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A música popular brasileira, o público e os artistas brasilienses, perderam nesta terça-feira (6/7), o grande artista Clésio Ferreira.
Clésio e seus irmãos Clodo e Climério, apresentaram-se nas Noites Culturais e em 2002 gravaram a coletânea “Tiro Certeiro”, com o apoio da T-Bone.
O Açougue Cultural T-Bone apresenta sua solidariedade e sentimentos aos familiares desse grande cantor e compositor, autor de Revelação, o primeiro sucesso radiofônico de Raimundo Fagner, e formou com os irmãos Clodo e Climério o grupo que se tornou referência na música de Brasília.
Clodo Ferreira é o homenageado do Projeto Bibliomúsica 2010
Criado há 15 anos, o Projeto Bibliomúsica da Biblioteca Demonstrativa de Brasília (W/3-Sul, EQ. 506/7) presta homenagem ao compositor Clodo Ferreira no dia 29 de março (2ª feira), às 19h30. Da programação constam: exposição sobre o homenageado e show musical com o artista e sua banda, formada pelos músicos NELSINHO SERRA (cavaquinho); FELIPE PESSOA (7 cordas), JOÃO FERREIRA (arranjos e violão) e PEDRO FERREIRA (percussão). Será cobrado ingresso no valor de R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes e idosos). A indicação de faixa etária para o evento é livre.
Contamos com a presença de todos!
Mais informações: 61 3244-3015 / 3443-5682
No aniversário da capital do Brasil, brasileiros e estrangeiros têm a chance de enviar frases para homenagear as belezas de Brasília e declarar a sua grande história de amor pela capital do Brasil. As melhores frases farão parte do livro “Brasília Vale Ouro”, a ser editado por empresa privada, com apoio institucional da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF).
Para participar do concurso “Brasília Vale Ouro”, o internauta deve acessar o hot site www.brasiliavaleouro.com.br e criar uma frase em homenagem à Brasília e clicar em enviar. O concurso vai até 21 de abril de 2010.
Brasiliavaleouro.com.br
NOTICIA DO www.blogdoturiba.blogspot.com
HOMENAGEM POS-MORTE SERÁ TERÇA-FEIRA, NO CAFÉ MARTINICA
O poeta e jornalista Aristo Teixeira, 56 anos, falecido no último sábado, dia 23, será homenageado pelos poetas, escritores e seus colegas jornalistas nesta terça-feira, no Café Martinica, a partir das 21 horas.
Ariosto morreu na noite do último sábado no Hospital Santa Helena, em Brasília. Ele deixou viúva, dois filhos, um livro de poemas publicado e outro inédito.
O velório foi neste domingo (dia 24/01) no cemitério Campo da Esperança, em Brasília, e contou com a presença de familiares, amigos, jornalistas e artistas da capital.
O presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney; e o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, estiveram presentes no velório, assim como personalidades do mundo político.
O corpo de Ariosto Teixeira será cremado nesta segunda-feira, em Luziânia, Goiás.
O jornalista e cantor Anand Rao escreveu uma música bem bacana sobre o Açougue Cultural T-Bone e o Luiz Amorim. Confiram no link:
Sigamos juntos,
vamos de mãos dadas
Já percebeu que, no Natal, as árvores não dão sombra, e sim luz? À sua luz nos encontramos e nos tocamos, e assim se realiza o espírito do Natal, que se revela no jeito simples de nos olharmos na rua, como se uma cumplicidade misteriosa de repente nos invadisse; no sorriso infantil que brota do rosto dos velhos e das crianças, quando ganham um beijo; nos cotovelos que se tocam inadvertidamente durante o Venite Fidelis, na Missa do Galo; no abraço entre votos de Feliz Natal que damos sem mesmo entender por que o fazemos, mas na certeza de que o abraço por si se basta e se justifica.
De repente concluímos, espantados, que Natal, na verdade, é tudo o que não está na tv, tudo o que não custa dinheiro, tudo o que não se pode comprar. Pois não existe nada mais antinatalino do que um shopping lotado, com pessoas se esbarrando, mãos ocupadas com pacotes, e portanto sem mãos para ...se cumprimentar! Nada mais antinatalino do que essa ânsia desesperada pela compra de presentes, essas imprecações que ouvimos nas filas das lojas abarrotadas de impaciência e barulhos de registradoras. Ou o suor e a agonia com as providências da ceia, em que nos embebedamos à complacência de um velho falso, saído da neve, que faz um ininteligível ho-ho-ho, enquanto toca renitentemente um sino, sem perceber que o blém-blém do sino pode acordar o menino esquecido no fundo do presépio.
Ainda assim é tempo de comemorar o Natal.
Eu, por exemplo, esqueço o Cristo crucificado, imagem da qual nunca gostei, mesmo nos tempos de coroinha. Porque é a imagem da dor, e não da alegria. Ninguém gosta de dor. Nem eu. Prefiro a imagem do menino, sorridente sobre a fragilidade das palhas onde Maria o deitou, envolvido em seu manto, na noite gelada de Belém. Em Deus não acredito, como já disse Miguel Torga, mas como não acreditar no menino?
Os reis magos, ah, esses nunca me enganaram, com seus presentes de adultos. Utilitaristas, inauguraram o tempo da usura e da dissipação, ao levar ouro, mirra e incenso à gruta de Belém. Isto são coisas que se levem a um recém-nascido? Restam claras as segundas intenções: queriam agradar aos pais, e não ao filho. Nenhum deles se lembrou de levar um brinquedo ao menino. No primeiro Natal, o menino não ganhou presente.
Por tudo isso, prefiro um Natal em que apenas nos encontremos, já que a vida é arte do encontro, como dizia o poetinha querido.
Natal, tempo de abraços e encontros. E um abraço não se faz sozinho: é preciso de dois.
Ao nos encontrarmos, em vez de mil presentes, que tenhamos as mãos abertas e vazias, para nos cumprimentar, nos abraçar, nos aconchegar. Só de mãos vazias é possível... darmo-nos as mãos.
Então, sigamos. Sigamos juntos, vamos de mãos dadas, que apesar das noites restam as madrugadas.
Com o melhor do meu afeto.
Natal, 2009.
Autor: Paulo José Cunha
Crônica de Brasília XXIX
Um dia desses, o poeta Nicolas Behr deu-me uma flor retirada de uma linda árvore plantada em seu jardim. Pediu-me para amassar suas pétalas e aspirar-lhe o cheiro. Imediatamente, um aroma forte e doce espalhou-se pelo ar. Essa é a Chanel, disse-me o querido poeta e dublê de botânico. É com essa flor que os franceses fazem o Chanel nº 5, um clássico da perfumaria universal, penso, deitada na cama a ouvir no rádio a música-tema do filme Don Juan DeMarco, com o igualmente clássico ator norte-americano Marlon Brando.
O que mais me impressionou no filme foi a permanência do poder de sedução do inesquecível ator de filmes como Último Tango em Paris e O Poderoso Chefão. Com mais de 70 anos e mais de cem quilos, é Brando quem rouba a cena e arrebata nossos corações, absolutamente irresistível no papel do velho e romântico psiquiatra Jack Mickler. E olhe que ele contracena com ninguém menos do que Johnny Depp, considerado um dos mais belos e talentosos atores da atualidade.
Fazer arte é fazer sonhar, penso, de olhos fechados, revendo de memória a última cena do filme, em que Brando dança com sua mulher, interpretada por Faye Dunaway. Quando a tela escurece, a gente tem vontade de sair dançando pela vida afora, em estado de êxtase. Eu sempre tive essa sede de arte, no fundo, penso hoje, um desejo de sonhar permanentemente. Em Brasília, na década de 80, eu dividia meu tempo entre a UnB e a busca pela chama da arte, estivesse onde estivesse. Foi assim que assisti de perto a movimentos como o Concerto Cabeças, uma espécie de happenning ao ar livre que acontecia aos domingos, nos gramados da 311 sul, e reunia música, poesia, dança, pintura, teatro e circo.
Foi por essa época que conheci o poeta Nicolas Behr, ícone da chamada poesia marginal, que está para a poesia de Brasília como Renato Russo está para o rock candango. Ambos fizeram escola na cidade. Pois bem, ontem, eu e Nicolas, junto com o também poeta Luís Turiba - editor da histórica Bric-a-Brac, revista que sacudiu a cena cultural de Brasília naquela década – fomos ao Açougue Cultural T-Bone participar de um protesto dos artistas e organizadores da Feira do Livro de Brasília.
Após 28 anos de existência precária, a feira está ameaçada de simplesmente não acontecer, por absoluta falta de apoio e patrocínio. Brasília continua a mesma, penso, a arte continua marginal, ou seja acontece a margem dos poderes constituídos e do empresariado, que continuam a ter por ela um desprezo absolutamente constrangedor.
“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”, diz a canção dos Titãs, em letra emblemática do poeta e roqueiro Arnaldo Antunes. Igualmente emblemática é a penúria imposta há 28 anos à Feira do Livro da Capital da República, em risco iminente de simplesmente não acontecer às vésperas do seu cinquentenário.
Brasília é a mais perfeita tradução do Brasil, até porque tanto sua população, quanto seus empresários, executivos e políticos, em sua grande maioria, vieram das mais diversas cidades e regiões desse país continental. Portanto, o que acontece aqui é problema de todos nós. Falar que o Brasil saiu de sua condição de país subdesenvolvido para o pleno desenvolvimento num país em que os escritores e seus livros são tratados com tamanho desprezo é piada, má-fé ou, no mínimo, ignorância.
E antes que eu me esqueça, o T-Bone Açougue Cultural é resultado de um sonho. O sonho de um menino pobre, açougueiro, que se alfabetizou já adulto e resolveu fazer do seu ofício arte. Seu nome, Luiz Amorim. Seu sonho, transformar-se e transformar, fazer arte, fazer sonhar. Mas isso já é uma história para outra crônica. Quem viver, lerá.
Autora: Jornalista e escritora Amneres www.poesiaemtemporeal.com

Flávio Lucci de Azevedo, ou “Fafão”, como ele assinava, nos deixou no dia 26 de junho na cidade do Rio de Janeiro. O escritor era um grande amigo e incentivador dos Projetos Culturais T-Bone, inclusive foi o primeiro escritor a lançar livro no açougue há mais de dez anos.
Fafão gostava de observar o comportamento das pessoas e reproduzir suas impressões através de crônicas. As conversas de bar e o cotidiano eram as principais fontes de inspiração do escritor, que por 25 anos trabalhou no Banco do Brasil, tendo ingressado como auxiliar de escrita em Brasília, em 1971. Os casos vividos e ouvidos por Fafão, que desde 1999 morava no Rio de Janeiro, sua cidade natal, renderam quatro livros de crônicas.
Valeu grande amigo!
Equipe T-Bone.
Alguns de seus livros..



Luiz Martins da Silva
Para Francisca Azevedo
[Fluente em moderno javanês]
I – Versão sobre átomos
Na caixa postal para mim,
Em concórdia, lápis-lazúli,
Cílios índigos de Cleópatra
Traçados na esferográfica,
Estenografia de hieróglifos,
Sagrados grifos de escribas,
Sólidos signos de marfim.
II – Versão on bytes
Antigos segredos re-velados,
Criptografias matemáticas,
Novos nomes, velhos códices,
Invisíveis papiros mega-giga-tera-bytes,
Indivisíveis lógicas do binário,
Estrito senso do sentido refratário.
Ah! Os inefáveis desvãos da informática.
Faço silêncio para escutar o som
da música do vento, dos pássaros,
dos cães, na manhã, barulhentos, da paz,
faço silêncio para dizer-te mais,
e para ouvir-te, faço silêncio,
mesmo se, há tempos, já não me dizes nada,
para embeber-me de tua não fala,
e saciar-me, faço silêncio.
Amneres - www.poesiaemtemporeal.com
Paulo José Cunha, especial para a TV Câmara, em homenagem aos 49 anos de Brasília
Um dia Le Corbusier lamentou o abandono em que o governo do general Castelo Branco havia deixado Brasília e disse: "É uma pena, mas que belas ruínas teremos". O arquiteto que inspirou Lúcio Costa e Niemeyer criou uma imagem terrível demais para ser verdadeira. Impossível admitir a idéia de caminhar pelas ruínas de uma cidade que já nasceu sinônimo de ousadia e juventude.
Quando Lúcio traçou a cruz de onde brotaria o avião do Plano Piloto, esqueceu de pôr a data. Quando Niemeyer desenhou as linhas do Congresso, da Catedral, das colunas do Alvorada, também não se lembrou de datar o desenho. E foi assim que Brasília já nasceu condenada à eterna modernidade.
Daqui a mil anos, quando um visitante entrar pela primeira vez na Esplanada, há de ter o mesmo espanto dos candangos, quando perceberam que haviam se tornado personagens do sonho de um menino de Minas, atrevido que só, tão doido por novidades que ficou conhecido como presidente bossa-nova, isso na época em que um tal de João Gilberto tocava o violão de um jeito... novo. Glauber Rocha inventava um tal de Cinema... Novo. E a cidade que nascia do ventre do cerrado goiano, invenção daquele menino levado, já começava... nova. E moderna.
E permanecerá moderna, daqui a milhares de anos. Como sempre foi, como ainda é, como continuará a ser. Nova, e muito mais que eterna:
Para sempre, moderna.
Tanto mar
De frente para o espelho, fazendo um nó na canga de praia, lembro-me: enrolei um sarongue no corpo e fui ao carnaval. Ou seria sarong? Não estou certa, sei que é um pano de vestir típico de algumas regiões da Oceania e, inspirado nele, fiz um dia uma fantasia e fui ao baile. O que encanta no carnaval são as infinitas possibilidades. Poder pintar-se, mascarar-se, desnudar-se. Poder brilhar, brilhar, brilhar.
Vozes cantando em uníssono espantam os pensamentos. Corro à varanda e vejo as costas molhadas dos soldados marchando e cantando no asfalto, na chuva que encobre a barra do tempo, no encontro entre céu e mar. Esse verso é recorrente, penso, como recorrente é o mar em meu coração. Ouvir seu barulho é assossegar, corpo e espírito totalmente harmônicos. Olho de novo, e estiara. Um frígido sol por entre as nuvens ilumina a praia. A barra ainda é escura, mas está clareando, penso.
“Tanto mar, tanto mar,
sei também quanto é preciso, pá,
navegar, navegar…”
Vem-me à memória a canção de Chico Buarque, o compositor carioca. Porque será que o mar emociona? Pergunto-me. Pela grandiosidade. Pela infinita beleza. E por poder ao vê-lo sonhar, como o faço agora a perder o olhar ao longe no horizonte onde o mar é mais distante.
Sarongue - segundo o Dicionário Aurélio, pedaço de tecido, ordinariamente de cores vivas, usado sobretudo pelas mulheres dalgumas regiões da Oceânia para cobrir o tronco e a parte superior das coxas.
Por Amneres
Gostou da poesia? Clique no link e acesse o blog da autora: http://www.poesiaemtemporeal.com/

Glória Maria chegou ao céu. Lá, encontrou velhos amigos. Entre eles, João Goulart. O presidente, braços abertos, correu ao encontro da cantora mais antiga de Brasília. "Eu sei que vou te amar", cantava ela pra lembrar as boas festas do Palácio da Alvorada.
Paulo José Cunha, aqui na terra, homenageou a artista que alegrava a noite da capital. Compôs o poema "Boca da noite". Generoso, dividiu a obra com os visitantes do blog.
Boca da noite
(cantiga para Glória Maria)
Quando uma voz se cala
dentro da noite boêmia
é a cidade toda que se cala
como se ouvisse
um cantiga estranha
cantada em outra escala.
Quando alguém da noite pára
de cantar, alguém pode pensar
que a canção parou, sem reparar
que a canção que um dia foi cantada
permanecerá cantando-se, eterna,
e encantada, em cada trago,
em cada boca apaixonada.
quando a voz
que um dia embalou amores e paixões
suspende o tom, e faz silêncio,
é como se dissesse:
- Agora, é com vocês,
que saem dos bares de mãos dadas.
Porque a canção que uma voz
plantou em plena madrugada
renascerá eternamente,
em cada olhar,
em cada paixão desesperada
Com 32 cantores/bailarinos no palco e acompanhamento de banda e orquestra, o espetáculo musical 'Uma Noite no Cinema' estréia integrando a fantasia e o poder de envolvimento do cinema e o talento de artistas de Brasília. O espetáculo reproduzirá, no palco, interpretações de várias cenas musicais encontradas nos grandes filmes de todos os tempos. Figurinos e cenários deixam o musical ainda mais rico.

No repertório, músicas de filmes como Mudança de Hábito, O Máskara, O Casamento do Meu Melhor Amigo, Hairspray, Flashdance, Footloose, Chicago, entre outros.
Uma Noite no Cinema
Data: Dia 19 às 21h; dia 20 às 17h e 21h; dia 21 às 16h e 20h
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Sala Planalto
Ingressos: R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira).
Pontos de venda: Lojas FreeCorner (304 Sul, 308 Sul, 308 Norte,
303 Sudoeste, Brasília Shopping, Conjunto Nacional, Gilberto Salomão,
Concept) e Central de Ingressos do Brasília Shopping - já a venda.
Informações: 9812-2689
Texto publicado no jornal Correio Braziliense no primeiro caderno (opnião). Data: 16/09/08.
Derrubando muros
Valéria de Velasco
valeria.velasco@correioweb.com.br
Quando inaugurou a primeira biblioteca popular da cidade no ponto de ônibus da 512 Norte, o criador do açougue cultural T-Bone, Luiz Amorim, surpreendeu. Poucos acreditavam que os livros expostos nas estantes controladas apenas pelo sentimento de respeito a um bem público sobreviveriam à depredação e ao furto. Mas o que parecia aventura virou exemplo de que os bons investimentos vencem os preconceitos e o projeto se multiplicou. Já são 35 bibliotecas na W3 Norte, cada uma c om cerca de 600 livros disponíveis 24 horas à população — qualquer um pode levá-los para ler, sem nenhum tipo de controle, exceto o da própria consciência.
Tudo isso, em pouco mais de um ano. E por uma razão simples: no salto entre a primeira parada cultural e os 35 pontos de ônibus cobertos pelas bibliotecas populares, Luiz Amorim, que aprendeu a ler aos 16 anos e diariamente percorre as paradas renovando o acervo, não se desgrudou um instante sequer da fé na sua utopia de levar a lei tura a quem não tem como ir buscá-la por outros meios. Simplesmente, ele transformou a decisão de fazer em atitude. Enquanto isso, a semana em que se comemorou o Dia Mundial da Alfabetização, 8 de setembro, passou batida, sem que os gestores pagos com o dinheiro do contribuinte para acabar com o vergonhoso índice de analfabetismo no país apresentassem algo a comemorar. Nono lugar no ranking do analfabetismo na América Latina e no Caribe, o Brasil tem 16 milhões de pessoas com mais de 15 anos in capazes de entender o que está escrito sequer nos letreiros dos ônibus, além de 30 milhões de analfabetos funcionais — os que não conseguem interpretar o que lêem nem expor suas idéias por escrito.
Livrar-se dessa vergonha seria simples se os governantes transformassem em políticas públicas os bons projetos. Propostas não faltam, como a de Paulo Freire. Mas o método ensinava a pensar e por isso a ditadura militar deu logo um jeito de prender e expulsar do país o educador que o mundo a prendeu a admirar. Como pensar tira votos, foram se sucedendo projetos que até hoje se mostraram incapazes de virar o jogo do analfabetismo. Para Freire, a alfabetização era um processo em que os homens “assumem o papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo”. Luiz, que leu o primeiro livro aos 18 anos, reedita o mestre: “O livro tem uma capacidade incrível de transformação. Com ele, podem-se derrubar muros e não precisaríamos sequer de cercas elétricas”.
NOITE MUSICAL DE SOLIDARIEDADE AO TIMOR LESTE
A Biblioteca Demonstrativa de Brasília (W/3-Sul, EQ. 506/7) promove, no dia 15 de setembro, às 19h30, em parceria com o Comitê Brasiliense de Solidariedade ao Timor Leste, uma Noite Musical de Solidariedade a este país que recém conquistou a sua independência e que tendo uma história comum com a do Brasil, pertence à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
O objetivo é o de demonstrar a solidariedade dos brasilienses aos nossos irmãos do Timor Leste, país que foi ocupado militarmente por 25 anos pela Indonésia e que após conquistar a Independência, empreende esforços para a sua reconstrução e para superar seus difíceis indicadores de subdesenvolvimento. Timor Leste, ex-colônia portuguesa, também tem o português como uma de suas línguas oficiais, razão pela qual a atividade tem como meta contribuir para a formação de um acervo de livros em língua portuguesa e também de CDs de música brasileira a ser doado ao Ministério da Educação timorense e à Rádio Timor-Brasil, cujos equipamentos também foram doados àquele país da Oceania pelo Comitê Brasiliense de Solidariedade ao Timor Leste.
Será uma atividade singela: artistas de Brasília, através da música, expressarão com o seu canto e seu talento, a doação de um gesto, uma noite musical, cujo ingresso a ser "cobrado", será na forma de livros e CDs de música brasileira a serem doados e veiculados na rádio Timor Brasil. Quando da doação dos equipamentos de rádio, em julho último, também foram doados 300 CDs de música brasileira, entre os quais muitos de artistas de Brasília, alguns dos quais estarão se apresentando nesta Noite Musical de Solidariedade. Aqui estarão Célia Rabelo, Salomão de Pádua, Alysson Takaki, Márcio Bomfim, Marcelo Zanith, Nilson Lima, Myrla Muniz, Conjunto Samba & Choro, Assis Medeiros, Daniel Jr, Nelsinho, Zareh, Eustáquio, Márcia Veras, entre outros.
A Biblioteca abre suas portas também para a sua solidariedade. Já há uma rádio em Timor, onde a música brasileira e as palavras saudade, samba, batuque, fraternidade, solidariedade ecoam livremente levando o Brasil para outro lado do mundo. Agora precisamos ajudar solidariamente a montar uma biblioteca brasileira, especialmente de literatura infantil de autores brasileiros, de livros didáticos, de dicionários, como expressão de nosso desejo de uma relação cooperativa, fraterna e solidária para com os timorenses. Os nossos artistas já estão fazendo a sua parte, agora você também está convidado a oferecer generosamente a sua solidariedade.
Compareça, cante conosco e ajude a construir uma ponte cultural - feita não de tijolos, mas de livros e discos - que atravesse tanto mar que nos separa e seja capaz de unir os dois povos num dos mais nobres sentimentos da civilização humana, a solidariedade.
Maria da Conceição Moreira Salles – Coordenadora da Biblioteca Demonstrativa
Beto Almeida - Comitê Brasiliense de Solidariedade ao Timor Leste
A arte e o tempo ou o tempo na arte
Em torno da arte há muitos rótulos e rotuladores. A arte nunca está em paz. Apesar dos rótulos, a arte não está reduzida a nada. Ela prossegue imbatível.
A arte é a arte! E é o que queremos que seja arte. Duvida? Desde que alguém e mais alguém e mais alguém, de preferência em épocas distintas, concordem, isso ou aquilo será arte (Desde que o tempo assine embaixo!).
A poesia é arte? Nós queremos que seja, então é.
O futuro dirá? Não quero olhar para o futuro e interrogar aos comentadores do passado sua ilações.
Em arte o que importa é o momento. O tempo do momento. Nada mais.
Poesia é experimento
Não confio numa poesia profissional. Imagina se a poesia não experimentasse? É o que tem feito, desde Homero ao poeta mais contemporâneo, desde o jardim do Éden até as portas abertas da Pasárgada.
Em que isso interfere na arte poética? No diálogo mudo entre forma e conteúdo. Não consigo entender a falta de diálogo entre forma
e conteúdo. A liga dos dois é o conflito. Por haver diálogo, acontece o conflito. (até eu corro o risco de entrar em conflito comigo mesmo. Quando isso ocorre, eu me suicido. Já aconteceu várias vezes.) O diálogo é feito de símbolos.
Há muitos símbolos para solucionar conflitos e promover a comunicação, ou vice-versa. Eles estão aí. E toda a linguagem é pouca. Os símbolos e nós. Somos essencialmente símbolo. A temática da experimentação é sou eu x eu estou no mundo. Para me divertir e não entrar em parafuso, utilizo o teclado do computador. Esses caracteres possibilitam tanta comunicação!
Por Edvandro Pessoato

No último dia 11, o idealizador do Açougue Cultural T-Bone, Luiz Amorim, foi um dos convidados palestrantes no 6º Encontro de letras da Universidade Católica de Brasília.
O encontro ocorreu entre os dias 9 a 11 de junho e prestou uma homenagem aos 400 anos de nascimento do Pe. Antônio Vieira, aos 100 anos de morte de Joaquim Maria Machado de Assis e aos 100 anos de nascimento de João Guimarães Rosa.
Amorim apresentou a história do açougue que revolucionou a cultura de Brasília para um auditório lotado de estudantes curiosos sobre o projeto. A recepção dos alunos foi a melhor possível, após a palestra surgiram várias perguntas e, sobretudo, elogios pela iniciativa.

Organizações internacionais doam obras a ONG de Brasília em comemoração ao Dia Mundial do Livro
Brasília, 21/04/2008 – A UNESCO realizará nesta quarta-feira, 23/04, dia Mundial do Livro, a entrega à ONG T-Bone de mais de 500 exemplares de livros e brochuras editados pela Organização e outras representações do Sistema ONU no País. Nascida de um açougue cultural com mesmo nome que oferece aos clientes e comunidade em geral, em suas dependências, uma biblioteca com livros sobre temas diversos, a T-Bone é responsável por uma iniciativa inédita: a criação e organização de mini-bibliotecas em 24 pontos de ônibus da cidade. É a Parada Cultural.
Com a doação, a ONG, que conta hoje com cerca de 600 obras em cada biblioteca popular no ponto de ônibus, reforçará seu catálogo com títulos especializados em temas nacionais e internacionais como pobreza e desigualdade, paz e solidariedade, história e cultura afro-brasileira, educação, tecnologia da informação nas escolas, reformas econômicas na América Latina e Caribe, globalização e desenvolvimento. Entre as doações, serão entregues à biblioteca comunitária da T-Bone, responsável pelo abastecimento das 24 paradas de ônibus da Asa Norte, 24 exemplares de 13 títulos editados pela UNESCO e 24 volumes de quatro títulos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), além de cerca de 100 brochuras do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
A doação é um reconhecimento da ONU à iniciativa da ONG de promover e universalizar a leitura. Além de levar e democratizar a informação aos usuários do transporte coletivo em metade das paradas de ônibus da W3 Norte, principal avenida de Brasília, a ONG promove lançamentos de livros, recitais de poesia e apresentações musicais em seu açougue cultural, na CLN 312 Norte.
Cordel para Luiz Amorim do escritor e poeta Gustavo Dourado. http://www.gustavodourado.com.br:80/
Luiz Amorim dos Santos
Baiano de Salvador
Que hoje é empresário
De destacado valor
Já foi lavador de carros
Engraxate e vendedor...
Luiz Amorim T-Bone
Na Internet e no papel
Arte e Literatura
Na Mídia e no Cordel...
Biblioteca e Poesia:
E a verve de Daniel...
Vi Luiz no Jô Soares
Na imprensa cultural
DF TV...Informe
E no Gilberto Amaral
Entrevista ao Canellas
Lá no Jornal Nacional...
Luiz é luz infinita
É um dínamo da cultura
Leva o livro para o povo
Apoia a boa leitura
É exemplo para todos
Sem perder sua ternura...
Salve Luiz Amorim
Baiano de envergadura
Tem na alma Castro Alves
Pensamento de estrutura
Faz do livro panacéia
Que toda doença cura...
Escritores no T-Bone
Literatura magistral
Poesia à flor da pele
No Distrito Federal
Meire é luz e o Luiz :
Reencarna o Carnaval...
LUIZ AMORIM, O SEMEADOR DA CULTURA
*Edmílson Caminha
Se me pedissem para nomear os brasileiros mais importantes do nosso tempo, um deles seria, com certeza, Luiz Amorim. Homem sem poder político nem força econômica, é importante pelos ideais que cultiva, pelos sonhos que alimenta, pela determinação com que luta por um Brasil melhor, em que a dignidade humana, a justiça social e a plenitude da cidadania deixem de ser privilégio de poucos para transformar-se em direito de todos.
Em um país onde poucos fazem, pouquíssimos ajudam e a maioria leva o tempo a criticar, Amorim não espera por ninguém: discreta e quase anonimamente, arregaça as mangas e dá o melhor de si no esforço para transformar o discurso em ação, a promessa em obra, o impossível em possível, e o possível em realidade. Em 1994, começou a mostrar que o Açougue Cultural T-Bone não era uma contradição entre carne e livro, mas a conjunção harmoniosa da matéria com o saber. Em 1998, deu início ao programa da Noite Cultural T-Bone, em que escritores e artistas se encontram para provar que Brasília não é a “Ilha da Fantasia”, mas um arquipélago carente das pontes que nos cabe construir. Em 2003, entregou ao público a Biblioteca Comunitária T-Bone, hoje com 20 mil exemplares que semeiam a leitura e democratizam o conhecimento. Em 2007, abriu a primeira Parada Cultural, que hoje se multiplica ao longo da Asa Norte, a provar que o povo é civilizado e honesto quando assim tratado por quem o respeita.
Em 2008, homenageamos Machado de Assis, pelos cem anos da morte, e Guimarães Rosa, pelo centenário do nascimento. Por dever de honra e questão de justiça, devemos homenagear, também, Luiz Amorim, que nos dá a todos um edificante exemplo e uma admirável lição: exemplo de grandeza moral e de espírito público, lição de sabedoria humana e de solidariedade fraterna.
Fosse eu, por condenação divina, Presidente da República, teria uma única certeza: Luiz Amorim seria meu Ministro da Cultura.
*Jornalista e escritor, é um dos padrinhos do projeto Parada Cultural T-Bone.
Data: 13/03
Horário: 20 horas
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF Tel: (61) 3963-2069
ENTRADA FRANCA!
Paulo José Cunha - É ex-repórter de O Globo, Jornal do Brasil, Rede Globo de Televisão. É diretor de documentários e comerciais, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) e jornalista-entrevistador da TV Câmara. É autor da coluna semanal “Telejornalismo em Close”, publicada em cerca de 60 jornais brasileiros e em 10 sites, inclusive no exterior. Publicou “O Salto sem Trapézio” (poesia), “A Noite das Reformas” (análise dos bastidores da revogação do AI-5), “Vermelho, um Pessoal Garantido” e “Caprichoso, a Terra é Azul (livros de arte sobre a Festa do Boi-bumbá de Parintins-AM) e está finalizando a 3ª edição da “Grande Enciclopédia Internacional de Piauíês”.
Adrino Aragão – Escritor amazonense é formado em Direito, radicado em Brasília desde 1977. Trabalhou como redator da Revista Desed do Banco do Brasil. Premiado em vários concursos literários, tem participado dos eventos e realizações culturais da cidade: II Festival Latino-americanode Arte e Cultura (FLAC), XV Feira do Livro de Brasília, Projeto Leitor e Crador, etc. emanescente dos suplementos literários que nos anos 70/80 circulavam no país. Tem 13 livros publicados, entre eles a novela "Tigre no espelho", indicado como leitura obrigatória para o vestibular da Universidade do Amazonas. "No dia em que Manuelzão se encantou".
Amneres - Poetisa paraibana, radicada em Brasília desde 1979. Formada em Letras e Jornalismo pela UnB. Livros publicados: “Pedro-Penseiro”, em 1980 e “EmQuatro” , “Razão do Poema” e, “Pedro Penseiro”, pela Editora Thesaurus, “Humaníssima Trindade”, Edição do Autor, em 1993; “Entre Elas”, poemas, Editora Projecto Editorial, em 2004, entre outros. Fará recital do livro “Eva – Poema em verso e prosa” onde mescla as linguagens clássica e contemporânea, ao utilizar a música como parceira de palco.
Ana Suely – Cearense radicada em Brasil há 11 anos. Formou-se em Biblioteconomia e Documentação, pela Universidade Federal do Ceará e Arquivologia, pela UnB. Participou ainda de duas coletâneas da Academia Virtual Brasileiras de Letras, da qual é membro. Tem dois livros publicados: “Encontros Encantos” , em 1998 (apresentação Frei Betto) , Ed. Edição do Autor e “Entre... Céu e Mar”, em 2007 (apresentação Antônio Miranda). Participação em Eventos Culturais : comissão julgadora , categoria Poesia, Semana do Livro do Sistema Indústria (2005) e do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2007.
Apresentação musical:
Carrapa do Cavaquinho - Cantor, compositor e instrumentista, apresenta um trabalho cativante e moderno, com ampla aprovação de público e de crítica por seu estilo inovador e peculiar. Desenvolve seu trabalho em torno do cavaquinho e da viola caipira, explorando ritmos como o samba, o maracatu e o frevo, tendo o choro como base. Traz como influências cadências variadas de músicos como Waldir Azevedo, João Bosco, Jimmy Hendrix e Hermeto Pascoal, além de uma pitada de Ravi Shankar e das violas brasileiras. Gravou o seu CD independente Carrapa do Cavaquinho e Cia. de Música - mais de 11 mil cópias vendidas. Esse trabalho foi selecionado para o Prêmio Sharp em 1998, e premiado pelo Projeto Itaú Cultural em 2001.
Fabiano Borges - Violonista autodidata, cursa o mestrado em Música na UnB (violão de sete cordas). Aperfeiçoou-se principalmente no Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília com renomados músicos, tais como: Ian Guest, Paulo Bellinati, Lula Galvão, Mário Ulloa, entre outros. Seu repertório é vasto e compreende músicas do violão popular brasileiro e peças para o violão clássico, além de elementos da música flamenca que aprendeu quando esteve em Madrid. Como compositor, venceu o IV Festival de Música Instrumental Brasileira (FEMIB), em 2002 e foi finalista de outras edições e de outros Festivais como o Prêmio Nabor Pires Camargo, em São Paulo.
Exposição de artes plásticas:
Regina Melo - Artista plástica formada em Artes pela UnB e especialista em História da Arte pela Faculdade Dulcina de Moraes.
Apresentação: Mímico Miquéis Paz
Data: 28/02
Horário: 20 horas
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF Tel: (61) 3963-2069
ENTRADA FRANCA!
Apresentação musical:
Célia Porto - Considerada uma das intérpretes de maior destaque da nova geração de artistas que vêm de Brasília, Célia Porto assume a influência de mestres da música brasileira como Angela Maria, Maria Bethania, Leny Andrade, Joyce, Gal Costa e Elis Regina.
Um de seus discos, no qual a cantora faz uma releitura da obra da Legião Urbana, foi avalizado pelo próprio Renato Russo. É deste CD a música Esperando Por Mim, da qual foi feito um clipe lançado na MTV em 97. E seu primeiro CD foi indicado para o Prêmio Sharp de Música – Ano Elis Regina em 95, na categoria cantora revelação Pop Rock.
Maestro Renio Quintas - formou-se na Universidade de Brasília na Cadeira de Composição e Regência com o Maestro Cláudio Santoro, Estrutura Musical e Oficina Básica de Música com o Maestro Emílio Terraza. Fundou os principais Conjuntos Instrumentais de Brasília: Grupos Artimanha e Naipe, que iluminaram a Capital nas décadas de 80 e 90, trazendo para Brasília Prêmios Nacionais.
Escritores convidados:
Lucília Garcez — Escritora mineira, ex-professora de Letras da UnB, mestre em Literatura e doutora em Lingüística Aplicada. É autora de A Escrita e o Outro, Ed. UnB, 1998; Técnica de Redação, Martins Fontes, 2001; Explicando a Arte Brasileira, Ed. Ediouro, 2003; Brasília - De Cerrado a Capital da República, Ed. Cortez, 2006.
Ariosto Teixeira - Jornalista, cientista político, colunista da "Agência Estado" e analista político de "O Estado de São Paulo", publicou pela editora 7 Letras, "Poemas do Front Civil" (2006). Teixeira é mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), escreve diariamente para o AE News, noticiário do sistema Broadcast voltado para o mercado financeiro.
Salomão Sousa – Goiano radicado em Brasília desde 1971. Jornalista do Poder Executivo, trabalha atualmente em assessoramento parlamentar pelo Ministério do Trabalho. Participou do movimento da Poesia Marginal, no final da década de 70, principalmente com Esbarros. Participa da Antologia da nova poesia brasileira (1992), de Olga Savary; e da poesia goiana do século XX, de Assis Brasil. Bibliografia: A moenda dos dias, l979, Ed. Coordenada, Brasília, DF; Ruínas ao sol, Prêmio Goyáz de Poesia, 2006, Editora 7Letras, entre outros.
Edvandro Pessoato - Integra a Malta de Poetas Folhas & Ervas, reunião de entusiastas da palavra que celebram a poesia em performances, cursos e manifestações diversas, em Belém do Pará. Mora em Brasília desde 2005, é autor de contos e poemas. Já publicou “As Palavras e o Poeta”, infanto-juvenil, premiada em 2004 pelo Instituto de Artes do Pará; “Fragmentos de um Livro de Receitas, ed. Do autor, 2001. Participou várias antologias resultantes de premiações em concursos e das antologias da Malta de Poetas.
Exposição de artes plásticas:
Nonato da Costa Silva – É um artista plástico mineiro do Jequitinhonha, nascido em 1945 e que reside em Brasília desde 1972. Desenhista, pintor, aquarelista e escultor, Nonato é militante da propaganda onde é reconhecido como um grande diretor de arte. Também trabalha com a criação de capas de livro, marcas e personagens de quadrinhos. Já expôs seus trabalhos em Goiânia, Belo Horizonte e Brasília. Em 2006 realizou uma exposição de cartões de Natal na sede da Procuradoria Geral do Trabalho.
A homenagem póstuma do Açougue Cultulral T-Bone da última quinta (21) foi para o grande escritor CASSIANO NUNES, falecido em outubro de 2007.
Cassiano Nunes foi professor da Universidade de Brasília e mestre de algumas gerações de poetas da nossa cidade. Era uma pessoa conhecida pelo seu amor à literatura, pelo carinho com que tratava a literatura e os apaixonados por essa arte e também pela militância política que desenvolvia em favor da literatura. Além disso, foi criador em Brasília da Associação Nacional de Escritores e da Academia brasiliense de Letras, da qual era membro. Chegou à cidade em 1966 e, ao longo dos 40 anos em que morou na cidade, fez grandes amizades, transformando-se numa pessoa apaixonada por Brasília.
ASSASSINATO DO MENINO
Para que o homem se sobreleve,
é preciso matar o menino.
Sinistro capricho
da mãe-natureza.
Nunca foram vistos
xifópagos iguais:
um homem
preso por uma membrana
a um menino!
Contemplo o seu rosto no espelho:
homem gasto e grisalho.
Apenas o pasmo dos meus olhos
denuncia a existência do menino.
É inútil ter pena!
Não há alternativa.
Para que o homem sobreviva
e, resoluto, possa
dar nobre forma ao seu destino:
é preciso matar o menino.
Este BLOG é um espaço aberto aos amigos convidados pela T-Bone para publicar seus textos de temas livres, além das notícias do dia-a-dia da ONG. Os colunistas são responsáveis pelo conteúdo publicado. Boa leitura! Luiz Amorim
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