama,
Pois todos iremos um dia,
Seja gente, planta ou bicho,
(Para todos há um nicho)
No céu dos céus, o Nirvana.
Luiz Martins da Silva
* Samsara – segundo o Dicionário Houais:
2 Rubrica: filosofia, religião.
no budismo, série ininterrupta de mutações a que a vida é submetida, espécie de ronda infernal de que o indivíduo só se liberta quando alcança o nirvana
** James Dickey (1923-1997) norte-americano – dele já traduzi e publiquei (na revista Bric-à-Brac) o seu O céu dos animais.
Este BLOG é um espaço aberto aos amigos convidados pela T-Bone para publicar seus textos de temas livres, além das notícias do dia-a-dia da ONG. Os colunistas são responsáveis pelo conteúdo publicado. Boa leitura! Luiz Amorim
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