Categoria: Coluna Vicente Sá

02.09.07

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Categoria: Coluna Vicente Sá

Caderno Pensar

Texto publicado no Caderno Pensar no jornal Correio Braziliense de sábado, 31/08/07, sobre a Parada Cultural pelo jornalista e poeta Vicente Sá.

UMA PARADA PARA PENSAR

É fato que o projeto é um sucesso. Mesmo indo contra todas as apostas,a Parada Cultural — biblioteca popular da ONG T-Bone da 712/713 Norte, está indo muito bem, obrigado.

Aberta 24 horas por dia — para se dizer o mínimo de uma biblioteca instalada em um ponto de ônibus —, mais da metade desse tempo sem nenhum funcionário para orientar, vigiar ou regularizar os empréstimos, a biblioteca popular da Asa Norte tem um saldo mais do que positivo.

Ao longo dos últimos dois meses tem emprestado uma média de 70 livros por dia. Não há registro de roubo. Pelo contrário, a biblioteca já recebeu 6 mil obras doadas pela comunidade. E ninguém mais urinou ali desde que o ponto de ônibus virou Parada Cultural. Só quem freqüenta sabe a diferença! É ou não é uma coisa pra pensar? Aliás, muita coisa pra pensar e repensar. Por que tanta gente que pega livro na Parada Cultural nunca entrou numa biblioteca; por que não aproveitar todos os nossos equipamentos urbanos para usos múltiplos; por que uma iniciativa como essa provoca tanta reação na sociedade, além de surpresa?

E é inevitável pensar também por que projetos do Estado, com suas ações tão planejadas e estudadas por especialistas, não conseguem ter o mesmo alcance? Será por que a leitura nos ajuda a compreender e conseqüentemente possibilita mudar o mundo? Será simples assim?

(Vicente Sá, especial para o Correio)

23.05.07

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Categoria: Coluna Vicente Sá

Poesia em tempos difíceis

Poesia em tempos difíceis

Nestes tempos difíceis em que viemos um pouco de poesia pode não resolver, mas ajuda a continuar na nossa busca por viver melhor. Afinal, um olhar poético é uma forma de salientar alguma coisa que está passando despercebida por nosotros. Então vai aí um toquezinho meu sobre o Lago Paranoá.

O Coração do Lago

Pouca gente percebe o Lago Paranoá
Passam por ele como passa um patrão pelo empregado
Ele ali, na sua lida costumeira de umedecer o ar

Pouca gente ouve o Lago Paranoá
Mas o seu rumorejo tem o sotaque mesclado
Entre Goiás e outro qualquer lugar

Uns poucos pescadores admiram as poucas garças
Que se admiram da pouca educação desta tanta gente que não os vê

E Lá dentro do lago
Um imenso coração de água
Guarda uma lembrança doce de água
De um pequeno olho de água
Onde tudo começou.

É isso. Na semana que vem tem mais. Bom dia e boa poesia.

Vicente Sá

Projetos Culturais T-Bone

Este BLOG é um espaço aberto aos amigos convidados pela T-Bone para publicar seus textos de temas livres, além das notícias do dia-a-dia da ONG. Os colunistas são responsáveis pelo conteúdo publicado. Boa leitura! Luiz Amorim

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