Arquivos de Junho 2009

26.06.09

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Categoria: Diário Virtual

Convite

15.06.09

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Categoria: Coluna Augusto Cacá

Tribo das Artes

O Teatro da Praça em 2009

A partir de julho (14/07), a Tribo das Artes vai fazer seus saraus no Teatro da Praça. Fazemos isso para renovar o formato do sarau, mas também para chamar a atenção dos grupos culturais do DF para esse espaço tão importante em nossa história e tão bem localizado. Fica pertinho da Praça do Relógio, onde há estação de Metrô.

O Teatro da Praça foi palco dos mais importantes movimentos culturais ocorridos em Taguatinga, na década de 80, quando se realizaram inúmeras FACULTAs e Semanas de Arte. Em 2006, os grupos culturais da cidade criaram o movimento VIVA EIT, em defesa do tombamento da Escola Industrial de Taguatinga e do Teatro e Biblioteca que ficam em sua área. Em 2007, conseguimos seu tombamento provisório como patrimônio histórico.

O Teatro da Praça foi reformado neste ano, mas não foi estruturado com equipamento suficiente. Algumas coisas já se estragaram em poucos meses. Mas é preciso manter o teatro em pleno funcionamento para cobrarmos melhor estrutura e principalmente para que o público descubra que ele está novamente de pé.

É preciso reabilitar o Teatro e fortalecer a Escola. É preciso buscar a participação: da direção da Escola, da Regional de ensino, da Administração Regional, do Sinpro e de todos os grupos culturais da cidade para que o movimento elabore um projeto de divulgação e uso do teatro e também um projeto arquitetônico que melhor atenda as necessidades culturais.

Ao mesmo tempo é preciso fortalecer a EIT, que há poucos anos sofreu uma política de esvaziamento dos alunos e ocupação indevida de seus espaços, visando seu enfraquecimento.
VIVA O TEATRO DA PRAÇA ! VIVA EIT !

Situação atual do Teatro da Praça

1 - Foi colocada uma mesa de som com 2 caixas, mas já estragaram;
2 - Tem uma mesa de luz com refletores acima do palco e em uma vara de luz de frente. Muitas lâmpadas se queimaram em poucos meses. Das oito da vara de frente, só duas funcionam;
3 - O Teatro não dispõe de porteiro, bilheteiro, eletricista, nem operador de luz ou som;
4 - Um camarim fica trancado e o outro fica disponível. Está reformado e limpinho;
5 - A sala de espera é enorme e poderia ser muito bem aproveitada como salão de exposições. Tem um balcão que pode ser usado como bar. Tem um bebedouro. Podem acontecer atividades variadas ali, mas não tem iluminação que possa ser direcionada nem suporte apropriado para pendurar as obras. Tudo bem que pode-se acender a luz geral, mas a Administração proíbe bater pregos na parede para pendurar obras.
Finalmente: Quem conhece o Teatro da Praça se encanta. Tem capacidade para 250 pessoas, palco grande, ótima acústica e é a principal referência da cultura de Taguatinga.
Cacá

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Categoria: Coluna do Gustavo Dourado

Cordel

Cordel para Patativa do Assaré:

Centenário do poeta cearense...

Antônio Gonçalves da Silva:

Um criador destemido...

Grão-mestre do improviso

O Patativa conhecido...

Patativa do Assaré:

Poeta lido e ouvido...

Nasceu em 5 de março:

1909,o ano...

No Estado do Ceará:

Um poeta soberano

Exímio compositor:

Ritmo fagneriano...

A Triste Partida...Meu Protesto

O Poeta da Roça:Vou Vorá

Apelo dum Agricultor

Vaca Estrela e Boi Fubá

Coisas do Rio de Janeiro:

“Cante Lá que eu Canto Cá”...

Se Existe Inferno:

Mote/Glosas a rimar...

Peixe...Você se Lembra?

Poeta a nos encantar...

Patativa do Assaré:

Num galope a beira mar...

Inspiração Nordestina – 1956:

Primeiro livro de poesia...

Cantos do Patativa -1967:

Carrego na fantasia...

“Cante Lá que Eu Canto Cá”:

Consagrada alquimia...

Ispinho e Fulô – 1988:

Patativa e Outros Poetas de Assaré...

Cordéis – 1993:

Aqui Tem Coisa: Não é?!

Biblioteca de Cordel, Balceiro:

Ao pé da mesa, seu Zé...

Poeta bem popular:

Exímio compositor...

Filho da contradição:

Vate interlocutor...

Mote, peleja, desafio:

Faro improvisador...

Veio de família pobre:

Da arte da agricultura...

Lutou pela sobrevivência:

Sem perder sua candura...

Lavoura, subsistência:

Doença, fome, amargura...

Ficou cego de um olho:

Ainda bem pequenino...

Padeceu o sofrimento

Desde o tempo de menino...

Aos oito anos de idade:

Sofreu mais um desatino...

Antônio perdeu o pai:

E precisou trabalhar...

Para ajudar a família:

Foi a terra cultivar...

Era preciso resistir:

Para a fome não matar...

A roça era o caminho:

Para poder sobreviver...

Tempo de analfabetismo:

Poucos lá sabiam ler...

Quem não sabe a leitura:

Muito pouco pode ver...

Aos 12 anos na escola:

Começou a aprender:

Logo é alfabetizado:

Passou a compreender

A arte da Aritmética:

Matematiza o viver...

Aprofundou a leitura:

No estudo do cordel...

Os seis meses de escola:

Deu asas ao menestrel...

Pra sobreviver à fome:

Da ciência de Babel...

Fluiu criatividade:

No ritmo do improviso...

É a poesia que nasce:

Sem licença, sem aviso:

Mistura verso e dor:

Sem perder o seu sorriso...

Repente, cordel, cantoria:

Começa a se apresentar...

Eventos, festividades:

Patativa está no ar...

É ouvido na Araripe:

Por Arraes de Alencar...

Por volta dos 20 anos:

É chamado Patativa...

O seu canto tem beleza:

Sua poesia é altiva...

Patativa do Assaré:

De poesia sempre-viva...

No Crato e no Juazeiro:

Poesia de arte fina...

Publica o primeiro livro:

Inspiração Nordestina...

Os Cantos do Patativa:

Com a verve cristalina...

Patativa do Assaré:

Novos poemas comentados...

Em coletânea poética:

Textos bem apreciados...

"Cante lá que eu canto cá":

Os seus versos consagrados...

Nove filhos com Belinha:

Esposa de toda a vida....

Amava o Cariri:

A sua terra querida...

Memorizava o verso:

Fez da arte sua lida...

Nordestino Sim, Nordestinado Não:

Apelo dum Agricultor...

Vaca estrela e Boi Fubá:

De A Triste Partida, criador...

Coisas do Rio de Janeiro:

Versos de um cantador...

Se Existe Inferno, Você se Lembra?

Peixe, A Terra é Naturá...

Tantos versos pela vida:

Meu Protesto, Vou Vorá...

O Poeta da Roça, Mote/Glosas:

Cante Lá que eu Canto Cá...

Patativa e Outros Poetas de Assaré:

Ispinho e Fulô, Balceiro...

Aqui tem coisa, Cordéis:

Poetás bem brasileiro...

Biblioteca de Cordel:

Lido até no estrangeiro...

Antologia Poética de Patativa:

Digo e Não Peço Segredo

Ao pé da mesa, com Geraldo:

Foi poeta sem degredo...

Um vate de alta verve:

Homem que não teve medo...

Cidadão de Fortaleza:

“Medalha da Abolição”...

Enredo de Escola de Samba:

Honoris Causa do Sertão...

Homenagem da SBPC:

Pela arte da criação...

Memorial Patativa do Assaré:

Prêmio do Ministério da Cultura:

No Teatro José de Alencar:

A voz da literatura...

Prêmio Unipaz no Ceará:

Holismo, terra, ternura...

Diploma de “Amigo da Cultura”:

“Medalha Francisco de Aguiar”:

Troféu “Sereia de Ouro”:

Prêmio da Cultura Popular...

Em o “Cearense do Século”:

Tirou Terceiro Lugar...

"Biblioteca Pública Patativa do Assaré":

"Artista do Turismo Cearense":

Prêmio FIEC, Fortaleza:

Cidadão Norte-Rio-Grandense...

Honoris da UFC e da UECE:

Cidadão caririense...

Título de Doutor em Sergipe:

"Cidadão Empreendedor"...

Troféu do MST:

Pela terra, lutador...

Medalha Ambientalista:

Poeta preservador...

Doutor Honoris Causa:

Títulos e premiações...

Fama e homenagens:

Glórias e celebrações...

Foi poeta popular:

Das cidades aos sertões...

Poeta da agricultura:

Do verso foi lavra-a-dor...

Palavrava a poesia...

Cultivava a sua dor...

Venceu a morte com arte:

Cantou a vida e o amor...

Poesia de sapiência:

De sabença popular...

Memória de elefante:

Mestre no improvisar...

Oralidade fluente:

Feito as ondas do mar...

Dominava o soneto:

A linguagem corporal...

Voz, pausa, entonação:

A expressão facial...

Apreciava Camões:

Foi poeta sem igual...

Metrificava com classe:

Religião, filosofia...

A terra, a fome, o sertão:

A luta do dia a dia...

Praticava a poética:

Ia além da teoria...

Eternizado por Gonzaga:

Patativa diamantino...

Poeta de verve fina:

Um Camões bem severino...

Lá na Serra da Santana:

Nasceu o vate nordestino...

Tema de monografia:

E pesquisa de mestrado...

Foi estudado na França:

Em tese de doutorado...

Rosemberg e Jefferson:

Filmaram o seu legado...

Foi poeta veemente:

E mestre na ironia...

Sextilha, décima, soneto:

Era bom no que fazia...

Feiticeiro da palavra:

Um mago da poesia...

Por Gustavo Dourado

www.gustavodourado.com.br

05.06.09

Permalink 14:17:00, por admin Email , 94 palavras, 143 views   Portuguese (BR)
Categoria: Diário Virtual

Recado em JAVA

Luiz Martins da Silva

Para Francisca Azevedo

[Fluente em moderno javanês]

I – Versão sobre átomos

Na caixa postal para mim,

Em concórdia, lápis-lazúli,

Cílios índigos de Cleópatra

Traçados na esferográfica,

Estenografia de hieróglifos,

Sagrados grifos de escribas,

Sólidos signos de marfim.

II – Versão on bytes

Antigos segredos re-velados,

Criptografias matemáticas,

Novos nomes, velhos códices,

Invisíveis papiros mega-giga-tera-bytes,

Indivisíveis lógicas do binário,

Estrito senso do sentido refratário.

Ah! Os inefáveis desvãos da informática.

01.06.09

Permalink 21:43:16, por admin Email , 764 palavras, 230 views   Portuguese (BR)
Categoria: Coluna Sandra Fayad

ÁGUAS TEMPORONAS

Por Sandra Fayad

- Não vai sair esta noite? Pergunta minha filha
- Não. Esta secura me desanima. Sinto falta de ar, alergia – respondo.
- Pelo jeito, se você não viajar para o litoral, vai ficar os próximos seis meses em casa – observa ela.
Nem respondo. Estou mal humorada.
Ligo o umidificador e a TV. Informe da previsão do tempo para o dia seguinte:

“...na Região Centro Oeste do Brasil, tempo firme com céu claro e possibilidades de chuvas esparsas em algumas áreas isoladas.”
Nem dou bola para a parte final da informação. Já estamos no dia 30 de maio de 2009 e nunca choveu no dia seguinte aqui em Brasília (pelo menos que eu me lembre...).
- Isso aí é rebate falso. Os metereologistas erraram mais uma vez ou então a emissora está querendo nos fazer sonhar, como nas novelas. A chuva se despediu de nós há mais de uma semana com umas gotinhas sem-vergonha que nem deram para apagar a poeira.
Começo a cochilar, ainda com o pensamento voltado para o áudio que ouvira pouco antes. Aquela palestra me deixou muito impressionada. As constatações de que a água já acabou em várias partes da Terra por causa da irresponsabilidade do homem e as péssimas perspectivas para os próximos quinze anos me fizeram ficar mais preocupada (*).
Desligo a TV e o umidificador e durmo. Sonho que chove. Ouço a água caindo mansamente sobre o telhado. Acordo e adormeço duas ou três vezes, ouvindo aquela sinfonia. Não sei se sonho ou se penso na felicidade das plantas e dos animais da Horta Comunitária. Estou bem no limiar entre o sono e o despertar, mas não me levanto. Pelo menos não me lembro de tê-lo feito, a menos que eu seja... sonâmbula.
Acho que desperto de acordo com o relógio biológico. Olho para o relógio de mesa que marca nove horas e cinco minutos.
- Nossa Mãe! Dormi demais. Já passou da hora de dar o café da manhã do Skipye, de me vestir de atleta e sair para a caminhada dominical no Eixão Norte. Tenho que me apressar! O sol deve estar a pino e não é bom fazer caminhada tão tarde com essa secura. Estranho! Neste horário os pássaros deveriam estar cantando lá fora...
Salto da cama e vou até a janela para olhar a rua através das persianas.
Separo as lâminas, solto–as e penso:
-Acho que ainda estou sonhando.
Abro toda a janela. Olho. Volto-me para o lado oposto do quarto. Olho novamente para fora. Passo a mão no granito sob a janela. Está molhado. Tudo lá embaixo está molhado. Significa que...
- Tan... tan... tan... tan... Está chovendo!!! Então não era sonho. Choveu mesmo a noite toda. Chuva mansa! Gostosa! Amiga!
Mudo a programação. Visto-me e vou até a parte externa da casa para sentir os pingos sobre a cabeça, cumprimento as plantas, converso com o boxer.
- Você viu, Skipye? Que delícia! Chuva. Chuva, Skipye!!!
Ele festeja comigo, abanando o rabo. Dou-lhe a refeição. Enquanto a cafeteira processa o meu cafezinho, fico olhando a rua toda molhada.
- Ah, como é bom!
Respiro melhor. Abro todas as janelas e portas para que a umidade penetre no interior da casa. Ligo os ventiladores, para tentar destruir os ácaros. A temperatura está agradável. Danço e canto. Não me contenho. Preciso compartilhar. Acordo minha filha.
- Você já viu que delícia? Isto é pura poesia!
Às 10 horas o sol começa a despontar timidamente. Quinze minutos depois já firmou. Às 10h30min saímos para a caminhada no Eixão, com o calor secando as calçadas. Não sei se digo “que bom!” ou “que pena!”. Fico calada. Não é “auspicioso” reclamar do tempo.
São duas horas de caminhada e encontros com a alegria. Todos sorriem, sem motivo aparente. Ótimo astral, estado de espírito em alta. Paz !

- Vamos almoçar todos juntos em um restaurante.
Tudo dá certo: disposição, boa vontade, harmonia, sorrisos, brincadeiras.

- Parece que vai voltar a chover.
- Oba!
- Tomara!
- Legal!
- Que bom!
Voltamos a casa. E ela recomeça mansa, bem vinda, abençoada...
Conversamos alegremente com amigos e familiares pelo telefone sobre... a chuva, é claro!
Noite do dia 31 de maio: Ah, que delícia! Que presentão! Somente nós, os candangos-brasilienses é que sabemos como isso é bom!

http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/

(*) http://novuspress.com/audiosdefigueira/AnaPrimavesi/Amorosos%20sinais%20de%20alerta.mp3

Projetos Culturais T-Bone

Este BLOG é um espaço aberto aos amigos convidados pela T-Bone para publicar seus textos de temas livres, além das notícias do dia-a-dia da ONG. Os colunistas são responsáveis pelo conteúdo publicado. Boa leitura! Luiz Amorim

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