Categoria: Coluna do Gustavo Dourado

15.06.09

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Categoria: Coluna do Gustavo Dourado

Cordel

Cordel para Patativa do Assaré:

Centenário do poeta cearense...

Antônio Gonçalves da Silva:

Um criador destemido...

Grão-mestre do improviso

O Patativa conhecido...

Patativa do Assaré:

Poeta lido e ouvido...

Nasceu em 5 de março:

1909,o ano...

No Estado do Ceará:

Um poeta soberano

Exímio compositor:

Ritmo fagneriano...

A Triste Partida...Meu Protesto

O Poeta da Roça:Vou Vorá

Apelo dum Agricultor

Vaca Estrela e Boi Fubá

Coisas do Rio de Janeiro:

“Cante Lá que eu Canto Cá”...

Se Existe Inferno:

Mote/Glosas a rimar...

Peixe...Você se Lembra?

Poeta a nos encantar...

Patativa do Assaré:

Num galope a beira mar...

Inspiração Nordestina – 1956:

Primeiro livro de poesia...

Cantos do Patativa -1967:

Carrego na fantasia...

“Cante Lá que Eu Canto Cá”:

Consagrada alquimia...

Ispinho e Fulô – 1988:

Patativa e Outros Poetas de Assaré...

Cordéis – 1993:

Aqui Tem Coisa: Não é?!

Biblioteca de Cordel, Balceiro:

Ao pé da mesa, seu Zé...

Poeta bem popular:

Exímio compositor...

Filho da contradição:

Vate interlocutor...

Mote, peleja, desafio:

Faro improvisador...

Veio de família pobre:

Da arte da agricultura...

Lutou pela sobrevivência:

Sem perder sua candura...

Lavoura, subsistência:

Doença, fome, amargura...

Ficou cego de um olho:

Ainda bem pequenino...

Padeceu o sofrimento

Desde o tempo de menino...

Aos oito anos de idade:

Sofreu mais um desatino...

Antônio perdeu o pai:

E precisou trabalhar...

Para ajudar a família:

Foi a terra cultivar...

Era preciso resistir:

Para a fome não matar...

A roça era o caminho:

Para poder sobreviver...

Tempo de analfabetismo:

Poucos lá sabiam ler...

Quem não sabe a leitura:

Muito pouco pode ver...

Aos 12 anos na escola:

Começou a aprender:

Logo é alfabetizado:

Passou a compreender

A arte da Aritmética:

Matematiza o viver...

Aprofundou a leitura:

No estudo do cordel...

Os seis meses de escola:

Deu asas ao menestrel...

Pra sobreviver à fome:

Da ciência de Babel...

Fluiu criatividade:

No ritmo do improviso...

É a poesia que nasce:

Sem licença, sem aviso:

Mistura verso e dor:

Sem perder o seu sorriso...

Repente, cordel, cantoria:

Começa a se apresentar...

Eventos, festividades:

Patativa está no ar...

É ouvido na Araripe:

Por Arraes de Alencar...

Por volta dos 20 anos:

É chamado Patativa...

O seu canto tem beleza:

Sua poesia é altiva...

Patativa do Assaré:

De poesia sempre-viva...

No Crato e no Juazeiro:

Poesia de arte fina...

Publica o primeiro livro:

Inspiração Nordestina...

Os Cantos do Patativa:

Com a verve cristalina...

Patativa do Assaré:

Novos poemas comentados...

Em coletânea poética:

Textos bem apreciados...

"Cante lá que eu canto cá":

Os seus versos consagrados...

Nove filhos com Belinha:

Esposa de toda a vida....

Amava o Cariri:

A sua terra querida...

Memorizava o verso:

Fez da arte sua lida...

Nordestino Sim, Nordestinado Não:

Apelo dum Agricultor...

Vaca estrela e Boi Fubá:

De A Triste Partida, criador...

Coisas do Rio de Janeiro:

Versos de um cantador...

Se Existe Inferno, Você se Lembra?

Peixe, A Terra é Naturá...

Tantos versos pela vida:

Meu Protesto, Vou Vorá...

O Poeta da Roça, Mote/Glosas:

Cante Lá que eu Canto Cá...

Patativa e Outros Poetas de Assaré:

Ispinho e Fulô, Balceiro...

Aqui tem coisa, Cordéis:

Poetás bem brasileiro...

Biblioteca de Cordel:

Lido até no estrangeiro...

Antologia Poética de Patativa:

Digo e Não Peço Segredo

Ao pé da mesa, com Geraldo:

Foi poeta sem degredo...

Um vate de alta verve:

Homem que não teve medo...

Cidadão de Fortaleza:

“Medalha da Abolição”...

Enredo de Escola de Samba:

Honoris Causa do Sertão...

Homenagem da SBPC:

Pela arte da criação...

Memorial Patativa do Assaré:

Prêmio do Ministério da Cultura:

No Teatro José de Alencar:

A voz da literatura...

Prêmio Unipaz no Ceará:

Holismo, terra, ternura...

Diploma de “Amigo da Cultura”:

“Medalha Francisco de Aguiar”:

Troféu “Sereia de Ouro”:

Prêmio da Cultura Popular...

Em o “Cearense do Século”:

Tirou Terceiro Lugar...

"Biblioteca Pública Patativa do Assaré":

"Artista do Turismo Cearense":

Prêmio FIEC, Fortaleza:

Cidadão Norte-Rio-Grandense...

Honoris da UFC e da UECE:

Cidadão caririense...

Título de Doutor em Sergipe:

"Cidadão Empreendedor"...

Troféu do MST:

Pela terra, lutador...

Medalha Ambientalista:

Poeta preservador...

Doutor Honoris Causa:

Títulos e premiações...

Fama e homenagens:

Glórias e celebrações...

Foi poeta popular:

Das cidades aos sertões...

Poeta da agricultura:

Do verso foi lavra-a-dor...

Palavrava a poesia...

Cultivava a sua dor...

Venceu a morte com arte:

Cantou a vida e o amor...

Poesia de sapiência:

De sabença popular...

Memória de elefante:

Mestre no improvisar...

Oralidade fluente:

Feito as ondas do mar...

Dominava o soneto:

A linguagem corporal...

Voz, pausa, entonação:

A expressão facial...

Apreciava Camões:

Foi poeta sem igual...

Metrificava com classe:

Religião, filosofia...

A terra, a fome, o sertão:

A luta do dia a dia...

Praticava a poética:

Ia além da teoria...

Eternizado por Gonzaga:

Patativa diamantino...

Poeta de verve fina:

Um Camões bem severino...

Lá na Serra da Santana:

Nasceu o vate nordestino...

Tema de monografia:

E pesquisa de mestrado...

Foi estudado na França:

Em tese de doutorado...

Rosemberg e Jefferson:

Filmaram o seu legado...

Foi poeta veemente:

E mestre na ironia...

Sextilha, décima, soneto:

Era bom no que fazia...

Feiticeiro da palavra:

Um mago da poesia...

Por Gustavo Dourado

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14.09.08

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Categoria: Coluna do Gustavo Dourado

Cordel: do sertão nordestino à contemporaneidade da Internet...

Os Doze Pares de França, O Pavão Misterioso, Juvenal e o Dragão, Donzela Teodora, Imperatriz Porcina, Princesa Magalona, Roberto do Diabo, Côco Verde e Melancia, João de Calais, O Cachorro dos Mortos, A Chegada de Lampião no Inferno, Viagem a São Saruê…São livros do povo(alicerçado no pensamento do mestre Luís da Câmara Cascudo e deste poeta cordelista).Fontes da Poesia Popular do Nordeste do Brasil.Quintessências da Literatura de Cordel.

Origens do Cordel

Cordel. Vem de corda,cordão,cordial, toca o coração.
Os folhetos eram expostos em cordões,lençois, esteiras, nas feiras,praças,portas das igrejas, bancas e nos mercados. Literatura de cordel , poesia de cordel, romance, folheto(s), arrecifes, abcs, “folhas volantes” ou “folhas soltas”,”littèratue de colportage”,”cocks” ou “catchpennies”, “broadsiddes”, “hojas” e “corridos”…
São nomes que a poesia popular recebeu ao longo do tempo, na Europa e nos países latino-americanos.
No Brasil, o termo cordel se consagrou como sinônimo de poesia popular. O cordel apresenta-se em narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, em folhetos de época ou “acontecidos”.

As origens da literatura de cordel estão na Europa Medieval.Tem suas bases na França(Provença), do século XI e posteriormente na Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Chegou ao Brasil Colônia com os portugueses, depois incorporou a poética nativa do índio, a criatividade e o ritmo da poesia do negro e dos vaqueiros e tropeiros(o aboio).Tornou-se um ritmo sertanejo-tropical,integrando-se a outros ritmos como o baião, o xote, o xaxado e o forró. Ganhou uma característica especial com o advento da xilogravura, na ilustração das capas de milhares de folhetos.

Polêmica e complexidade dos ciclos temáticos.

Os principais temas e ciclos do cordel(minha classificação) abordam vários assuntos: abcs;
religiosidade; costumes; romances; história; heroísmo(façanhas); cavalaria(vaqueiros, bois, cavaleiros,tropeiros); valores, moral e ética; atualidades; circunstâncias; fatos e acontecidos; sociais e noticiosos, louvações; fantasias(fantástico, maravilhoso); profecias, apocalipse e fim do mundo; biografias e personalidades; poder, estado e governo; política e corrupção; exemplos; intempéries e fenômenos da natureza (secas, inundações, maremotos, terremotos etc); crimes; coronelismo; cangaço, valentia, banditismo e jagunçagem(Lampião, Maria Bonita, Antônio Silvino, Corisco e Dadá, Sinhô Pereira, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira); Padre Cícero(O Santo do Juazeiro); Frei Damião; Getúlio Vargas(Estado Novo, conquistas trabalhistas);Antônio Conselheiro(Canudos); Coluna Prestes e Revoltosos; Juscelino Kubitschek(construção de Brasília); Lula; televisão e cinema; ciência e tecnologia; Internet; crítica e sátira; humor, obscenidade,putaria e sacanagem(pornocordel); terrorismo(atentados) e guerras; modernidade e contemporaneidade; desafios, cantorias e pelejas, entre outros menos conhecidos e ainda não catalogados etc.

Classificação dos ciclos temáticos do cordel, por Ariano Suassuna:

1) “Ciclo heróico, trágico e épico;
2) Ciclo do fantástico e do maravilhoso;
3) Ciclo religioso e de moralidades;
4) Ciclo cômico, satírico e picaresco;
5) Ciclo histórico e circunstancial;
6) Ciclo de amor e de fidelidade;
7) Ciclo erótico e obsceno;
8) Ciclo político e social;
9) Ciclo de pelejas e desafios.”

Mitologia e Trovadorismo…

A Literatura de Cordel, mais que centenária no Brasil(ultrapassou cem mil títulos publicados, segundo Joseph Luyten), tem suas origens ocidentais e pré-medievais,no universo poético de Provença, França, com os trovadores albigens (com destaque para Arnaud Daniel, Bertran de Born, Guiraut de Bornelh e Rimbaud Daurenga).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Proven%C3%A7al

Entre os trovadores portugueses, precursores da Literatura de Cordel e do Repente, vêm-me à memória Martim Soares e Paio Soares de Taiverós, além dos célebres reis-trovadores Dom Diniz e Dom Duarte.As influências sobre o cordel e a poesia popular contemporânea são multidiversas: desde a poesia mesopotâmica árabe-fenício-semítica, mediterrânea, hindu e persa, à poética egípcio - caldaica – hebréia – greco - latina e afro - indígena…
Não se pode esquecer a influência bíblica(Salmos de Davi, Provérbios de Salomão, Cântico dos Cânticos, Apocalipse), do Lunário Perpétuo, enciclopédias, dicionários, almanaques, dos grandes livros religiosos e belos cânticos de todos os tempos, presentes nas diversas civilizações ao longo do processo histórico.

Os chineses e indianos devem ter tido significativa influência nas origens e desenvolvimento da poesia popular, por sua antigüidade e por tantos escritos primordiais como os Vedas, Gita, Upanishads, Mahabarata, Ramayana, I Ching, o Zen e o Tão – Te - King, via Confúcio, Lao-Tse, Buda, Krishna, Rama e outros sábios do velho e mágico Oriente, tão incompreendido pela cultura ocidental.

A Poesia de Cordel demonstra a sua força e pujança na expressão ibero-lusitana - afro - brasilíndia e galego - castelã…Sem esquecer da verve provençal e italiana(latina). Os romanos com suas epopéias fecundaram a semente da poesia ocidental, herdada dos gregos, etruscos, celtas, gauleses, bretões, normandos, nórdicos e dos povos bárbaros da antiga Europa, Ásia e África.

Foi nesse espaço mitológico que surgiu a poética mágica de Dante e a verve inventiva do mestre Leonardo da Vinci e dos grandes artistas italianos. Entretanto, foi na Espanha de Quevedo e Cervantes(Quixote) e em Portugal de Pessoa, Camões e Gil Vicente, que o cordel ganhou feição popular e postura lítero-poética.

É na poesia cavalheiresca e trovadoresca que o cordel se inspira e alimenta-se de forma histórica, principalmente a partir dos Doze Pares da França(que retrata os tempos do Imperador Carlos Magno), das gestas e epopéias, dos bardos, apodos, Templários, da Távola Redonda do Rei Arthur, de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros e cruzadas e da obra monumental de Camões e Cervantes, ambos influenciados por Dante Alighieri e por toda a tradição popular da oralidade greco-latina-ibero-lusitana.

Os trovadores foram os principais precursores e alicerces para a futura Literatura de Cordel nos países de língua portuguesa, principalmente no Nordeste do Brasil, a partir de Salvador-Bahia, dos portos marítimos e do Rio São Francisco, até chegar em Campina Grande, Caruaru e Juazeiro do Norte, onde criou raízes e imortalizou-se na verve dos poetas cordelistas e cantadores repentistas.

Não se pode esquecer o papel do boi(ciclo do gado), dos bandeirantes, dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, do negro(batuque, orixás, terreiros, candomblé), dos índios, caboclos, mamelucos, cafusos, mulatos, garimpeiros, aventureiros, lavradores, vaqueiros e tropeiros: disseminadores de costumes, falas e dialetos pelo vasto Sertão, da poesia regional e universal.Os poetas cantam a sua aldeia e desencantam os uni.versos.

A Literatura de Cordel foi enriquecida pela criatividade e maestria de Gil Vicente, Camões, Rabelais, Gregório de Matos, Bocaje, Castro Alves, Gonçalves Dias, Cervantes, José de Alencar, Tobias Barreto, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira, além da contribuição incomensurável dos trovadores provençais e do romanceiro medieval.


www.gustavodourado.com.br/cordel.htm

12.06.08

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Categoria: Coluna do Gustavo Dourado

Cordel do Amor...


Homenagem aos Namorados...

Enamorar no dia-a-dia:
Noite e dia namorar...
No universo do desejo
Conjugar o verbo amar
Transmutar-se em alquimia:
Num beijo se eternizar...

Amor ser substantivo
Que faz tudo transformar
Guerra é falta de Amor
Faça a Paz multiplicar
Ame aqui-agora...sempre:
Para a vida melhorar...

Vê-se o Amor na Natureza
É tão belo se amar...
Vivencie amor e paz
Deixe o coração sonhar...
Ame a vida...Frutifique:
O prazer nos faz voar...

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

15.05.08

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Categoria: Coluna do Gustavo Dourado

Cordel para Machado de Assis

O Bruxo do Cosme Velho

Joaquim Maria Machado de Assis:
Do Morro do Livramento...
De um moleque baleiro:
A Gênio e ás no talento...
Mago da Literatura:
Luzeiro do Pensamento...

21/06/1839:
Deu-se o seu nascimento...
Veio ao mundo no Rio:
Na Quinta do Livramento...
Mestre Machado de Assis:
Expressão do pensamento...

Francisco José de Assis:
Maria Leopoldina Machado...
Genitores do Escritor:
Mestre, acadêmico, letrado...
A gênese do romancista:
Tenho comigo anotado...

Bem pequeno ficou órfão:
De sua mamãe querida...
Foi-seu o pai logo depois:
Uma machadada na vida...
Maria Inês, a madrasta:
Deu-lhe amor, pão e guarida...

Não podia estudar:
Nem teve acesso à escola...
Era vendedor de bala:
Para não pedir esmola...
O preconceito era grande:
Ainda não havia bola...

Sacristão de Lampadosa:
Aprendeu latim-francês...
Estudou o alemão:
O idioma inglês...
Se estivesse por aqui:
Falaria até chinês...

Garoto pobre-mulato:
Na Capital Federal...
Época de febre amarela:
Mínima era industrial...
Tudo era importado:
O Brasil era quintal...

Padre Silveira Sarmento:
Incentivou a Machado...
Um menino inteligente:
Logo se tornou letrado...
Para sair do sofrimento:
Da triste vida de gado...

Veio de família pobre:
Persistente e esforçado...
Teve aos 16 anos:
Um poema publicado...
O livreiro Paula Brito:
Contratou nosso Machado...

Londres ditava a moda:
Imperava a escravidão...
Fabricaram a dívida externa:
A capital submissão...
E Machado no cenário...
Fluía arte e criação...

Publicou o soneto era "Ela":
Que grande coisa não era...
Na Marmota Fluminense:
Deu asas à quimera...
Foi caixeiro e vendedor:
E um revisor bem fera...

Na Marmota Fluminense:
Começou a escrever...
Era 1855:
Como pude perceber...
Até 1861:
Colaborou pra valer...

Ano 1856:
Tipografia Nacional...
Manuel Antônio de Almeida:
Influência natural...
Até 1858:
Aprendizado literal...

Tornou-se ajudante:
Do Diário Oficial...
Registro em periódicos
Sua obra inicial...
Trabalhou em Ministério:
Foi primeiro-oficial...

Colaborou na Imprensa:
No Correio Mercantil:
Diário do Rio de Janeiro:
Machado a mais de mil...
Jornal da Tarde, O Globo:
Na Capital do Brasil...

No Jornal das Famílias:
E na Revista Brasileira...
Na Gazeta de Notícias:
Sua prosa de primeira...
Semana Ilustrada, O Cruzeiro:
Machado na dianteira...

1866:
Carolina chega ao Rio...
(Irmã do poeta Faustino):
Sempre foi mulher de brio...
Foi na vida de Machado:
Sol, poesia, amore mio...

Ministério da Agricultura:
Oficial de gabinete...
Gostava de circular:
Pela Rua do Catete:
E no Largo do Machado:
Bebia Café com Leite...

Em 1869:
Casou-se com Carolina...
Machado, quase gago:
Escritor de bela sina...
Lutou contra o preconceito:
E conquistou a menina ...

Machado é Rio Antigo:
Cosme Velho - Ouvidor...
Na Rua dos Andradas:
Exercitou o Amor...
Com a musa Carolina:
Um romance alentador...

Histórias da Meia-Noite:
O livro Ressurreição...
Morou na Rua da Lapa:
Início da trans.formação...
Na Rua das Laranjeiras:
Deu-se a iniciação...

Poesia, Americanas:
A musa a lhe inspirar...
Crisálidas foi o início:
De um poeta a germinar...
Gil, Job e Platão:
Pseudônimos soube usar...

Falenas...Ocidentais:
Helena...A Cartomante...
Histórias sem Data...Contos:
Machado sempre adiante...
O Alienista...Missa do Galo:
Pulsa alto como Dante...

Teceu a Mão e a Luva:
A obra Iaiá Garcia...
Fez os Contos Fluminenses:
Estudou Filosofia...
Histórias da Meia-Noite:
Reflexos do dia-a-dia...

A crítica de Araripe:
Mostrou-se a má vontade...
Machado ultrapassou:
Toda a criticidade...
Foi além e transmutou-se:
Em ouro da imortalidade...

Vitor de Paula...Job:
Max e depois Lara...
Publicou com vários nomes:
Uma obra que não pára...
Criativo e talentoso:
Flui o gênio que Deus dara...

República e Abolição:
O grito da liberdade...
Combate à escravidão:
Ares de civilidade...
Época de Realismo:
De nova sociedade ..

Poesia nova, realista:
Distante do Romantismo...
Campanha abolicionista:
Marx e o Comunismo...
Machado além do Real:
Bebeu no Naturalismo...

1878-79:
Em Friburgo, temporada:
Tratamento de saúde:
Novo alento na jornada...
Eis um novo escritor de obra:
Prima...Vera - madrugada...

Memórias Póstumas de Brás Cubas:
Arte de lapidação...
Texto de engenharia:
Sentimento e emoção...
Criatividade à flor da pele:
Deu asas ao coração...

Publicou Memórias Póstumas:
Na Revista Brasileira...
É um livro essencial:
Que marca a sua carreira...
Na Gazeta de Notícias:
Foi cronista de primeira...

Memórias saiu em livro:
Destaque para Machado...
Publicou Papéis Avulsos:
Texto bem elaborado...
Rua Cosme Velho, 18:
Muito bem acomodado...

Em Machado há ironia:
Dúvida e questionamento...
Capitu traiu ou não?
A resposta voa ao vento...
O Amor tudo ultrapassa:
Revela-se o sentimento...

Oficial da Ordem da Rosa:
Por decreto imperial...
Diretor de Viação:
Várias Histórias, afinal...
Machado se consagrou:
No cenário nacional...

Fundou a Academia:
Logo eleito presidente...
Quincas Borba reflete:
Um escritor sapiente...
O romance Dom Casmurro:
Eis um livro consciente...

Cadeira 23:
Da Brasileira Academia...
José de Alencar, patrono:
Machado o enaltecia...
O mestre de Iracema:
Machado sempre o lia...

13 comédias ligeiras:
A verve de dramaturgo...
Tu, só tu, puro amor:
Foi além de taumaturgo...
Fez Lição de Botânica:
Um texto pra demiurgo...

Velhas Histórias escreveu:
Contos, Páginas Recolhidas
Fez Poesias Completas:
Suas obras sempre lidas...
Vejo os seus personagens:
Por praças e avenidas...

20/10/1904:
Morreu a sua Carolina...
Companheira solidária:
Fraterna e diamantina...
Amada de toda a vida:
Uma perda repentina...

Romance Esaú e Jacó:
Fez-se a publicação...
Relíquias de Casa Velha:
Processo de elaboração...
Em 1906:
Teve a editoração...

Relíquias de Casa Velha:
Dedicou a Carolina...
"Ao pé do leito derradeiro":
Soneto de verve fina...
Uma pérola na poesia:
Além da prosa cristalina...

1/06/1908:
Pediu licença Machado...
Para tratar da saúde:
Estava debilitado...
Memorial de Aires, romance:
Foi o último publicado...

3h20, 29 de setembro:
Morte do grande escritor...
Em 1908...
Foi-se embora o criador
Saudado por Rui Barbosa:
Magistrado e orador...

Cronista -Teatrólogo:
Poeta, crítico literário...
Jornalista, pensador...
Decifrou o dicionário...
Shakespeare tupiniquim:
Mestre do vocabulário...

Ficou a obra-prima:
Grandiosa, genial...
Há muito influencia:
A cultura nacional...
Machado eternizou-se
No cenário universal...

100 anos sem Machado:
E ele sempre presente...
Sua arte é escultura:
Que orgulha nossa gente...
É cânone da literatura:
Do Ocidente ao Oriente...

Seu romance transcendeu:
Para além da dialética...
É obra de bom calibre:
Que equilibra a ética...
É pedra filosofal
Quintessência da estética...

Gustavo Dourado. Poeta e cordelista baiano.brasiliense. Letras(UnB).
Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.
Autor de 11 livros. Premiado na Áustria. Selecionado pela Unesco.
Tema de teses de mestrado e doutorado
www.gustavodourado.com.br
http://cordel.zip.net
www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm

21.04.08

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Categoria: Coluna do Gustavo Dourado

Cordel para Brasília

Brasília surgiu a esmo?!
Seu nome foi registrado
Em 1822...
Em artigo publicado
Na Tipografia Rolandiana:
Por oculto deputado...

Deputado des.conhecido
A Brasília o nome deu
Aditamento à Constituição
A História assim se deu
Logo no primeiro artigo:
Nossa Brasília: nasceu...

Brasília era nome corrente
Bonifácio persistiu
Propôs a Nova Capital
Preconizou: Anteviu
O lindo nome de Brasília:
Ele também sugeriu...

2 de outubro de 56
JK aqui desceu
Com Lott, Lúcio e Israel
O Cerrado percorreu
Ernesto, Nélson, Balbino:
O fato assim aconteceu...

JK com entusiasmo
Veio ao Planalto Central
Trouxe Régis e Oscar
Adentrou-se ao matagal
Onde é o Catetinho:
Raiz da nossa Capital...

Na primeira comitiva:
Veio Bernardo Sayão
Governador Ludovico
Deu apoio à construção
O Altamiro Pacheco:
Teve participação...

Esteve lá no Cruzeiro
Perto do Memorial
Deixou a marca da luz
No centro da Capital
Café na Fazenda Gama:
À vontade no quintal...

Lúcio Costa rabiscou
Ave-cidade-avião
Pássarinho-borboleta
Libélula em evolução
Um vôo extraordinário:
No Planalto da Nação...

A cidade foi sonhada
Por profetas, visionários
Poetas a anteviram
Muitos a preconizaram
JK a construiu:
'Anjos' a eternizaram...

Era um vale vastíssimo
Torto, Gama, Bananal
Vicente Pires: Riacho Fundo
Bela Água Mineral
Era o Sítio Castanho:
Hoje é nossa Capital...

Havia fazenda de gado
No meio do Planalto Central
Um descampado sem-fim
Cerrado monumental
Agora é uma Alvorada:
Nave do transcendental...

Nascente de três bacias
No Planalto da Nação
Águas Emendadas é:
As veias do coração
As artérias de Brasília:
Devem ter preservação...

"Vale convexo" de Belcher:
Rios Preto e Descoberto
Talvegue do Santa Rita
Na vastidão do incerto
Criou-se o Paranoá:
Na imensidão do deserto...

O Lago Paranoá
É o nosso Pantanal
Linha D`água: Cota Mil
É vida para a Capital
40 km de compasso:
Aqüífero monumental...

O Lago Paranoá
Melhorou a umidade
5 km de largura
35 m de profundidade
600 milhões de m³
Banham a nossa cidade...

Colosso da Arquitetura
Urbi revolucionária...!
Homem deitado e em pé:
Congresso - Rodoviária
Megalópolis do Planalto:
Epopéia visionária...

Cidade-mater do Brasil:
Um orgulho nacional
Feito Londres sertaneja
Jerusalém Tropical:
É a Roma do Cerrado:
Ás do Planalto Central...

Brasília teve (têm) inimigos
Ferrenhos adversários
Venceu os seus oponentes
Na saga dos operários
Servidores bandeirantes:
Persistentes visionários...

Candangos e engenheiros
Pedreiros e arquitetos
Obreiros de uma Nação
Futuro e destino incertos
Sertanejos resistentes
Desbravadores: honestos...

Nova Capital do Brasil
Comissão de Localização
Marechal José Pessoa
Comandou a Direção
Ernesto Silva na Equipe:
Saúde, Arte-Educação...

24 de setembro 1956
Novacap em ação
Israel Pinheiro da Silva
Engenheiro Bernardo Sayão
Ernesto Silva, Íris Meinberg:
São heróis da construção...

Aos candangos da Brasília
Rendo a minha homenagem
Com suor, sangue e poesia
Em um linda mensagem
Construiram a nave-mãe:
Em permanente viagem...

Brasília hoje é um pólo
Pulsa cri@tividade...
Poesia à flor da pele
Nas artérias da Cidade
Os candangos são heróis:
Bandeirantes de verdade...

Há de tudo por aqui
Espaço-multiplicidade
Arquitetura inovadora
Sonhos: engenhosidade
A Capital do Brasil
Dá asas à Liberdade...

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

13.04.08

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Categoria: Coluna do Gustavo Dourado

Cordel para Brasília

Brasíli@ 4.8º...
Homenagem à Capital do Brasil

A Capital da Esperança
Tornou-se Realidade
De um sonho de Dom Bosco
À grandiosa Cidade
Por JK construída:
Dia-a-dia nos invade...

Brasília surgiu a esmo? !
Seu nome foi registrado
Em 1822...
Em artigo publicado
Na Tipografia Rolandiana:
Por oculto deputado...

O deputado desconhecido
A Brasília o nome deu
Aditamento à Constituição
A História assim se deu
Logo no primeiro artigo:
Nossa Brasília: nasceu...

Brasília era nome corrente
Bonifácio persistiu
Propôs a Nova Capital
Preconizou: Anteviu
O lindo nome de Brasília:
Ele também sugeriu...

2 de outubro de 56
JK aqui desceu
Com Lott, Lúcio e Israel
O Cerrado percorreu
Ernesto, Nélson, Balbino:
O fato assim aconteceu...

JK com entusiasmo
Veio ao Planalto Central
Trouxe Régis e Oscar
Adentrou-se ao matagal
Onde é o Catetinho:
Raiz da nossa Capital...

Na primeira comitiva:
Veio Bernardo Sayão
Governador Ludovico
Deu apoio à construção
O Altamiro Pacheco:
Teve participação...

Esteve lá no Cruzeiro
Perto do Memorial
Deixou a marca da luz
No centro da Capital
Café na Fazenda Gama:
À vontade no quintal...

Lúcio Costa rabiscou
Ave-cidade-avião
Pássarinho-borboleta
Libélula em evolução
Um vôo extraordinário:
No Planalto da Nação...

A cidade foi sonhada
Por profetas, visionários
Poetas a anteviram
Muitos a preconizaram
JK a construiu:
'Anjos' a eternizaram...

Era um vale vastíssimo
Torto, Gama, Bananal
Vicente Pires: Riacho Fundo
Bela Água Mineral
Era o Sítio Castanho:
Hoje é nossa Capital...

Havia fazenda de gado
No meio do Planalto Central
Um descampado sem-fim
Cerrado monumental
Agora é uma Alvorada:
Nave do transcendental...

Nascente de três bacias
No Planalto da Nação
Águas Emendadas é:
As veias do coração
As artérias de Brasília:
Devem ter preservação...

"Vale convexo" de Belcher:
Rios Preto e Descoberto
Talvegue do Santa Rita
Na vastidão do incerto
Criou-se o Paranoá:
Na imensidão do deserto...

O Lago Paranoá
É o nosso Pantanal
Linha D`água: Cota Mil
É vida para a Capital
40 km de compasso:
Aqüífero monumental...

O Lago Paranoá
Melhorou a umidade
5 km de largura
35 m de profundidade
600 milhões de m³
Banham a nossa cidade...

Colosso da Arquitetura
Urbi revolucionária? !
Homem deitado e em pé:
Congresso - Rodoviária
Megalópolis do Planalto:
Epopéia visionária...

Cidade-mater do Brasil:
Um orgulho nacional
Nossa Londres sertaneja
Jerusalém Tropical:
A Washington do Cerrado:
Ás do Planalto Central...

Brasília teve inimigos
Ferrenhos adversários
Venceu os seus oponentes
Na saga dos operários
Servidores bandeirantes:
Persistentes visionários...

Candangos e engenheiros
Pedreiros e arquitetos
Obreiros de uma Nação
Futuro e destino incertos
Sertanejos resistentes
Desbravadores: honestos...

Nova Capital do Brasil
Comissão de Localização
Marechal José Pessoa
Comandou a Direção
Ernesto Silva na Equipe:
Saúde, Arte-Educação...

24 de setembro 1956
Novacap em ação
Israel Pinheiro da Silva
Engenheiro Bernardo Sayão
Ernesto Silva, Íris Meinberg:
São heróis da construção...

Aos candangos da Brasília
Rendo a minha homenagem
Com suor, sangue e poesia
Em um linda mensagem
Construiram a nave-mãe:
Em permanente viagem...

Brasília hoje é um pólo
Pulsa criatividade...
Poesia à flor da pele
Nas artérias da Cidade
Os candangos são heróis:
Bandeirantes de verdade...

Há de tudo por aqui
Espaço-multiplicidade
Arquitetura inovadora
Sonhos: engenhosidade
A Capital do Brasil
Dá asas à Liberdade...

Gustavo Dourado


Projetos Culturais T-Bone

Este BLOG é um espaço aberto aos amigos convidados pela T-Bone para publicar seus textos de temas livres, além das notícias do dia-a-dia da ONG. Os colunistas são responsáveis pelo conteúdo publicado. Boa leitura! Luiz Amorim

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