Categoria: Coluna Augusto Cacá

15.06.09

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Categoria: Coluna Augusto Cacá

Tribo das Artes

O Teatro da Praça em 2009

A partir de julho (14/07), a Tribo das Artes vai fazer seus saraus no Teatro da Praça. Fazemos isso para renovar o formato do sarau, mas também para chamar a atenção dos grupos culturais do DF para esse espaço tão importante em nossa história e tão bem localizado. Fica pertinho da Praça do Relógio, onde há estação de Metrô.

O Teatro da Praça foi palco dos mais importantes movimentos culturais ocorridos em Taguatinga, na década de 80, quando se realizaram inúmeras FACULTAs e Semanas de Arte. Em 2006, os grupos culturais da cidade criaram o movimento VIVA EIT, em defesa do tombamento da Escola Industrial de Taguatinga e do Teatro e Biblioteca que ficam em sua área. Em 2007, conseguimos seu tombamento provisório como patrimônio histórico.

O Teatro da Praça foi reformado neste ano, mas não foi estruturado com equipamento suficiente. Algumas coisas já se estragaram em poucos meses. Mas é preciso manter o teatro em pleno funcionamento para cobrarmos melhor estrutura e principalmente para que o público descubra que ele está novamente de pé.

É preciso reabilitar o Teatro e fortalecer a Escola. É preciso buscar a participação: da direção da Escola, da Regional de ensino, da Administração Regional, do Sinpro e de todos os grupos culturais da cidade para que o movimento elabore um projeto de divulgação e uso do teatro e também um projeto arquitetônico que melhor atenda as necessidades culturais.

Ao mesmo tempo é preciso fortalecer a EIT, que há poucos anos sofreu uma política de esvaziamento dos alunos e ocupação indevida de seus espaços, visando seu enfraquecimento.
VIVA O TEATRO DA PRAÇA ! VIVA EIT !

Situação atual do Teatro da Praça

1 - Foi colocada uma mesa de som com 2 caixas, mas já estragaram;
2 - Tem uma mesa de luz com refletores acima do palco e em uma vara de luz de frente. Muitas lâmpadas se queimaram em poucos meses. Das oito da vara de frente, só duas funcionam;
3 - O Teatro não dispõe de porteiro, bilheteiro, eletricista, nem operador de luz ou som;
4 - Um camarim fica trancado e o outro fica disponível. Está reformado e limpinho;
5 - A sala de espera é enorme e poderia ser muito bem aproveitada como salão de exposições. Tem um balcão que pode ser usado como bar. Tem um bebedouro. Podem acontecer atividades variadas ali, mas não tem iluminação que possa ser direcionada nem suporte apropriado para pendurar as obras. Tudo bem que pode-se acender a luz geral, mas a Administração proíbe bater pregos na parede para pendurar obras.
Finalmente: Quem conhece o Teatro da Praça se encanta. Tem capacidade para 250 pessoas, palco grande, ótima acústica e é a principal referência da cultura de Taguatinga.
Cacá

18.06.08

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Categoria: Coluna Augusto Cacá

Artigo

Taguatinga
50 anos de história soterrada

Neste 05 de junho, cinqüentenário de Taguatinga, percebo que conhecemos muito pouco de nós mesmos. Sabemos que a
cidade abrigou trabalhadores braçais e de outras atividades socialmente desprestigiadas. Mão-de-obra
imprescindível para a construção de Brasília. Mas a história dessa classe de gente não entra nos livros ou
conteúdos escolares de seus filhos. Nem em museus e bibliotecas.
Os ricos nada constroem, mas determinam o que os trabalhadores devem construir e também o que devem
estudar. Se a escola ensinasse o valor do trabalho e revelasse que esse valor não é pago a quem trabalha,
provocaria revolta e luta por um pagamento justo. Então, as escolas devem ensinar aos pobres justamente o
contrário: como se comportar pacificamente diante da exploração. Ensinam a obedecerem a leis e a autoridades
que formulam essas leis sob o patrocínio dos ricos.
Por ter origem em operários e trabalhadores de serviços largamente explorados, a história de Taguatinga não é
estudada nem exposta pelo sistema oficial. Tudo que aqui é feito por iniciativa de seu povo, fica restrito à memória
dos que participaram. Mas é preciso chamar esses autores de sua própria história a contá-la e a cobrar do Estado a
criação de meios para estudá-la e divulgá-la.
Enquanto o Estado não assume essa responsabilidade, alguns militantes culturais de Taguatinga se esforçam para
registrar bons momentos vividos pela cidade e também algumas iniciativas de luta. Foi isso que fez Ivaldo
Cavalcante ao longo de toda a sua trajetória de fotógrafo da cidade. Algumas de suas fotos históricas estão expostas
no Taguatinga Shopping até o dia 22/06. Outro registro cultural da cidade que merece atenção é o que faz a
revista da Tribo das Artes desde 2000. Em especial, a última edição, de junho, com um pouco da história da
Associação de Arte e suas atividades nos anos 90. Assim, revelamos o que somos capazes de fazer quando nos
reconhecemos coletivamente.

Augusto Cacá

29.08.07

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Luiz Amorim participa da Feira do Empreendedor de Goiânia

Pessoal,
Na última quinta-feira, 23/08, o Luiz Amorim foi um dos participantes da conferência ‘As micro e pequenas empresas e a responsabilidade social’, realizada na Feira do Empreendedor ‘2007. Este evento foi promovido pelo Sebrae de Goiás em parceria com o Instituto Flamboyant de Goiânia.
Leiam abaixo a matéria e link da Agência de Notícias do Sebrae o evento.

Açougue cultural é atração em Brasília

Luiz Amorim idealizou uma organização não-governamental que mantém uma biblioteca comunitária e empresta livros em paradas de ônibus

Por Anna Canêdo e Lorrane Tavares - Goiânia

Luiz Amorim: "Dizem que o brasileiro não gosta de ler. Digo que gosta, sim. O que falta é acesso aos livros. Na nossa biblioteca, é tudo simples, gratuito e sem burocracia"
Luiz Amorim: "Dizem que o brasileiro não gosta de ler. Digo que gosta, sim. O que falta é acesso aos livros. Na nossa biblioteca, é tudo simples, gratuito e sem burocracia

Ele vem de uma família de retirantes nordestinos. Desde os 7 anos de idade, trabalhou como engraxate, lavador de carros. Só aprendeu a ler aos 16 anos. Aos 18, o primeiro livro, um gibi de filosofia em quadrinhos, marcou sua trajetória, transformou sua vida. O personagem desta história é o empreendedor Luiz Amorim, proprietário do Açougue Cultural T-Bone, que fica em Brasília. Os projetos que ele desenvolve, por meio da ONG Projetos Culturais T-Bone, mereceram destaque, há algumas semanas, em uma matéria do Jornal Nacional, da Rede Globo.

Amorim foi um dos participantes da conferência ‘As micro e pequenas empresas e a responsabilidade social’, realizada na Feira do Empreendedor ‘2007. Maurício Mirra, coordenador do Escritório de Projetos e Planejamento Estratégico do Instituto Ethos, e a presidente do Instituto Flamboyant, Alessandra Louza, também participaram do debate. A mediação foi feita pelo diretor-técnico do Sebrae em Goiás, Carlos Alberto Guimarães.

O hoje empresário Luiz Amorim começou a trabalhar como ajudante no açougue, que na época se chamava Triângulo, em 1980. Sete anos depois, a empresa foi vendida para empresários de origem síria e passou a se chamar Damasco. Em 1994, quando os proprietários decidiram vendê-lo, Luiz viu sua grande chance. Com as economias e um empréstimo, fechou o negócio e deu início à história de um açougue nada convencional.

Cultura gratuita

A idéia do Açougue Cultural T-Bone começou com uma prateleira e 10 livros, que ficavam em um canto da loja e eram emprestados aos clientes. Assim, começaram a chegar doações. O acervo cresceu e quando beirava os 10 mil volumes, a vigilância sanitária interditou a loja. Considerou anti-higiênico o fato de livros serem acondicionados tão perto das carnes. Mas ele não desistiu do sonho. Em 2003 alugou duas lojas em uma quadra próxima ao açougue e criou a ONG Projetos Culturais T-Bone. Encheu o espaço de estantes e, em pouco tempo, já contabilizava mais de 20 mil exemplares.

Hoje, os projetos se expandiram e além da biblioteca comunitária foi criada a Parada Cultural, estantes cheias de livros que ficam à disposição do público nos pontos de ônibus próximos ao açougue. Os livros são emprestados e o controle é feito pelos próprios usuários. “E eles sempre devolvem os livros”, conta Amorim. Além da biblioteca, são realizadas as noites culturais, que já reuniram mais de 100 mil pessoas e mais de 500 artistas, entre eles Geraldo Azevedo, Guilherme Arantes, Chico César, Tom Zé, Belchior, Flávio Venturini e Eduardo Rangel.

O empreendedor diz que se apaixonou pela literatura e, por isso, quer oferecer esta oportunidade para as pessoas. “Dizem que o brasileiro não gosta de ler. Digo que gosta, sim. O que falta é acesso aos livros. Na nossa biblioteca, é tudo simples, gratuito e sem burocracia. É muito gratificante perceber que tenho a chance de motivar outras pessoas.”, afirmou.

Luiz, certamente um vencedor, resume o que para ele significa ser empreendedor. “Ter vontade de crescer, empreender, ser bastante determinado, se atualizar sempre, ler, participar de cursos, se qualificar. E, acima de tudo, ter o foco nas pessoas. Sem uma boa equipe, não conseguimos chegar a lugar nenhum”.

21.07.07

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Poesia

Aproximação

É assim quando começo a conhecer alguém:
Quero olhar pra dentro, ver como funcionam os instintos.
Quero saber se mente, se é tímida
e se fala pelos cotovelos pra esconder a falta de assunto.

Enquanto me aproximo, penso no passado,
Será que guarda uma boneca antiga.
Quero saber como andam os pensamentos,
Se as idéias se cruzam em avenidas.

Se vou conhecer, quero sentir o calor,
o cheiro do corpo sem perfume
e o peso da mão sobre a mesa do bar.
Conhecer é deixar-se de lado
pra misturar-se em curtume.

É bom quando tem desejo e paz.
É preciso estar desatento,
Deixar-se ao o sabor dos ventos
e despertar vendavais.

É preciso andar desarmado,
desnudo, desnada e tudo.
Como quem desce uma longa escada
Pra chegar ao topo do mundo.

13.06.07

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Amor

"Nesta semana dos namorados, o tema natural é o amor.
Então aqui vai o meu com todas as confusões a que tem
direito."

Amor

Meu amor não é fogueira nem sopro.
Não se desfia nem se desdobra à toa.
É cauteloso e principia pouco
Para crescer a cada coisa boa.

Amor bondoso, resistente ao tempo,
Constante mesmo quando se magoa.
Envolvedor e, em seu envolvimento,
É mais amor e, sendo assim, perdoa.

Embora possa parecer maduro,
É meu amor também insaciável,
Sem rumo certo, amargo e inseguro.

É meu destino, mesmo tão amável,
Tornar o amor, além de insuportável,
Ao mesmo tempo, eterno e sem futuro.

Augusto Cacá

05.06.07

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Taguatinga dos poetas

"5 de junho é aniversário de Taguatinga. A cidade e seus
poetas são motivo de orgulho para nós. Vai aqui um
pouquinho de nossa história."

Taguatinga dos poetas
Em julho de 2004, levei uma amiga para conhecer o bar do Careca, em Taguatinga. No caminho passamos no Cantoria para ver a exposição de fotos de 28 saraus que a Tribo das Artes realizou no Blues. A Aline é do Guará e não conhece quase nada de nossa cidade. Então, no caminho, falei do significado do bar do Careca para a minha geração. Nos anos 70 e 80, era o ponto de encontro de militantes de esquerda, homossexuais, artistas e outros seres fora de série.
Em 84 o Careca vendeu o bar, depois mudou pra Rondônia e passaram-se uns 20 anos. No ano passado, ele reapareceu e abriu, na CNF, a Cervejaria Kaixa d'Água. Os companheiros da geração Careca passamos a freqüentar esse novo espaço e foi inevitável que ele se tornasse conhecido como bar do Careca. O velho bar do Careca, como fosse envelhecido 20 anos para apurar o gosto.
Fui morar em Taguatinga com 3 anos de idade. A cidade tinha 4 anos. Então crescemos juntos. A cidade faz parte de mim e, nos meus arroubos de vaidade, também penso fazer parte dela. Morei no Plano uns 15 anos, mas, mesmo nesse período, mantive aqui minha militância cultural e partidária. Vivi o melhor período de agitação cultural da cidade. Nos anos 80, criamos a Associação de Arte e Cultura e realizamos inúmeras Facultas e Semanas de Arte e Cultura. Em 1984, participei da montagem de "Uma Satélite Fora de Órbita", peça do grupo "Retalhos" sobre o drama e o cotidiano da cidade. Esse espetáculo foi considerado um dos melhores do ano no DF. Então, sinto muita alegria pelo ressurgimento do bar que é um dos maiores símbolos culturais da cidade. Lá reencontro aquela gente perdida de 20 anos atrás. Alguns gravaram discos, outros publicaram livros e, nem por isso, estão menos perdidos. Há também os que viajaram na maionese, derraparam na curva e tiveram seus sonhos transformados em devaneios. Também são bem-vindos. Complementam a sensação de estarmos em casa.
Naquele dia o bar estava lotado. Vários músicos homenageavam Chico Buarque cantando suas composições. Lá estava também a nova geração de intérpretes junto à nossa. Lembrei que já havia dito que Taguatinga é um berço de poetas e músicos. Fiquei orgulhoso de nossa cidade.
Saímos do Careca e entramos no Don Ferreira, um bar novo que fica em frente. Eu quis mostrar as fotos históricas da cidade que fazem parte da decoração do bar: a Praça do Relógio, o Bar Estrela, a Caixa d'Água, o Pistão Norte... Parecia mostrar meu álbum de fotografias, falando de cada fase vivida. Foi uma viagem panorâmica sobre a paisagem histórica e social de Taguatinga. E, por aqui, vamos indo.
Por Augusto Cacá

28.05.07

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Encontro

Estava escuro e eu não te via.
Sabia que estava por perto.
O cheiro de terra molhada se misturava ao seu.

Ouvi vozes distantes.
Gente removendo escombros.
Saí tateando paredes.
Minha perna...
Sempre essa perna inchada me puxando para trás.

Chamei seu nome. Tentei gritar.
Depois as vozes sumiram.
Saíram num carro sem luzes.
Não ouvi mais nada.
Nem um gemido.
Recostei-me na parede e deixei o corpo escorrer.

Acordei com um estrondo.
Raios rasgando o céu
Inundavam de luz a praça.
Vi que os jardins não foram atingidos.
Chamei seu nome,
Mas não havia ninguém.
Um miado de gato e mais nada.

Levantei-me e arrastei a perna até o chafariz
Em que os anjos de pedra urinam para o alto.
Bebi a urina, lavei as feridas, o rosto e os braços.
Então, veio a chuva e “O Bolero” de Ravel, misturado aos trovões.

Tirei a roupa e dancei na piscina.
Rodopiava de braços abertos
E parava com as palmas das mãos para o alto.
Depois, soltava o corpo para trás
Pra sentir a água estalando nas costas.
Tomei um banho do céu e da terra.

Por fim, subi no pedestal dos anjos de pedra
Abri os braços e soltei o corpo pra frente.
O céu, num clarão, iluminou o espelho d’água
E, do outro lado, estava você
Atirando o corpo contra o meu
.
Augusto Cacá

21.05.07

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Categoria: Coluna Augusto Cacá

Manifesto Tribo das Artes

Caros leitores, nesta coluna publicarei semanalmente poesias, contos, crônicas e também alguns textos sobre a relação entre a arte e as lutas sociais. Segue agora o primeiro com esse conteúdo. É o Manifesto da Tribo das Artes, publicado na revista do Movimento Cultural Tribo das Artes, que realiza saraus na 1ª
terça-feira de cada mês, no Jazz Café de Taguatinga.
Espero que gostem.
Augusto Cacá

Manifesto Tribo das Artes
Não basta fazer arte. Ela tem de incomodar

Queremos reunir grupos que criem, discutam e estimulem o surgimento de outros criadores. Traduzir em arte nossa vontade de conquistar justiça social, nosso desejo de que todos tenham condições de expressar seus sentimentos de forma elaborada.
Pretendemos levar nossa arte ao grande público. Então, devemos compreender a lógica do mercado cultural e utilizá-la. Mas isso não pode ser pretexto para nos reduzirmos à condição de mercadoria. Os meios de comunicação são meios. O fim é o homem.
Estamos cercados de paixões, tragédias, romances e dramas. Se procurarmos conhecer suas origens e identificar quem os reproduz, se vasculharmos nosso universo subjetivo em busca de nossa própria identidade, iremos nos deparar com as contradições entre o indivíduo e seu grupo social. Um dependendo do outro e, mesmo assim, tendo que enfrentá-lo. Se nos compreendermos, seremos impelidos à luta. Se não procurarmos nada disso, seremos presas fáceis da selvageria.
O artista pode enfrentar a barbárie no plano das idéias e emoções. A essência da arte é a visão de mundo que expressa. Nossa função é compreender o homem e representá-lo para que ele se reconheça, se estranhe e se transforme.
Então, precisamos estudar. Como a arte interfere na construção do imaginário coletivo? Que relação existe entre o imaginário e a disposição de enfrentar as injustiças? Entre a injustiça e o modelo de organização social? Que grupos lutam por justiça e como eles se organizam?
Temos de ser ousados. Não podemos abraçar o mundo com as pernas, mas não vamos abrir mão de abraçá-lo. Então, temos que seduzir os braços, pernas, cabeças e corações de quem, como nós, se indigna com o crescimento da riqueza e da pobreza ao mesmo tempo. Uma como conseqüência da outra.
Ser ousado é acreditar que podemos vencer a barbárie. Podemos até perder também, mas, se não ousarmos, aí é que não há esperança mesmo. Eis nossa cantada para um namoro cultural. Nosso torpedo. Nosso Sarau quer virar tribo.
Tribo das Artes
Taguatinga, dezembro de 2000.

08.05.07

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Categoria: Coluna Augusto Cacá

Monstros no céu

Vamos caminhar no parque
enquanto seu lobo não vem.
Vamos praticar a arte
de seguir um pouco além:
olhar a nuvem no céu
e desenhar no papel
a forma que ela contém.

Ver que parece um bicho,
um monstro, um elefante.
Olhando com mais capricho,
é um cachorro elegante,
ou um dragão esquisito.
Mas o dia está bonito.
Convida os caminhantes.

Vamos sair sem nada,
bater pernas logo cedo.
No meio da caminhada,
vou te dizer o segredo
dos monstros que ainda tenho,
que transformo em desenhos
Pra afugentar o medo.

Augusto Cacá

*Cacá escreve poesias, contos, crônicas, artigos sobre cultura e relatórios de processos do TCDF, onde trabalha.
Desde 1998, recita em bares, cafés, praças, escolas, sindicatos, teatros, festivais, manifestações, marchas,assembléias. Publicou "Fadas Guerreiras" (poesia) e "Máscaras" (contos e crônicas). Foi presidente da Federação de Teatro Amador do DF e da Confederação
Nacional de Teatro Amador. Foi representante da comunidade no Conselho da Fundação Cultural do DF e no Conselho de Cultura do DF. Atua no Movimento Cultural Tribo das Artes desde sua fundação em 2000, participando da organização dos saraus e da revista.

Projetos Culturais T-Bone

Este BLOG é um espaço aberto aos amigos convidados pela T-Bone para publicar seus textos de temas livres, além das notícias do dia-a-dia da ONG. Os colunistas são responsáveis pelo conteúdo publicado. Boa leitura! Luiz Amorim

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