Arquivos de Abril 2009

26.04.09

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Categoria: Diário Virtual

Psiu

Faço silêncio para escutar o som

da música do vento, dos pássaros,

dos cães, na manhã, barulhentos, da paz,

faço silêncio para dizer-te mais,

e para ouvir-te, faço silêncio,

mesmo se, há tempos, já não me dizes nada,

para embeber-me de tua não fala,

e saciar-me, faço silêncio.

Amneres - www.poesiaemtemporeal.com

23.04.09

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Categoria: Diário Virtual

Brasília: condenada a ser eternamente moderna


Paulo José Cunha, especial para a TV Câmara, em homenagem aos 49 anos de Brasília

Um dia Le Corbusier lamentou o abandono em que o governo do general Castelo Branco havia deixado Brasília e disse: "É uma pena, mas que belas ruínas teremos". O arquiteto que inspirou Lúcio Costa e Niemeyer criou uma imagem terrível demais para ser verdadeira. Impossível admitir a idéia de caminhar pelas ruínas de uma cidade que já nasceu sinônimo de ousadia e juventude.

Quando Lúcio traçou a cruz de onde brotaria o avião do Plano Piloto, esqueceu de pôr a data. Quando Niemeyer desenhou as linhas do Congresso, da Catedral, das colunas do Alvorada, também não se lembrou de datar o desenho. E foi assim que Brasília já nasceu condenada à eterna modernidade.

Daqui a mil anos, quando um visitante entrar pela primeira vez na Esplanada, há de ter o mesmo espanto dos candangos, quando perceberam que haviam se tornado personagens do sonho de um menino de Minas, atrevido que só, tão doido por novidades que ficou conhecido como presidente bossa-nova, isso na época em que um tal de João Gilberto tocava o violão de um jeito... novo. Glauber Rocha inventava um tal de Cinema... Novo. E a cidade que nascia do ventre do cerrado goiano, invenção daquele menino levado, já começava... nova. E moderna.

E permanecerá moderna, daqui a milhares de anos. Como sempre foi, como ainda é, como continuará a ser. Nova, e muito mais que eterna:

Para sempre, moderna.

02.04.09

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Categoria: Coluna Sandra Fayad

O CASTIGO DA ROSA

Rosa murcha mergulhada
No meio do meio copo d’água.
- Copo de vidro transparente!
Folhas cabisbaixas, amareladas
- Olham pra mesa ou pra nada?
Haste ereta, mas podre.
Pétalas cadentes, arroxeadas
Despencarão ao simples toque.
- Se não queres sujar a mesa
Não mexe! Não toca!
- Está morta?
- Essa, nem comporta
Banho de formol...
Já cumpriu seu papel.
Nasceu botão, abriu-se ao sol,
Deixou-se escolher - como eu.
Para ser usada como anzol.
Fisgou um coração solitário,
Em momento crucial.
- Pecou!
Não lhe ofertou um santuário.
Foi co-responsável por tê-lo
Confinado em um aquário:
- Adoeceu!
No confessionário
Penitência dura: Morrer!
- Mereceu?

Projetos Culturais T-Bone

Este BLOG é um espaço aberto aos amigos convidados pela T-Bone para publicar seus textos de temas livres, além das notícias do dia-a-dia da ONG. Os colunistas são responsáveis pelo conteúdo publicado. Boa leitura! Luiz Amorim

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