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		<title>Projetos Culturais T-Bone</title>
						<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5</link>
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				<language>pt-BR</language>
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				<ttl>60</ttl>
								<item>
					<title>Poesia</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=poesia_13&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 15:57:31 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna do Luiz Martins</category>					<guid isPermaLink="false">265@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Lua cheia

 

Por Luiz Martins da Silva

 
Para Luiz Amorim, grande lun&#225;tico.

 

Hoje estou com a bola cheia,

Sorte que tamb&#233;m &#233; sua.

Mas, basta olhar para o c&#233;u,

Para ser dono da Lua?

 

Que beleza espantosa!

Que abismo de ironia!

O tanto que &#233;s luminosa,

&#201;s de ju&#237;zo, vazia.

 

Dizem que a Lua serve,

Para dar um prumo ao mundo:

Cabelos, mar&#233;s, esta&#231;&#245;es...

E at&#233; rimas aos cora&#231;&#245;es.

 

Mas que tenhas serventia,

Al&#233;m do culto profano,

De malandro pra vadia

Viver dizendo eu te amo.

 

Lua, deixa de ser tonta,

Traze mais que nota &#224; lira,

Pois loucos, poetas e &#233;brios,

Tamb&#233;m pagam suas contas.

 
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Lua cheia</strong></p>

<p> </p>

<p>Por Luiz Martins da Silva</p>

<p> <br />
<em>Para Luiz Amorim, grande lun&#225;tico.</em></p>

<p> </p>

<p>Hoje estou com a bola cheia,</p>

<p>Sorte que tamb&#233;m &#233; sua.</p>

<p>Mas, basta olhar para o c&#233;u,</p>

<p>Para ser dono da Lua?</p>

<p> </p>

<p>Que beleza espantosa!</p>

<p>Que abismo de ironia!</p>

<p>O tanto que &#233;s luminosa,</p>

<p>&#201;s de ju&#237;zo, vazia.</p>

<p> </p>

<p>Dizem que a Lua serve,</p>

<p>Para dar um prumo ao mundo:</p>

<p>Cabelos, mar&#233;s, esta&#231;&#245;es...</p>

<p>E at&#233; rimas aos cora&#231;&#245;es.</p>

<p> </p>

<p>Mas que tenhas serventia,</p>

<p>Al&#233;m do culto profano,</p>

<p>De malandro pra vadia</p>

<p>Viver dizendo eu te amo.</p>

<p> </p>

<p>Lua, deixa de ser tonta,</p>

<p>Traze mais que nota &#224; lira,</p>

<p>Pois loucos, poetas e &#233;brios,</p>

<p>Tamb&#233;m pagam suas contas.</p>

<p> </p>
]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=265&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>MEL&#195;O DE S&#195;O CAETANO</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=melao_de_sao_caetano&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 12:59:52 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna Sandra Fayad</category>					<guid isPermaLink="false">264@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Sandra Fayad
 
Nas &#250;ltimas mat&#233;rias enviadas ao jornal fiz algumas refer&#234;ncias ao Mel&#227;o de S&#227;o Caetano, que a Dra. Sarah Abrah&#227;o afirma ser a planta usada para curar todos os males, na sua juventude, em Catal&#227;o.
     Hist&#243;ria
Trata-se de uma planta de origem asi&#225;tica, trazida da &#193;frica pelos escravos. Seu nome de batismo &#233; momordica charantia e seu nome popular no Brasil &#233; Mel&#227;o de S&#227;o Caetano. A denomina&#231;&#227;o nasceu do fato de escravos, residentes na regi&#227;o das minas de ouro em Mariana (MG), cultivarem essa planta ao redor de uma capelinha, cujo padroeiro era S&#227;o Caetano e de seu fruto se parecer com um mel&#227;o.
       Fisicamente a planta surge a partir do cultivo de sua semente de cor vermelho vivo, ou espontaneamente quando esta cai em solo &#250;mido e se desenvolve. Ainda tenra, apresenta folhas dentadas cor verde claro. Cultivada pr&#243;ximo a uma cerca ou alambrado, desenvolve-se rapidamente e seu cip&#243;, juntamente com as folhas, vai subindo em dire&#231;&#227;o ao sol como qualquer trepadeira. Em pouco tempo produz flores brancas e delicadas, que se transformam em novos frutos. Estes s&#227;o inicialmente de cor verde claro. O crescimento e o amadurecimento lhes d&#227;o o tom dourado, quando se abrem ao sol para mostrar gra&#250;das sementes &#250;midas cor de cereja, que em contraste com a polpa esbranqui&#231;ada, a casca amarela e as folhas verdes do cip&#243;, oferecem aos olhos um espet&#225;culo imposs&#237;vel de ser ignorado. As sementes comest&#237;veis s&#227;o muito apreciadas pelos p&#225;ssaros e por crian&#231;as, por serem belas e saborosas.
   
  Aplica&#231;&#245;es
No Brasil, recebeu outros apelidos como erva de lavadeira, porque as escravas usavam o ch&#225; de suas folhas para clarear as roupas. O mesmo ch&#225; era usado para banhos em parturientes e para normalizar a temperatura do corpo (febre) de pessoas doentes. &#201; tamb&#233;m conhecido como Mel&#227;ozinho, Fruta-de-negro, Erva-de-S&#227;o-Vicente e Fruta-de-cobra.
De suas delicadas flores &#233; extra&#237;da uma ess&#234;ncia floral conhecida como Momordica, que atua na solu&#231;&#227;o de problemas relacionados &#224; mente, pensamentos e consequente dificuldade de relacionamento pessoal. Essa ess&#234;ncia floral mostrou-se eficaz para ordenar as id&#233;ias de forma clara e r&#225;pida. Atua especialmente naqueles que se encontram embara&#231;ados, repetitivos ou ruminantes, em raz&#227;o de conflitos cotidianos. Da mente &#224;s emo&#231;&#245;es e ao f&#237;sico, este dist&#250;rbio pode causar falta de mem&#243;ria, falta de apetite, des&#226;nimo e depress&#227;o.
A conclus&#227;o &#233; que, sob o efeito ben&#233;fico da ess&#234;ncia Momordica, a pessoa passa a ter id&#233;ias frescas e claras.
Al&#233;m dessa aplica&#231;&#227;o, a ess&#234;ncia floral &#233; considerada eficaz no tratamento de dist&#250;rbios como medo de se expor ou para os que se consideram feios e inadapt&#225;veis ao ambiente em que vivem ou atuam. Atribui-se a ela a capacidade de minimizar as consequ&#234;ncias causadas &#224; pele e aos intestinos das pessoas que s&#227;o exageradamente cr&#237;ticas de si mesmas, que se sentem culpadas de tudo, ou que de fato o s&#227;o, por uma a&#231;&#227;o irrefletida. &#201; tamb&#233;m usado como paliativo por mulheres que perderam filhos atrav&#233;s de aborto, provocado ou espont&#226;neo.
O Mel&#227;o &#233; muito utilizado no combate a todas as doen&#231;as da pele, tais como eczemas, acne e doen&#231;as por fungos. &#201; &#243;timo para os diab&#233;ticos, cura sarna, menstrua&#231;&#227;o dif&#237;cil e c&#243;licas intestinais por vermes. Elimina fur&#250;nculos e, na forma de infus&#227;o, os frutos maduros, s&#227;o apontados como bons para curar hemorr&#243;idas. Existe at&#233; um &#243;leo corporal &#224; base do extrato de Mel&#227;o de S&#227;o Caetano prometendo suavizar manchas e promover a hidrata&#231;&#227;o da pele.
No Brasil, os frutos s&#227;o consumidos principalmente pela comunidade nipo-brasileira, colhidos e vendidos verdes em feiras livres na cidade de S&#227;o Paulo, onde se concentram estas comunidades. S&#227;o preparados e consumidos nos restaurantes japoneses mais tradicionais. Eis a&#237; uma receita:

     Ingredientes
&#8226;	2 mel&#245;es-de-s&#227;o-caetano (Goya)
&#8226;	1 bloco de 300 g de Tofu mais resistente (momen dofu)
&#8226;	2 ovos
&#8226;	&#211;leo para salada
&#8226;	Sal
&#8226;	Shoyo
   
  Modo de preparo
Antes de come&#231;ar o preparo desta receita, &#233; necess&#225;rio que se tire o excesso de &#225;gua do Tofu. Para isso, embrulhe o tofu em uma toalha de pano colocando algo pesado em cima, formando uma esp&#233;cie de prensa (n&#227;o muito forte, &#233; claro, para n&#227;o esmagar o tofu). Pode-se utilizar uma forma de bolo com 4 ou 5 pratos de cer&#226;mica dentro para servir como prensa. Deixe escorrendo por aproximadamente 2 horas.
Ap&#243;s esse per&#237;odo, corte os Tofus em quadrados relativamente grandes e frite-os em &#243;leo para salada ou azeite. Acrescente sal a gosto e, depois de fritos, reserve.
Em seguida, retire as pontas dos mel&#245;es e parta-os ao meio no sentido do comprimento. Retire as sementes usando uma colher de sopa. A seguir, corte-os em fatias finas e acrescente o sal (que tem como fun&#231;&#227;o amaciar o mel&#227;o). Assim que os mel&#245;es estiverem macios, remova o sal enxaguando-os bem.
Frite-os em uma frigideira por um bom tempo. Quanto maior o tempo de fritura, menor o gosto amargo.
Logo ap&#243;s, refogue os mel&#245;es e o Tofu e acrescente os ovos batidos (como se fosse fazer um omelete). Fa&#231;a um mexido com os ovos, mel&#245;es e Tofu, acrescentando Shoyu.
Retire-os do fogo e sirva.
As ramas s&#227;o usadas pelos agricultores como repelente natural de algumas pragas como o pulg&#227;o da erva-doce e do feij&#227;o. Para a extra&#231;&#227;o do sumo adotam-se duas t&#233;cnicas. Na primeira &#233; utilizado um extrator para a retirada da seiva, misturando-a com &#225;lcool para ser colocada no pulverizador. A outra t&#233;cnica, mais simples, n&#227;o necessita do extrator. Com um quilo de ramas verdes pisoteadas e misturadas com &#225;gua e meio litro de &#225;lcool, coloca-se em macera&#231;&#227;o. Ap&#243;s dois dias, espreme-se as ramas para retirar parte do concentrado que ficou retido. Com essa solu&#231;&#227;o pode-se pulverizar a cultura agr&#237;cola. Mais recentemente agricultores iniciaram um teste no &#225;caro do jil&#243; e no pulg&#227;o do pepino e do feij&#227;o macassa.
De fato, vale a pena cultiv&#225;-la. E vai um aviso aos interessados: tenho sementes e frutos congelados.
Fontes Consultadas:
http://www.aleph.com.br/pleiades/ervas/melao%20de%20sao%20caetano.htm
http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Momordica_charantia.htm
http://www.obagastronomia.com.br/melao-de-sao-caetano/
http://www.agroecologiaemrede.org.br/experiencias.php?experiencia=27
http://www.agrisustentavel.com/ta/caetano.htm
http://www.cozinhajaponesa.com.br/v04/receitasjaponesas_d.asp?s=6&#38;c=242
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sandra Fayad</em><br />
 <br />
Nas &#250;ltimas mat&#233;rias enviadas ao jornal fiz algumas refer&#234;ncias ao Mel&#227;o de S&#227;o Caetano, que a Dra. Sarah Abrah&#227;o afirma ser a planta usada para curar todos os males, na sua juventude, em Catal&#227;o.<br />
    <strong> Hist&#243;ria</strong><br />
Trata-se de uma planta de origem asi&#225;tica, trazida da &#193;frica pelos escravos. Seu nome de batismo &#233; momordica charantia e seu nome popular no Brasil &#233; Mel&#227;o de S&#227;o Caetano. A denomina&#231;&#227;o nasceu do fato de escravos, residentes na regi&#227;o das minas de ouro em Mariana (MG), cultivarem essa planta ao redor de uma capelinha, cujo padroeiro era S&#227;o Caetano e de seu fruto se parecer com um mel&#227;o.<br />
       Fisicamente a planta surge a partir do cultivo de sua semente de cor vermelho vivo, ou espontaneamente quando esta cai em solo &#250;mido e se desenvolve. Ainda tenra, apresenta folhas dentadas cor verde claro. Cultivada pr&#243;ximo a uma cerca ou alambrado, desenvolve-se rapidamente e seu cip&#243;, juntamente com as folhas, vai subindo em dire&#231;&#227;o ao sol como qualquer trepadeira. Em pouco tempo produz flores brancas e delicadas, que se transformam em novos frutos. Estes s&#227;o inicialmente de cor verde claro. O crescimento e o amadurecimento lhes d&#227;o o tom dourado, quando se abrem ao sol para mostrar gra&#250;das sementes &#250;midas cor de cereja, que em contraste com a polpa esbranqui&#231;ada, a casca amarela e as folhas verdes do cip&#243;, oferecem aos olhos um espet&#225;culo imposs&#237;vel de ser ignorado. As sementes comest&#237;veis s&#227;o muito apreciadas pelos p&#225;ssaros e por crian&#231;as, por serem belas e saborosas.<br />
   <strong><br />
  Aplica&#231;&#245;es</strong><br />
No Brasil, recebeu outros apelidos como erva de lavadeira, porque as escravas usavam o ch&#225; de suas folhas para clarear as roupas. O mesmo ch&#225; era usado para banhos em parturientes e para normalizar a temperatura do corpo (febre) de pessoas doentes. &#201; tamb&#233;m conhecido como Mel&#227;ozinho, Fruta-de-negro, Erva-de-S&#227;o-Vicente e Fruta-de-cobra.<br />
De suas delicadas flores &#233; extra&#237;da uma ess&#234;ncia floral conhecida como Momordica, que atua na solu&#231;&#227;o de problemas relacionados &#224; mente, pensamentos e consequente dificuldade de relacionamento pessoal. Essa ess&#234;ncia floral mostrou-se eficaz para ordenar as id&#233;ias de forma clara e r&#225;pida. Atua especialmente naqueles que se encontram embara&#231;ados, repetitivos ou ruminantes, em raz&#227;o de conflitos cotidianos. Da mente &#224;s emo&#231;&#245;es e ao f&#237;sico, este dist&#250;rbio pode causar falta de mem&#243;ria, falta de apetite, des&#226;nimo e depress&#227;o.<br />
A conclus&#227;o &#233; que, sob o efeito ben&#233;fico da ess&#234;ncia Momordica, a pessoa passa a ter id&#233;ias frescas e claras.<br />
Al&#233;m dessa aplica&#231;&#227;o, a ess&#234;ncia floral &#233; considerada eficaz no tratamento de dist&#250;rbios como medo de se expor ou para os que se consideram feios e inadapt&#225;veis ao ambiente em que vivem ou atuam. Atribui-se a ela a capacidade de minimizar as consequ&#234;ncias causadas &#224; pele e aos intestinos das pessoas que s&#227;o exageradamente cr&#237;ticas de si mesmas, que se sentem culpadas de tudo, ou que de fato o s&#227;o, por uma a&#231;&#227;o irrefletida. &#201; tamb&#233;m usado como paliativo por mulheres que perderam filhos atrav&#233;s de aborto, provocado ou espont&#226;neo.<br />
O Mel&#227;o &#233; muito utilizado no combate a todas as doen&#231;as da pele, tais como eczemas, acne e doen&#231;as por fungos. &#201; &#243;timo para os diab&#233;ticos, cura sarna, menstrua&#231;&#227;o dif&#237;cil e c&#243;licas intestinais por vermes. Elimina fur&#250;nculos e, na forma de infus&#227;o, os frutos maduros, s&#227;o apontados como bons para curar hemorr&#243;idas. Existe at&#233; um &#243;leo corporal &#224; base do extrato de Mel&#227;o de S&#227;o Caetano prometendo suavizar manchas e promover a hidrata&#231;&#227;o da pele.<br />
No Brasil, os frutos s&#227;o consumidos principalmente pela comunidade nipo-brasileira, colhidos e vendidos verdes em feiras livres na cidade de S&#227;o Paulo, onde se concentram estas comunidades. S&#227;o preparados e consumidos nos restaurantes japoneses mais tradicionais. Eis a&#237; uma receita:</p>

<p>     Ingredientes<br />
&#8226;	2 mel&#245;es-de-s&#227;o-caetano (Goya)<br />
&#8226;	1 bloco de 300 g de Tofu mais resistente (momen dofu)<br />
&#8226;	2 ovos<br />
&#8226;	&#211;leo para salada<br />
&#8226;	Sal<br />
&#8226;	Shoyo<br />
   <br />
  <strong>Modo de preparo</strong><br />
Antes de come&#231;ar o preparo desta receita, &#233; necess&#225;rio que se tire o excesso de &#225;gua do Tofu. Para isso, embrulhe o tofu em uma toalha de pano colocando algo pesado em cima, formando uma esp&#233;cie de prensa (n&#227;o muito forte, &#233; claro, para n&#227;o esmagar o tofu). Pode-se utilizar uma forma de bolo com 4 ou 5 pratos de cer&#226;mica dentro para servir como prensa. Deixe escorrendo por aproximadamente 2 horas.<br />
Ap&#243;s esse per&#237;odo, corte os Tofus em quadrados relativamente grandes e frite-os em &#243;leo para salada ou azeite. Acrescente sal a gosto e, depois de fritos, reserve.<br />
Em seguida, retire as pontas dos mel&#245;es e parta-os ao meio no sentido do comprimento. Retire as sementes usando uma colher de sopa. A seguir, corte-os em fatias finas e acrescente o sal (que tem como fun&#231;&#227;o amaciar o mel&#227;o). Assim que os mel&#245;es estiverem macios, remova o sal enxaguando-os bem.<br />
Frite-os em uma frigideira por um bom tempo. Quanto maior o tempo de fritura, menor o gosto amargo.<br />
Logo ap&#243;s, refogue os mel&#245;es e o Tofu e acrescente os ovos batidos (como se fosse fazer um omelete). Fa&#231;a um mexido com os ovos, mel&#245;es e Tofu, acrescentando Shoyu.<br />
Retire-os do fogo e sirva.<br />
As ramas s&#227;o usadas pelos agricultores como repelente natural de algumas pragas como o pulg&#227;o da erva-doce e do feij&#227;o. Para a extra&#231;&#227;o do sumo adotam-se duas t&#233;cnicas. Na primeira &#233; utilizado um extrator para a retirada da seiva, misturando-a com &#225;lcool para ser colocada no pulverizador. A outra t&#233;cnica, mais simples, n&#227;o necessita do extrator. Com um quilo de ramas verdes pisoteadas e misturadas com &#225;gua e meio litro de &#225;lcool, coloca-se em macera&#231;&#227;o. Ap&#243;s dois dias, espreme-se as ramas para retirar parte do concentrado que ficou retido. Com essa solu&#231;&#227;o pode-se pulverizar a cultura agr&#237;cola. Mais recentemente agricultores iniciaram um teste no &#225;caro do jil&#243; e no pulg&#227;o do pepino e do feij&#227;o macassa.<br />
De fato, vale a pena cultiv&#225;-la. E vai um aviso aos interessados: tenho sementes e frutos congelados.<br />
Fontes Consultadas:<br />
<a href="http://www.aleph.com.br/pleiades/ervas/melao%20de%20sao%20caetano.htm">http://www.aleph.com.br/pleiades/ervas/melao%20de%20sao%20caetano.htm</a><br />
<a href="http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Momordica_charantia.htm">http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Momordica_charantia.htm</a><br />
<a href="http://www.obagastronomia.com.br/melao-de-sao-caetano/">http://www.obagastronomia.com.br/melao-de-sao-caetano/</a><br />
<a href="http://www.agroecologiaemrede.org.br/experiencias.php?experiencia=27">http://www.agroecologiaemrede.org.br/experiencias.php?experiencia=27</a><br />
<a href="http://www.agrisustentavel.com/ta/caetano.htm">http://www.agrisustentavel.com/ta/caetano.htm</a><br />
<a href="http://www.cozinhajaponesa.com.br/v04/receitasjaponesas_d.asp?s=6&amp;c=242">http://www.cozinhajaponesa.com.br/v04/receitasjaponesas_d.asp?s=6&amp;c=242</a></p>
]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=264&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Homenagem a Cl&#233;sio Ferreira </title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=homenagem_a_clesio_ferreira&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 00:22:35 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">263@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>
A m&#250;sica popular brasileira, o p&#250;blico e os artistas brasilienses, perderam nesta ter&#231;a-feira (6/7), o grande artista Cl&#233;sio Ferreira.

Cl&#233;sio e seus irm&#227;os Clodo e Clim&#233;rio, apresentaram-se nas Noites Culturais e em 2002 gravaram a colet&#226;nea &#8220;Tiro Certeiro&#8221;, com o apoio da T-Bone. 


O A&#231;ougue Cultural T-Bone apresenta sua solidariedade e sentimentos aos familiares desse grande cantor e compositor, autor de Revela&#231;&#227;o, o primeiro sucesso radiof&#244;nico de Raimundo Fagner, e formou com os irm&#227;os Clodo e Clim&#233;rio o grupo que se tornou refer&#234;ncia na m&#250;sica de Bras&#237;lia.
</description>
					<content:encoded><![CDATA[
<p>A m&#250;sica popular brasileira, o p&#250;blico e os artistas brasilienses, perderam nesta ter&#231;a-feira (6/7), o grande artista Cl&#233;sio Ferreira.</p>

<p>Cl&#233;sio e seus irm&#227;os Clodo e Clim&#233;rio, apresentaram-se nas Noites Culturais e em 2002 gravaram a colet&#226;nea &#8220;Tiro Certeiro&#8221;, com o apoio da T-Bone. </p>


<p>O A&#231;ougue Cultural T-Bone apresenta sua solidariedade e sentimentos aos familiares desse grande cantor e compositor, autor de Revela&#231;&#227;o, o primeiro sucesso radiof&#244;nico de Raimundo Fagner, e formou com os irm&#227;os Clodo e Clim&#233;rio o grupo que se tornou refer&#234;ncia na m&#250;sica de Bras&#237;lia.</p>
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					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=263&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Bras&#237;lia 50 anos</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=brasilia_50_anos&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 12:42:35 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna Sandra Fayad</category>					<guid isPermaLink="false">262@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>DECLARA&#199;&#195;O DE AMOR A BRAS&#205;LIA
Sandra Fayad

Amo teu horizonte plano,
Onde ainda h&#225;
Lobeira e Lobo-Guar&#225;.
Amo teu areal des&#233;rtico
E as Pontes sobre o Parano&#225;.
Amo tuas &#225;rvores tortas,
Que sombreiam o Tamandu&#225;.
Amo a saudade que sinto
Quando estou do lado de l&#225;.
Ent&#227;o eu volto ao teu seio quente,
Que amamenta abundantemente
Os caminhos retos 
Que ligam meus pais
Aos meus netos.

Obs:  Bras&#237;lia fica no Planalto Central do Brasil; Lobeira &#8211;planta em extin&#231;&#227;o da qual depende o Lobo-Guar&#225; (animal em extin&#231;&#227;o) para sobreviver; Tamandu&#225;-Bandeira (animal em extin&#231;&#227;o);Parano&#225; &#233; o Lago artificial que banha a cidade.</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DECLARA&#199;&#195;O DE AMOR A BRAS&#205;LIA</strong><br />
Sandra Fayad</p>

<p>Amo teu horizonte plano,<br />
Onde ainda h&#225;<br />
Lobeira e Lobo-Guar&#225;.<br />
Amo teu areal des&#233;rtico<br />
E as Pontes sobre o Parano&#225;.<br />
Amo tuas &#225;rvores tortas,<br />
Que sombreiam o Tamandu&#225;.<br />
Amo a saudade que sinto<br />
Quando estou do lado de l&#225;.<br />
Ent&#227;o eu volto ao teu seio quente,<br />
Que amamenta abundantemente<br />
Os caminhos retos <br />
Que ligam meus pais<br />
Aos meus netos.</p>

<p><em>Obs:  Bras&#237;lia fica no Planalto Central do Brasil; Lobeira &#8211;planta em extin&#231;&#227;o da qual depende o Lobo-Guar&#225; (animal em extin&#231;&#227;o) para sobreviver; Tamandu&#225;-Bandeira (animal em extin&#231;&#227;o);Parano&#225; &#233; o Lago artificial que banha a cidade.</em></p>]]></content:encoded>
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				</item>
								<item>
					<title>Homenagem</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=homenagem_2&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 16:47:22 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">261@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Clodo Ferreira &#233; o homenageado do Projeto Bibliom&#250;sica 2010

 

Criado h&#225; 15 anos, o Projeto Bibliom&#250;sica da Biblioteca Demonstrativa de Bras&#237;lia (W/3-Sul, EQ. 506/7)  presta homenagem ao compositor Clodo Ferreira no dia 29 de mar&#231;o (2&#170; feira), &#224;s 19h30. Da programa&#231;&#227;o constam: exposi&#231;&#227;o sobre o homenageado e show musical com o artista e sua banda, formada pelos m&#250;sicos NELSINHO SERRA (cavaquinho); FELIPE PESSOA (7 cordas), JO&#195;O FERREIRA (arranjos e viol&#227;o) e PEDRO FERREIRA (percuss&#227;o). Ser&#225; cobrado ingresso no valor de R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes e idosos). A indica&#231;&#227;o de faixa et&#225;ria para o evento &#233; livre.

 

Contamos com a presen&#231;a de todos!
Mais informa&#231;&#245;es: 61 3244-3015 / 3443-5682

</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Clodo Ferreira &#233; o homenageado do Projeto Bibliom&#250;sica 2010</strong></p>

<p> </p>

<p>Criado h&#225; 15 anos, o Projeto Bibliom&#250;sica da Biblioteca Demonstrativa de Bras&#237;lia (W/3-Sul, EQ. 506/7)  presta homenagem ao compositor Clodo Ferreira no dia 29 de mar&#231;o (2&#170; feira), &#224;s 19h30. Da programa&#231;&#227;o constam: exposi&#231;&#227;o sobre o homenageado e show musical com o artista e sua banda, formada pelos m&#250;sicos NELSINHO SERRA (cavaquinho); FELIPE PESSOA (7 cordas), JO&#195;O FERREIRA (arranjos e viol&#227;o) e PEDRO FERREIRA (percuss&#227;o). Ser&#225; cobrado ingresso no valor de R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes e idosos). A indica&#231;&#227;o de faixa et&#225;ria para o evento &#233; livre.</p>

<p> </p>

<p>Contamos com a presen&#231;a de todos!<br />
Mais informa&#231;&#245;es: 61 3244-3015 / 3443-5682</p>

]]></content:encoded>
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				</item>
								<item>
					<title>Concurso de frases pelos 50 anos da Capital do Brasil</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=concurso_de_frases_pelos_50_anos_da_capi&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 18:06:47 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">260@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>

No anivers&#225;rio da capital do Brasil, brasileiros e estrangeiros t&#234;m a chance de enviar frases para homenagear as belezas de Bras&#237;lia e declarar a sua grande hist&#243;ria de amor pela capital do Brasil. As melhores frases far&#227;o parte do livro &#8220;Bras&#237;lia Vale Ouro&#8221;, a ser editado por empresa privada, com apoio institucional da Associa&#231;&#227;o Comercial do Distrito Federal (ACDF).
 
Para participar do concurso &#8220;Bras&#237;lia Vale Ouro&#8221;, o internauta deve acessar o hot site www.brasiliavaleouro.com.br e criar uma frase em homenagem &#224; Bras&#237;lia e clicar em enviar. O concurso vai at&#233; 21 de abril de 2010.
 
Brasiliavaleouro.com.br
 </description>
					<content:encoded><![CDATA[

<p>No anivers&#225;rio da capital do Brasil, brasileiros e estrangeiros t&#234;m a chance de enviar frases para homenagear as belezas de Bras&#237;lia e declarar a sua grande hist&#243;ria de amor pela capital do Brasil. As melhores frases far&#227;o parte do livro &#8220;Bras&#237;lia Vale Ouro&#8221;, a ser editado por empresa privada, com apoio institucional da Associa&#231;&#227;o Comercial do Distrito Federal (ACDF).<br />
 <br />
Para participar do concurso &#8220;Bras&#237;lia Vale Ouro&#8221;, o internauta deve acessar o hot site <a href="http://www.brasiliavaleouro.com.br">www.brasiliavaleouro.com.br</a> e criar uma frase em homenagem &#224; Bras&#237;lia e clicar em enviar. O concurso vai at&#233; 21 de abril de 2010.<br />
 <strong><br />
Brasiliavaleouro.com.br<br />
 </strong></p>]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=260&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Cr&#244;nica</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=cronica_9&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 12:59:54 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna Alo&#237;sio Brand&#227;o</category>					<guid isPermaLink="false">259@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Os reiseiros cabisbaixos


Por Alo&#237;sio Brand&#227;o,
compositor e jornalista.
(aloisio.brandao@ig.com.br)


Choveu &#8211; e choveu muito &#8211; entre o Natal de 2009 e o Ano Novo, em Santana dos Brejos, sert&#227;o e oeste da Bahia. Sertanejo que &#233; sertanejo ri, de orelha a orelha; chora de emo&#231;&#227;o e at&#233; arrisca versos e cantos, diante de uma chuva boa. Havia uma alegria contagiante, no Munic&#237;pio, no fim do ano, porque a chuva era abundante; as aguadas para o gado, fartas; o pasto e as planta&#231;&#245;es, verdes e crescidos. Ningu&#233;m se importaria, caso a chuva n&#227;o desse uma tr&#233;gua, &#224; noite, durante os festejos do r&#233;veillon, quando uma queima de fogos e um trio el&#233;trico a plenos decib&#233;is agitariam os santanenses que lotam o Cal&#231;ad&#227;o, no centro da cidade.

Mas eis que, l&#225; pelas 15 horas, o c&#233;u se abriu, e o fim da tarde chegou com a mansid&#227;o brejeira de sempre, e uns p&#225;lidos lilases enfeitavam as bordas das nuvens que insistiam em n&#227;o se dissipar. Ent&#227;o, meu irm&#227;o, C&#233;sar, e eu fomos dar um passeio de carro com nosso pai, Seu Benedito, por bairros mais distantes da pequena cidade.

Do alto dos seus 98 anos, papai n&#227;o perdeu o vigor, nem a lucidez. E n&#227;o aceita ficar &#224; margem do que acontece, no Munic&#237;pio. Quer ver a escola em constru&#231;&#227;o, o cal&#231;amento novo no bairro mais afastado, a ponte ainda no alicerce. Questiona tudo, faz coment&#225;rios e jamais deixa de manifestar o seu otimismo em rela&#231;&#227;o ao lugar. Naquela tardinha, aproveitamos para visitar amigos e lhes dar um abra&#231;o de Ano Novo. 

Meu irm&#227;o, ao volante, tomou o rumo do Bairro S&#227;o Jos&#233;, onde um Cruzeiro em frente &#224; casa em ru&#237;nas do velho Otac&#237;lio exp&#245;e-se como o que, ainda, resta de um tempo de bonan&#231;a. Ouv&#237;amos, no toca-cd do carro, um disco de Nelson Gon&#231;alves. Ouvir Nels&#227;o &#233; um passo para a boa emo&#231;&#227;o e para desencavar velhas lembran&#231;as da inf&#226;ncia.

Criei-me, saboreando p&#233;rolas musicais vindas dos alto-falantes que varavam o c&#233;u, entravam pelas casas, encharcavam toda a cidade de uma do&#231;ura indescrit&#237;vel. Um deles era o &#8220;Servi&#231;o de Alto-falante A Voz Record&#8221; (com quatro potentes projetores por toda a cidade, como fazia quest&#227;o de frisar a apresentadora Nicinha de L&#234;, a mulher com penas de beija-flor na garganta).

Ou o alto-falante das &#8220;Casas a Vencedora&#8221;, liderado pelo meu ent&#227;o professor de ingl&#234;s Vilmar de Souza, hoje, um homem devotado ao estudo da hist&#243;ria do Munic&#237;pio. Vilmar apresentava o inesquec&#237;vel &#8220;Saladinha de Sucessos&#8221;. J&#225; o &#8220;Servi&#231;o de Alto-falante Santo Ant&#244;nio&#8221;, pertencente ao Posto de Gasolina Santo Ant&#244;nio, trazia um programa matinal cujo apresentador, T&#245;e de Do&#227;o, diariamente, tocava a bela &#8220;Normalista&#8221; (Benedito Lacerda e David Nasser). Nelson Gon&#231;alves, portanto, era obrigat&#243;rio, em Santana dos Brejos.
 
Voltando ao nosso passeio de fim de tarde, l&#225; fomos n&#243;s visitar Maria, a empregada de nossa casa, aposentada h&#225; uns 15 anos, mas uma presen&#231;a forte entre n&#243;s. Na volta, ouvi, de longe, pela fresta da janela do carro, a inconfund&#237;vel m&#250;sica dos reiseiros santanneses. Pedi ao meu irm&#227;o que parasse o carro. Andei uns 50 metros, at&#233; alcan&#231;ar-lhes &#224; entrada de uma casa. 

Manifesta&#231;&#227;o das mais puras e intensas de Santana dos Brejos de outros tempos, aquele grupo de reiseiros, naquela tarde, por&#233;m, trazia alguma melancolia que, no in&#237;cio, eu n&#227;o percebi, mas, depois, os minutos me fizeram reparar. Da&#237;, a descobrir a sua origem, foi um triz. A ponta de tristeza vinha da indiferen&#231;a a eles dispensada pelas pessoas. 

Alegres, os resiseiros saem pelas casas da cidade ou dos povoados distantes, durante os nove dias que antecedem a sua data m&#225;xima, 6 de Janeiro, levando a sua folia. Mas o cora&#231;&#227;o das pessoas daquela ruazinha j&#225; n&#227;o parecia mais ser tocado pela m&#250;sica daquele grupo. 

Meio acabrunhado, o grupo era de n&#227;o mais que oito pobres homens solit&#225;rios e de m&#227;os calejadas pelo trabalho honrado, no campo, que, naquela rua distante e sossegada, ao fim daquela tarde do &#250;ltimo dia de 2009, tocavam os seus instrumentos de fabrica&#231;&#227;o caseira (p&#237;faros de tabocas, tambores, marac&#225;s, reco-recos, ganz&#225;s) e cantavam para ningu&#233;m. 

Ningu&#233;m os seguia, como em outros tempos. &#192; porta de algumas casas, j&#225; n&#227;o havia o corre-corre feliz que animava a chegada dos reiseiros, em tempos n&#227;o t&#227;o distantes. T&#227;o agitadas eram as suas chegadas &#224;s casas que eles mal conseguiam tomar as salas e se postar diante das lapinhas, onde iniciavam os seus catares e tocares. Aquele grupo que vi, na ruazinha do bairro distante, na tarde de 31 de dezembro de 2009, saiu de algumas casas do jeito que entrou: cabisbaixo, abatido, como se n&#227;o conseguisse romper a cerca de indiferen&#231;a que se formou diante de si. 

Passei o resto da noite com aqueles homens na cabe&#231;a. Evoquei cenas de minha inf&#226;ncia, quando uma multid&#227;o os acompanharia, dividindo com eles o canto, enquanto os donos das casas fariam as honras e serviriam comida e bebida, fartamente, como manda a boa tradi&#231;&#227;o. E fui formando um bolo de questionamentos, como: que futuro aguarda a Folia de Reis, em Santana dos Brejos? Os reiseiros conseguir&#227;o tirar for&#231;as de seu pr&#243;prio desalento para sobreviver?

As perguntas n&#227;o s&#227;o sem sentido. Outras manifesta&#231;&#245;es santanenses, como os Caboclinhos, foram empurradas para o mesmo precip&#237;cio onde est&#227;o soterradas outras manifesta&#231;&#245;es folcl&#243;ricas e culturais, como a representa&#231;&#227;o da luta entre Cat&#243;licos e Mouros, que contava com a lideran&#231;a intr&#233;pida de Jaime Vilas Boas, nos anos 60 e 70. N&#227;o pode ser este o mesmo destino dos reiseiros.

O fen&#244;meno que imp&#245;e uma dist&#226;ncia abismal no tempo que nos separa de nossa pr&#243;pria cultura &#233; universal, ressalte-se. Registre-se o esfor&#231;o, em alguns Munic&#237;pios brasileiros, envolvendo popula&#231;&#227;o, poder p&#250;blico e organiza&#231;&#245;es n&#227;o-governamentais, com o objetivo de manter vivas as manifesta&#231;&#245;es folcl&#243;ricas locais. Sabem as popula&#231;&#245;es desses lugares que se o seu passado for soterrado, elas ficar&#227;o sem futuro.

Eu cresci, em Santana dos Brejos, acompanhando os grupos de Reis do povoado do Tabuleirinho e da Rua das Pedras. Andava longas dist&#226;ncias (&#224;s vezes, de um povoado para o outro), dan&#231;ando, cantando e tocando tambor com eles, bebendo de sua sabedoria e de sua cultura. Era uma alegria chegar &#224; porta de uma casa e v&#234;-los felizes, sendo recepcionados pelos moradores e seus vizinhos. E, num passe de m&#225;gica, a casa inteira, da porta da frente ao quintal, estava lotada de gente alegre.

Ali, estava a alma pura e viva de um povo, manifestada em sua cultura e levada ao m&#225;ximo da alegria. O canto dos reiseiros &#233; o cord&#227;o umbilical que os liga ao seu ventre cultural, &#224; sua raiz ancestral. Se esse cord&#227;o for rompido, um v&#225;cuo se formar&#225;, deixando em seu lugar nada, al&#233;m de um vazio doloroso. 

Festa religiosa de origem portuguesa que ancorou, no Brasil, no s&#233;culo XVIII, a Folia de Reis tem uma natureza religiosa, al&#233;m de certa voltagem l&#250;dica. Est&#225; associada, na tradi&#231;&#227;o cat&#243;lica, &#224; passagem b&#237;blica em que Jesus foi visitado pelos Reis Magos Melchior, Baltazar e Gaspar.

Tratar esses homens (as mulheres n&#227;o integram grupos de Reis, mas apenas acompanham os maridos, de perto) de &#8220;bando de desocupados&#8221; ou de &#8220;cachaceiros&#8221; &#233; de uma grosseria abomin&#225;vel. Pelo contr&#225;rio, os que assim entendem deveriam curvar-se diante de um grupo de reiseiros, em sinal de respeito &#224; cultura que ele transporta e transfere, h&#225; mais de um s&#233;culo, de pai para filho, num processo delicado, como se todos eles estivessem coletivamente prenhes de um filho amado. E est&#227;o mesmo gr&#225;vidos, mas de cultura. E mais: todos deveriam abrir-lhes a porta e o cora&#231;&#227;o, porque &#233; a vida que vai entrar, ali. Ora, cultura &#233; vida.



</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os reiseiros cabisbaixos</strong></p>


<p>Por Alo&#237;sio Brand&#227;o,<br />
compositor e jornalista.<br />
(aloisio.brandao@ig.com.br)</p>


<p>Choveu &#8211; e choveu muito &#8211; entre o Natal de 2009 e o Ano Novo, em Santana dos Brejos, sert&#227;o e oeste da Bahia. Sertanejo que &#233; sertanejo ri, de orelha a orelha; chora de emo&#231;&#227;o e at&#233; arrisca versos e cantos, diante de uma chuva boa. Havia uma alegria contagiante, no Munic&#237;pio, no fim do ano, porque a chuva era abundante; as aguadas para o gado, fartas; o pasto e as planta&#231;&#245;es, verdes e crescidos. Ningu&#233;m se importaria, caso a chuva n&#227;o desse uma tr&#233;gua, &#224; noite, durante os festejos do r&#233;veillon, quando uma queima de fogos e um trio el&#233;trico a plenos decib&#233;is agitariam os santanenses que lotam o Cal&#231;ad&#227;o, no centro da cidade.</p>

<p>Mas eis que, l&#225; pelas 15 horas, o c&#233;u se abriu, e o fim da tarde chegou com a mansid&#227;o brejeira de sempre, e uns p&#225;lidos lilases enfeitavam as bordas das nuvens que insistiam em n&#227;o se dissipar. Ent&#227;o, meu irm&#227;o, C&#233;sar, e eu fomos dar um passeio de carro com nosso pai, Seu Benedito, por bairros mais distantes da pequena cidade.</p>

<p>Do alto dos seus 98 anos, papai n&#227;o perdeu o vigor, nem a lucidez. E n&#227;o aceita ficar &#224; margem do que acontece, no Munic&#237;pio. Quer ver a escola em constru&#231;&#227;o, o cal&#231;amento novo no bairro mais afastado, a ponte ainda no alicerce. Questiona tudo, faz coment&#225;rios e jamais deixa de manifestar o seu otimismo em rela&#231;&#227;o ao lugar. Naquela tardinha, aproveitamos para visitar amigos e lhes dar um abra&#231;o de Ano Novo. </p>

<p>Meu irm&#227;o, ao volante, tomou o rumo do Bairro S&#227;o Jos&#233;, onde um Cruzeiro em frente &#224; casa em ru&#237;nas do velho Otac&#237;lio exp&#245;e-se como o que, ainda, resta de um tempo de bonan&#231;a. Ouv&#237;amos, no toca-cd do carro, um disco de Nelson Gon&#231;alves. Ouvir Nels&#227;o &#233; um passo para a boa emo&#231;&#227;o e para desencavar velhas lembran&#231;as da inf&#226;ncia.</p>

<p>Criei-me, saboreando p&#233;rolas musicais vindas dos alto-falantes que varavam o c&#233;u, entravam pelas casas, encharcavam toda a cidade de uma do&#231;ura indescrit&#237;vel. Um deles era o &#8220;Servi&#231;o de Alto-falante A Voz Record&#8221; (com quatro potentes projetores por toda a cidade, como fazia quest&#227;o de frisar a apresentadora Nicinha de L&#234;, a mulher com penas de beija-flor na garganta).</p>

<p>Ou o alto-falante das &#8220;Casas a Vencedora&#8221;, liderado pelo meu ent&#227;o professor de ingl&#234;s Vilmar de Souza, hoje, um homem devotado ao estudo da hist&#243;ria do Munic&#237;pio. Vilmar apresentava o inesquec&#237;vel &#8220;Saladinha de Sucessos&#8221;. J&#225; o &#8220;Servi&#231;o de Alto-falante Santo Ant&#244;nio&#8221;, pertencente ao Posto de Gasolina Santo Ant&#244;nio, trazia um programa matinal cujo apresentador, T&#245;e de Do&#227;o, diariamente, tocava a bela &#8220;Normalista&#8221; (Benedito Lacerda e David Nasser). Nelson Gon&#231;alves, portanto, era obrigat&#243;rio, em Santana dos Brejos.<br />
 <br />
Voltando ao nosso passeio de fim de tarde, l&#225; fomos n&#243;s visitar Maria, a empregada de nossa casa, aposentada h&#225; uns 15 anos, mas uma presen&#231;a forte entre n&#243;s. Na volta, ouvi, de longe, pela fresta da janela do carro, a inconfund&#237;vel m&#250;sica dos reiseiros santanneses. Pedi ao meu irm&#227;o que parasse o carro. Andei uns 50 metros, at&#233; alcan&#231;ar-lhes &#224; entrada de uma casa. </p>

<p>Manifesta&#231;&#227;o das mais puras e intensas de Santana dos Brejos de outros tempos, aquele grupo de reiseiros, naquela tarde, por&#233;m, trazia alguma melancolia que, no in&#237;cio, eu n&#227;o percebi, mas, depois, os minutos me fizeram reparar. Da&#237;, a descobrir a sua origem, foi um triz. A ponta de tristeza vinha da indiferen&#231;a a eles dispensada pelas pessoas. </p>

<p>Alegres, os resiseiros saem pelas casas da cidade ou dos povoados distantes, durante os nove dias que antecedem a sua data m&#225;xima, 6 de Janeiro, levando a sua folia. Mas o cora&#231;&#227;o das pessoas daquela ruazinha j&#225; n&#227;o parecia mais ser tocado pela m&#250;sica daquele grupo. </p>

<p>Meio acabrunhado, o grupo era de n&#227;o mais que oito pobres homens solit&#225;rios e de m&#227;os calejadas pelo trabalho honrado, no campo, que, naquela rua distante e sossegada, ao fim daquela tarde do &#250;ltimo dia de 2009, tocavam os seus instrumentos de fabrica&#231;&#227;o caseira (p&#237;faros de tabocas, tambores, marac&#225;s, reco-recos, ganz&#225;s) e cantavam para ningu&#233;m. </p>

<p>Ningu&#233;m os seguia, como em outros tempos. &#192; porta de algumas casas, j&#225; n&#227;o havia o corre-corre feliz que animava a chegada dos reiseiros, em tempos n&#227;o t&#227;o distantes. T&#227;o agitadas eram as suas chegadas &#224;s casas que eles mal conseguiam tomar as salas e se postar diante das lapinhas, onde iniciavam os seus catares e tocares. Aquele grupo que vi, na ruazinha do bairro distante, na tarde de 31 de dezembro de 2009, saiu de algumas casas do jeito que entrou: cabisbaixo, abatido, como se n&#227;o conseguisse romper a cerca de indiferen&#231;a que se formou diante de si. </p>

<p>Passei o resto da noite com aqueles homens na cabe&#231;a. Evoquei cenas de minha inf&#226;ncia, quando uma multid&#227;o os acompanharia, dividindo com eles o canto, enquanto os donos das casas fariam as honras e serviriam comida e bebida, fartamente, como manda a boa tradi&#231;&#227;o. E fui formando um bolo de questionamentos, como: que futuro aguarda a Folia de Reis, em Santana dos Brejos? Os reiseiros conseguir&#227;o tirar for&#231;as de seu pr&#243;prio desalento para sobreviver?</p>

<p>As perguntas n&#227;o s&#227;o sem sentido. Outras manifesta&#231;&#245;es santanenses, como os Caboclinhos, foram empurradas para o mesmo precip&#237;cio onde est&#227;o soterradas outras manifesta&#231;&#245;es folcl&#243;ricas e culturais, como a representa&#231;&#227;o da luta entre Cat&#243;licos e Mouros, que contava com a lideran&#231;a intr&#233;pida de Jaime Vilas Boas, nos anos 60 e 70. N&#227;o pode ser este o mesmo destino dos reiseiros.</p>

<p>O fen&#244;meno que imp&#245;e uma dist&#226;ncia abismal no tempo que nos separa de nossa pr&#243;pria cultura &#233; universal, ressalte-se. Registre-se o esfor&#231;o, em alguns Munic&#237;pios brasileiros, envolvendo popula&#231;&#227;o, poder p&#250;blico e organiza&#231;&#245;es n&#227;o-governamentais, com o objetivo de manter vivas as manifesta&#231;&#245;es folcl&#243;ricas locais. Sabem as popula&#231;&#245;es desses lugares que se o seu passado for soterrado, elas ficar&#227;o sem futuro.</p>

<p>Eu cresci, em Santana dos Brejos, acompanhando os grupos de Reis do povoado do Tabuleirinho e da Rua das Pedras. Andava longas dist&#226;ncias (&#224;s vezes, de um povoado para o outro), dan&#231;ando, cantando e tocando tambor com eles, bebendo de sua sabedoria e de sua cultura. Era uma alegria chegar &#224; porta de uma casa e v&#234;-los felizes, sendo recepcionados pelos moradores e seus vizinhos. E, num passe de m&#225;gica, a casa inteira, da porta da frente ao quintal, estava lotada de gente alegre.</p>

<p>Ali, estava a alma pura e viva de um povo, manifestada em sua cultura e levada ao m&#225;ximo da alegria. O canto dos reiseiros &#233; o cord&#227;o umbilical que os liga ao seu ventre cultural, &#224; sua raiz ancestral. Se esse cord&#227;o for rompido, um v&#225;cuo se formar&#225;, deixando em seu lugar nada, al&#233;m de um vazio doloroso. </p>

<p>Festa religiosa de origem portuguesa que ancorou, no Brasil, no s&#233;culo XVIII, a Folia de Reis tem uma natureza religiosa, al&#233;m de certa voltagem l&#250;dica. Est&#225; associada, na tradi&#231;&#227;o cat&#243;lica, &#224; passagem b&#237;blica em que Jesus foi visitado pelos Reis Magos Melchior, Baltazar e Gaspar.</p>

<p>Tratar esses homens (as mulheres n&#227;o integram grupos de Reis, mas apenas acompanham os maridos, de perto) de &#8220;bando de desocupados&#8221; ou de &#8220;cachaceiros&#8221; &#233; de uma grosseria abomin&#225;vel. Pelo contr&#225;rio, os que assim entendem deveriam curvar-se diante de um grupo de reiseiros, em sinal de respeito &#224; cultura que ele transporta e transfere, h&#225; mais de um s&#233;culo, de pai para filho, num processo delicado, como se todos eles estivessem coletivamente prenhes de um filho amado. E est&#227;o mesmo gr&#225;vidos, mas de cultura. E mais: todos deveriam abrir-lhes a porta e o cora&#231;&#227;o, porque &#233; a vida que vai entrar, ali. Ora, cultura &#233; vida.</p>



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					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=259&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>HOMENAGEM POS-MORTE AO ARIOSTO TEIXEIRA</title>
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					<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 15:33:57 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">258@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>NOTICIA DO www.blogdoturiba.blogspot.com


HOMENAGEM POS-MORTE SER&#193; TER&#199;A-FEIRA, NO CAF&#201; MARTINICA

O poeta e jornalista Aristo Teixeira, 56 anos, falecido no &#250;ltimo s&#225;bado, dia 23, ser&#225; homenageado pelos poetas, escritores  e seus colegas jornalistas nesta ter&#231;a-feira, no Caf&#233; Martinica, a partir das 21 horas.

Ariosto morreu na noite do &#250;ltimo s&#225;bado no Hospital Santa Helena, em Bras&#237;lia. Ele deixou vi&#250;va, dois filhos, um livro de poemas publicado e outro in&#233;dito.

O vel&#243;rio foi neste domingo (dia 24/01) no cemit&#233;rio Campo da Esperan&#231;a, em Bras&#237;lia, e contou com a presen&#231;a de familiares, amigos, jornalistas e artistas da capital.

O presidente do Congresso Nacional, senador Jos&#233; Sarney; e o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, estiveram presentes no vel&#243;rio, assim como personalidades do mundo pol&#237;tico. 

O corpo de Ariosto Teixeira ser&#225; cremado nesta segunda-feira, em Luzi&#226;nia, Goi&#225;s.
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p>NOTICIA DO <a href="http://www.blogdoturiba.blogspot.com">www.blogdoturiba.blogspot.com</a></p>


<p><strong>HOMENAGEM POS-MORTE SER&#193; TER&#199;A-FEIRA, NO CAF&#201; MARTINICA</strong></p>

<p>O poeta e jornalista Aristo Teixeira, 56 anos, falecido no &#250;ltimo s&#225;bado, dia 23, ser&#225; homenageado pelos poetas, escritores  e seus colegas jornalistas nesta ter&#231;a-feira, no Caf&#233; Martinica, a partir das 21 horas.</p>

<p>Ariosto morreu na noite do &#250;ltimo s&#225;bado no Hospital Santa Helena, em Bras&#237;lia. Ele deixou vi&#250;va, dois filhos, um livro de poemas publicado e outro in&#233;dito.</p>

<p>O vel&#243;rio foi neste domingo (dia 24/01) no cemit&#233;rio Campo da Esperan&#231;a, em Bras&#237;lia, e contou com a presen&#231;a de familiares, amigos, jornalistas e artistas da capital.</p>

<p>O presidente do Congresso Nacional, senador Jos&#233; Sarney; e o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, estiveram presentes no vel&#243;rio, assim como personalidades do mundo pol&#237;tico. </p>

<p>O corpo de Ariosto Teixeira ser&#225; cremado nesta segunda-feira, em Luzi&#226;nia, Goi&#225;s.</p>
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					<title>M&#250;sica</title>
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					<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 13:04:29 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">257@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>O jornalista e cantor Anand Rao escreveu uma m&#250;sica bem bacana sobre o A&#231;ougue Cultural T-Bone e o Luiz Amorim. Confiram no link: 


http://www.youtube.com/watch?v=GM7c2YiqPQU
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista e cantor Anand Rao escreveu uma m&#250;sica bem bacana sobre o A&#231;ougue Cultural T-Bone e o Luiz Amorim. Confiram no link: </p>


<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=GM7c2YiqPQU">http://www.youtube.com/watch?v=GM7c2YiqPQU</a></p>
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								<item>
					<title>Sigamos juntos</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=sigamos_juntos&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 11:23:04 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">256@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Sigamos juntos, 
vamos de m&#227;os dadas
                                                                                                       
    J&#225; percebeu que, no Natal, as &#225;rvores n&#227;o d&#227;o sombra, e sim luz?  &#192; sua luz nos encontramos e nos tocamos, e assim se realiza o esp&#237;rito do Natal, que se revela no jeito simples de nos olharmos na rua, como se uma cumplicidade misteriosa de repente nos invadisse; no sorriso infantil que brota do rosto dos velhos e das crian&#231;as, quando ganham um beijo; nos cotovelos que se tocam inadvertidamente durante o Venite Fidelis, na Missa do Galo; no abra&#231;o entre votos de Feliz Natal que damos sem mesmo entender por que o fazemos, mas na certeza de que o abra&#231;o por si se basta e se justifica.  
 
    De repente conclu&#237;mos, espantados, que Natal, na verdade, &#233; tudo o que n&#227;o est&#225; na tv, tudo o que n&#227;o custa dinheiro, tudo o que n&#227;o se pode comprar. Pois n&#227;o existe nada mais antinatalino do que um shopping lotado, com pessoas se esbarrando, m&#227;os ocupadas com pacotes, e portanto sem m&#227;os para ...se cumprimentar! Nada mais antinatalino do que essa &#226;nsia desesperada pela compra de presentes, essas impreca&#231;&#245;es que ouvimos nas filas das lojas abarrotadas de impaci&#234;ncia e barulhos de registradoras. Ou o suor e a agonia com as provid&#234;ncias da ceia, em que nos embebedamos &#224; complac&#234;ncia de um velho falso, sa&#237;do da neve, que faz um inintelig&#237;vel ho-ho-ho, enquanto toca renitentemente um sino, sem perceber que o bl&#233;m-bl&#233;m do sino pode acordar o menino esquecido no fundo do pres&#233;pio.    
 
    Ainda assim &#233; tempo de comemorar o Natal. 
 
    Eu, por exemplo, esque&#231;o o Cristo crucificado, imagem da qual nunca gostei, mesmo nos tempos de coroinha. Porque &#233; a imagem da dor, e n&#227;o da alegria. Ningu&#233;m gosta de dor. Nem eu. Prefiro a imagem do menino, sorridente sobre a fragilidade das palhas onde Maria o deitou, envolvido em seu manto, na noite gelada de Bel&#233;m. Em Deus n&#227;o acredito, como j&#225; disse Miguel Torga, mas como n&#227;o acreditar no menino?
 
    Os reis magos, ah, esses nunca me enganaram, com seus presentes de adultos.  Utilitaristas, inauguraram o tempo da usura e da dissipa&#231;&#227;o, ao levar ouro, mirra e incenso &#224; gruta de Bel&#233;m. Isto s&#227;o coisas que se levem a um rec&#233;m-nascido? Restam claras as segundas inten&#231;&#245;es: queriam agradar aos pais, e n&#227;o ao filho. Nenhum deles se lembrou de levar um brinquedo ao menino. No primeiro Natal, o menino n&#227;o ganhou presente.  
 
    Por tudo isso, prefiro um Natal em que apenas nos encontremos, j&#225; que a vida &#233; arte do encontro, como dizia o poetinha querido. 
 
    Natal, tempo de abra&#231;os e encontros. E um abra&#231;o n&#227;o se faz sozinho: &#233; preciso de dois.  
 
    Ao nos encontrarmos, em vez de mil presentes, que tenhamos as m&#227;os abertas e vazias, para nos cumprimentar, nos abra&#231;ar, nos aconchegar. S&#243; de m&#227;os vazias &#233; poss&#237;vel... darmo-nos as m&#227;os.  
 
    Ent&#227;o, sigamos. Sigamos juntos, vamos de m&#227;os dadas, que apesar das noites restam as madrugadas. 
 
    
    
    Com o melhor do meu afeto.  
    
    Natal, 2009.  

Autor: Paulo Jos&#233; Cunha 
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sigamos juntos, <br />
vamos de m&#227;os dadas</strong><br />
                                                                                                       <br />
    J&#225; percebeu que, no Natal, as &#225;rvores n&#227;o d&#227;o sombra, e sim luz?  &#192; sua luz nos encontramos e nos tocamos, e assim se realiza o esp&#237;rito do Natal, que se revela no jeito simples de nos olharmos na rua, como se uma cumplicidade misteriosa de repente nos invadisse; no sorriso infantil que brota do rosto dos velhos e das crian&#231;as, quando ganham um beijo; nos cotovelos que se tocam inadvertidamente durante o Venite Fidelis, na Missa do Galo; no abra&#231;o entre votos de Feliz Natal que damos sem mesmo entender por que o fazemos, mas na certeza de que o abra&#231;o por si se basta e se justifica.  <br />
 <br />
    De repente conclu&#237;mos, espantados, que Natal, na verdade, &#233; tudo o que n&#227;o est&#225; na tv, tudo o que n&#227;o custa dinheiro, tudo o que n&#227;o se pode comprar. Pois n&#227;o existe nada mais antinatalino do que um shopping lotado, com pessoas se esbarrando, m&#227;os ocupadas com pacotes, e portanto sem m&#227;os para ...se cumprimentar! Nada mais antinatalino do que essa &#226;nsia desesperada pela compra de presentes, essas impreca&#231;&#245;es que ouvimos nas filas das lojas abarrotadas de impaci&#234;ncia e barulhos de registradoras. Ou o suor e a agonia com as provid&#234;ncias da ceia, em que nos embebedamos &#224; complac&#234;ncia de um velho falso, sa&#237;do da neve, que faz um inintelig&#237;vel ho-ho-ho, enquanto toca renitentemente um sino, sem perceber que o bl&#233;m-bl&#233;m do sino pode acordar o menino esquecido no fundo do pres&#233;pio.    <br />
 <br />
    <strong>Ainda assim &#233; tempo de comemorar o Natal. </strong><br />
 <br />
    Eu, por exemplo, esque&#231;o o Cristo crucificado, imagem da qual nunca gostei, mesmo nos tempos de coroinha. Porque &#233; a imagem da dor, e n&#227;o da alegria. Ningu&#233;m gosta de dor. Nem eu. Prefiro a imagem do menino, sorridente sobre a fragilidade das palhas onde Maria o deitou, envolvido em seu manto, na noite gelada de Bel&#233;m. Em Deus n&#227;o acredito, como j&#225; disse Miguel Torga, mas como n&#227;o acreditar no menino?<br />
 <br />
    Os reis magos, ah, esses nunca me enganaram, com seus presentes de adultos.  Utilitaristas, inauguraram o tempo da usura e da dissipa&#231;&#227;o, ao levar ouro, mirra e incenso &#224; gruta de Bel&#233;m. Isto s&#227;o coisas que se levem a um rec&#233;m-nascido? Restam claras as segundas inten&#231;&#245;es: queriam agradar aos pais, e n&#227;o ao filho. Nenhum deles se lembrou de levar um brinquedo ao menino. No primeiro Natal, o menino n&#227;o ganhou presente.  <br />
 <br />
    Por tudo isso, prefiro um Natal em que apenas nos encontremos, j&#225; que a vida &#233; arte do encontro, como dizia o poetinha querido. <br />
 <br />
    Natal, tempo de abra&#231;os e encontros. E um abra&#231;o n&#227;o se faz sozinho: &#233; preciso de dois.  <br />
 <br />
    Ao nos encontrarmos, em vez de mil presentes, que tenhamos as m&#227;os abertas e vazias, para nos cumprimentar, nos abra&#231;ar, nos aconchegar. S&#243; de m&#227;os vazias &#233; poss&#237;vel... darmo-nos as m&#227;os.  <br />
 <br />
    Ent&#227;o, sigamos. Sigamos juntos, vamos de m&#227;os dadas, que apesar das noites restam as madrugadas. <br />
 <br />
    <br />
    <br />
    Com o melhor do meu afeto.  <br />
    <br />
    Natal, 2009.  </p>

<p>Autor: Paulo Jos&#233; Cunha </p>
]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=256&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Poesia</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=poesia_12&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 20:39:11 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna Sandra Fayad</category>					<guid isPermaLink="false">255@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>DOIS MIL E DEZ DESEJOS
Sandra Fayad


No Ano que vem, desejo
Que sonhes menos com felicidade
E vivas com ela uma realidade;
Quero que tenhas menos f&#233; em dias melhores
E certezas at&#233; nos teus arredores;
Proponho que menos contemples a Natureza
E mais trabalhes em sua defesa.

No pr&#243;ximo Ano, desejo-te
Menos enlatados,
Mais vestes artesanais,
Menos embalagens plastificadas;
Mais trilhas, nascentes e arraiais,
Menos trag&#233;dias na TV,
Mais respeito pelos ancestrais,
Menos tram&#243;ias por um cach&#234;,
Mais amizade pelos demais...animais.

No ano que vem, quero que tenhas
A gratificante experi&#234;ncia de ver
O p&#244;r-do-sol na Praia do Jacar&#233;;
O prazer campestre de ouvir
O piado de uma I-nha-bu-a-p&#233;;
A grandeza de poder falar
Ao ouvido de um Chimpanz&#233;.

No pr&#243;ximo ano sugiro que renuncies
&#192; febre dos eletr&#244;nicos,
Ao luxo dos couros macios,
&#192;s penas de aves raras:
S&#227;o h&#225;bitos anacr&#244;nicos!
Anacr&#244;nicos tamb&#233;m s&#227;o
As derrubadas de &#225;rvores,
Aves engaioladas,
C&#227;es abandonados,
Cavalos escravizados.

Atual &#233; saber que a nossa lua
&#201; apenas uma das milh&#245;es de luas
Que vagam por a&#237;.
Moderno &#233; ser gari:
Catar lixo nas ruas,
Limpar lagos e rios,
Onde bebem nossas reses;
E topar esses desafios
Duas Mil e Dez vezes.

Abra&#231;os efusivos...
(direitos autorais - Lei 9.610/1998)
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DOIS MIL E DEZ DESEJOS</strong><br />
Sandra Fayad</p>


<p>No Ano que vem, desejo<br />
Que sonhes menos com felicidade<br />
E vivas com ela uma realidade;<br />
Quero que tenhas menos f&#233; em dias melhores<br />
E certezas at&#233; nos teus arredores;<br />
Proponho que menos contemples a Natureza<br />
E mais trabalhes em sua defesa.</p>

<p>No pr&#243;ximo Ano, desejo-te<br />
Menos enlatados,<br />
Mais vestes artesanais,<br />
Menos embalagens plastificadas;<br />
Mais trilhas, nascentes e arraiais,<br />
Menos trag&#233;dias na TV,<br />
Mais respeito pelos ancestrais,<br />
Menos tram&#243;ias por um cach&#234;,<br />
Mais amizade pelos demais...animais.</p>

<p>No ano que vem, quero que tenhas<br />
A gratificante experi&#234;ncia de ver<br />
O p&#244;r-do-sol na Praia do Jacar&#233;;<br />
O prazer campestre de ouvir<br />
O piado de uma I-nha-bu-a-p&#233;;<br />
A grandeza de poder falar<br />
Ao ouvido de um Chimpanz&#233;.</p>

<p>No pr&#243;ximo ano sugiro que renuncies<br />
&#192; febre dos eletr&#244;nicos,<br />
Ao luxo dos couros macios,<br />
&#192;s penas de aves raras:<br />
S&#227;o h&#225;bitos anacr&#244;nicos!<br />
Anacr&#244;nicos tamb&#233;m s&#227;o<br />
As derrubadas de &#225;rvores,<br />
Aves engaioladas,<br />
C&#227;es abandonados,<br />
Cavalos escravizados.</p>

<p>Atual &#233; saber que a nossa lua<br />
&#201; apenas uma das milh&#245;es de luas<br />
Que vagam por a&#237;.<br />
Moderno &#233; ser gari:<br />
Catar lixo nas ruas,<br />
Limpar lagos e rios,<br />
Onde bebem nossas reses;<br />
E topar esses desafios<br />
Duas Mil e Dez vezes.</p>

<p>Abra&#231;os efusivos...<br />
(direitos autorais - Lei 9.610/1998)</p>
]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=255&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Cr&#244;nica</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=cronica_8&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 00:50:16 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">254@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Cr&#244;nica de Bras&#237;lia XXIX

Um dia desses, o poeta Nicolas Behr deu-me uma flor retirada de uma linda &#225;rvore plantada em seu jardim. Pediu-me para amassar suas p&#233;talas e aspirar-lhe o cheiro. Imediatamente, um aroma forte e doce espalhou-se pelo ar. Essa &#233; a Chanel, disse-me o querido poeta e dubl&#234; de bot&#226;nico. &#201; com essa flor que os franceses fazem o Chanel n&#186; 5, um cl&#225;ssico da perfumaria universal, penso, deitada na cama a ouvir no r&#225;dio a m&#250;sica-tema do filme Don Juan DeMarco, com o igualmente cl&#225;ssico ator norte-americano Marlon Brando.

O que mais me impressionou no filme foi a perman&#234;ncia do poder de sedu&#231;&#227;o do inesquec&#237;vel ator de filmes como &#218;ltimo Tango em Paris e O Poderoso Chef&#227;o. Com mais de 70 anos e mais de cem quilos, &#233; Brando quem rouba a cena e arrebata nossos cora&#231;&#245;es, absolutamente irresist&#237;vel no papel do velho e rom&#226;ntico psiquiatra Jack Mickler. E olhe que ele contracena com ningu&#233;m menos do que Johnny Depp, considerado um dos mais belos e talentosos atores da atualidade.

Fazer arte &#233; fazer sonhar, penso, de olhos fechados, revendo de mem&#243;ria a &#250;ltima cena do filme, em que Brando dan&#231;a com sua mulher, interpretada por Faye Dunaway. Quando a tela escurece, a gente tem vontade de sair dan&#231;ando pela vida afora, em estado de &#234;xtase. Eu sempre tive essa sede de arte, no fundo, penso hoje, um desejo de sonhar permanentemente. Em Bras&#237;lia, na d&#233;cada de 80, eu dividia meu tempo entre a UnB e a busca pela chama da arte, estivesse onde estivesse. Foi assim que assisti de perto a movimentos como o Concerto Cabe&#231;as, uma esp&#233;cie de happenning ao ar livre que acontecia aos domingos, nos gramados da 311 sul, e reunia m&#250;sica, poesia, dan&#231;a, pintura, teatro e circo.

Foi por essa &#233;poca que conheci o poeta Nicolas Behr, &#237;cone da chamada poesia marginal, que est&#225; para a poesia de Bras&#237;lia como Renato Russo est&#225; para o rock candango. Ambos fizeram escola na cidade. Pois bem, ontem, eu e Nicolas, junto com o tamb&#233;m poeta Lu&#237;s Turiba - editor da hist&#243;rica Bric-a-Brac, revista que sacudiu a cena cultural de Bras&#237;lia naquela d&#233;cada &#8211; fomos ao A&#231;ougue Cultural T-Bone participar de um protesto dos artistas e organizadores da Feira do Livro de Bras&#237;lia.

Ap&#243;s 28 anos de exist&#234;ncia prec&#225;ria, a feira est&#225; amea&#231;ada de simplesmente n&#227;o acontecer, por absoluta falta de apoio e patroc&#237;nio. Bras&#237;lia continua a mesma, penso, a arte continua marginal, ou seja acontece a margem dos poderes constitu&#237;dos e do empresariado, que continuam a ter por ela um desprezo absolutamente constrangedor.

&#8220;A gente n&#227;o quer s&#243; comida, a gente quer comida, divers&#227;o e arte&#8221;, diz a can&#231;&#227;o dos Tit&#227;s, em letra emblem&#225;tica do poeta e roqueiro Arnaldo Antunes. Igualmente emblem&#225;tica &#233; a pen&#250;ria imposta h&#225; 28 anos &#224; Feira do Livro da Capital da Rep&#250;blica, em risco iminente de simplesmente n&#227;o acontecer &#224;s v&#233;speras do seu cinquenten&#225;rio.

Bras&#237;lia &#233; a mais perfeita tradu&#231;&#227;o do Brasil, at&#233; porque tanto sua popula&#231;&#227;o, quanto seus empres&#225;rios, executivos e pol&#237;ticos, em sua grande maioria, vieram das mais diversas cidades e regi&#245;es desse pa&#237;s continental. Portanto, o que acontece aqui &#233; problema de todos n&#243;s. Falar que o Brasil saiu de sua condi&#231;&#227;o de pa&#237;s subdesenvolvido para o pleno desenvolvimento num pa&#237;s em que os escritores e seus livros s&#227;o tratados com tamanho desprezo &#233; piada, m&#225;-f&#233; ou, no m&#237;nimo, ignor&#226;ncia.

E antes que eu me esque&#231;a, o T-Bone A&#231;ougue Cultural &#233; resultado de um sonho. O sonho de um menino pobre, a&#231;ougueiro, que se alfabetizou j&#225; adulto e resolveu fazer do seu of&#237;cio arte. Seu nome, Luiz Amorim. Seu sonho, transformar-se e transformar, fazer arte, fazer sonhar. Mas isso j&#225; &#233; uma hist&#243;ria para outra cr&#244;nica. Quem viver, ler&#225;.

Autora: Jornalista e escritora Amneres www.poesiaemtemporeal.com
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p>Cr&#244;nica de Bras&#237;lia XXIX</p>

<p>Um dia desses, o poeta Nicolas Behr deu-me uma flor retirada de uma linda &#225;rvore plantada em seu jardim. Pediu-me para amassar suas p&#233;talas e aspirar-lhe o cheiro. Imediatamente, um aroma forte e doce espalhou-se pelo ar. Essa &#233; a Chanel, disse-me o querido poeta e dubl&#234; de bot&#226;nico. &#201; com essa flor que os franceses fazem o Chanel n&#186; 5, um cl&#225;ssico da perfumaria universal, penso, deitada na cama a ouvir no r&#225;dio a m&#250;sica-tema do filme Don Juan DeMarco, com o igualmente cl&#225;ssico ator norte-americano Marlon Brando.</p>

<p>O que mais me impressionou no filme foi a perman&#234;ncia do poder de sedu&#231;&#227;o do inesquec&#237;vel ator de filmes como &#218;ltimo Tango em Paris e O Poderoso Chef&#227;o. Com mais de 70 anos e mais de cem quilos, &#233; Brando quem rouba a cena e arrebata nossos cora&#231;&#245;es, absolutamente irresist&#237;vel no papel do velho e rom&#226;ntico psiquiatra Jack Mickler. E olhe que ele contracena com ningu&#233;m menos do que Johnny Depp, considerado um dos mais belos e talentosos atores da atualidade.</p>

<p>Fazer arte &#233; fazer sonhar, penso, de olhos fechados, revendo de mem&#243;ria a &#250;ltima cena do filme, em que Brando dan&#231;a com sua mulher, interpretada por Faye Dunaway. Quando a tela escurece, a gente tem vontade de sair dan&#231;ando pela vida afora, em estado de &#234;xtase. Eu sempre tive essa sede de arte, no fundo, penso hoje, um desejo de sonhar permanentemente. Em Bras&#237;lia, na d&#233;cada de 80, eu dividia meu tempo entre a UnB e a busca pela chama da arte, estivesse onde estivesse. Foi assim que assisti de perto a movimentos como o Concerto Cabe&#231;as, uma esp&#233;cie de happenning ao ar livre que acontecia aos domingos, nos gramados da 311 sul, e reunia m&#250;sica, poesia, dan&#231;a, pintura, teatro e circo.</p>

<p>Foi por essa &#233;poca que conheci o poeta Nicolas Behr, &#237;cone da chamada poesia marginal, que est&#225; para a poesia de Bras&#237;lia como Renato Russo est&#225; para o rock candango. Ambos fizeram escola na cidade. Pois bem, ontem, eu e Nicolas, junto com o tamb&#233;m poeta Lu&#237;s Turiba - editor da hist&#243;rica Bric-a-Brac, revista que sacudiu a cena cultural de Bras&#237;lia naquela d&#233;cada &#8211; fomos ao A&#231;ougue Cultural T-Bone participar de um protesto dos artistas e organizadores da Feira do Livro de Bras&#237;lia.</p>

<p>Ap&#243;s 28 anos de exist&#234;ncia prec&#225;ria, a feira est&#225; amea&#231;ada de simplesmente n&#227;o acontecer, por absoluta falta de apoio e patroc&#237;nio. Bras&#237;lia continua a mesma, penso, a arte continua marginal, ou seja acontece a margem dos poderes constitu&#237;dos e do empresariado, que continuam a ter por ela um desprezo absolutamente constrangedor.</p>

<p>&#8220;A gente n&#227;o quer s&#243; comida, a gente quer comida, divers&#227;o e arte&#8221;, diz a can&#231;&#227;o dos Tit&#227;s, em letra emblem&#225;tica do poeta e roqueiro Arnaldo Antunes. Igualmente emblem&#225;tica &#233; a pen&#250;ria imposta h&#225; 28 anos &#224; Feira do Livro da Capital da Rep&#250;blica, em risco iminente de simplesmente n&#227;o acontecer &#224;s v&#233;speras do seu cinquenten&#225;rio.</p>

<p>Bras&#237;lia &#233; a mais perfeita tradu&#231;&#227;o do Brasil, at&#233; porque tanto sua popula&#231;&#227;o, quanto seus empres&#225;rios, executivos e pol&#237;ticos, em sua grande maioria, vieram das mais diversas cidades e regi&#245;es desse pa&#237;s continental. Portanto, o que acontece aqui &#233; problema de todos n&#243;s. Falar que o Brasil saiu de sua condi&#231;&#227;o de pa&#237;s subdesenvolvido para o pleno desenvolvimento num pa&#237;s em que os escritores e seus livros s&#227;o tratados com tamanho desprezo &#233; piada, m&#225;-f&#233; ou, no m&#237;nimo, ignor&#226;ncia.</p>

<p>E antes que eu me esque&#231;a, o T-Bone A&#231;ougue Cultural &#233; resultado de um sonho. O sonho de um menino pobre, a&#231;ougueiro, que se alfabetizou j&#225; adulto e resolveu fazer do seu of&#237;cio arte. Seu nome, Luiz Amorim. Seu sonho, transformar-se e transformar, fazer arte, fazer sonhar. Mas isso j&#225; &#233; uma hist&#243;ria para outra cr&#244;nica. Quem viver, ler&#225;.</p>

<p>Autora: Jornalista e escritora Amneres <a href="http://www.poesiaemtemporeal.com">www.poesiaemtemporeal.com</a></p>
]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=254&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Poema&#231;&#227;o na Biblioteca Nacional</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=poemacao_na_biblioteca_nacional&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 11:51:56 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Eventos</category>					<guid isPermaLink="false">253@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Poema&#231;&#227;o 3 homenageia o poeta Paulo Tovar na BNB 

  

O 3&#186; Sarau Videoliteromusical, organizado pelos poetas Marcos Freitas e Jorge Am&#226;ncio, no audit&#243;rio da Biblioteca Nacional de Bras&#237;lia, ser&#225; realizado no pr&#243;ximo dia 14, 4&#170; feira, com a participa&#231;&#227;o dos poetas Ariosto Teixeira , Gustavo Dourado , Maria F&#233;lix, Gustavo Fonteneli Dourado, Jos&#233; Edson dos Santos e Reginaldo Gontijo. O evento vai homenagear Paulo Tovar Hummel, poeta e letrista da banda L iga Tripa, falecido em 14 de setembro em Catal&#227;o (GO ), e ter&#225; tamb&#233;m a presen&#231;a do poeta Fernando Dusi e do ator Adeilton L ima na leitura dos poemas de seu novo livro Li&#231;&#245;es de Taxidermia (Ateli&#234; Editorial), a ser lan&#231;ado durante o evento. 

Infininho &#233; o t&#237;tulo de um conjunto de jogos po&#233;ticos em forma de videogame que Reginaldo Gontijo vai mostrar no palco. Gustavo Dourado , Maria Felix e Gustavo Fontele Dourado v&#227;o apresentar uma poesia em fam&#237;lia, cada um com seu estilo pr&#243;prio. Jos&#233; Edson subir&#225; ao palco junto com L iminha (no viol&#227;o) e Fernando (na clarineta), e Chico Nogueira e o grupo Mambembrincante far&#227;o tamb&#233;m um recital h&#237;brido de poesia e m&#250;sica, no quadro Poesia na Plat&#233;ia. 
  

POEMA&#199;&#195;O 3 - Um Sarau Videoliteromusical &#8211; No dia 14.10, &#224;s 19h, em homenagem a Paulo Tovar , com Ariosto Teixeira (poesia), Reginaldo Gontijo (videopoesia), Maria Felix, Gustavo Dourado e Gustavo Fontele Dourado (poesia), Z&#233; Edson, L iminha e Fernando (poesia e m&#250;sica), Chico Nogueira e o grupo Mambembrincante (Poesia na Plat&#233;ia). Adeilton L ima recita Fernando Dusi, que lan&#231;a Li&#231;&#245;es de Taxidermia. No 2&#186; andar da BNB. Entrada franca. 

  

Visite http://www.bnb.df.gov.br 

                                    

</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Poema&#231;&#227;o 3 homenageia o poeta Paulo Tovar na BNB </strong></p>

<p>  </p>

<p><strong>O 3&#186; Sarau Videoliteromusical</strong>, organizado pelos poetas Marcos Freitas e Jorge Am&#226;ncio, no audit&#243;rio da Biblioteca Nacional de Bras&#237;lia, ser&#225; realizado no pr&#243;ximo dia 14, 4&#170; feira, com a participa&#231;&#227;o dos poetas Ariosto Teixeira , Gustavo Dourado , Maria F&#233;lix, Gustavo Fonteneli Dourado, Jos&#233; Edson dos Santos e Reginaldo Gontijo. O evento vai homenagear Paulo Tovar Hummel, poeta e letrista da banda L iga Tripa, falecido em 14 de setembro em Catal&#227;o (GO ), e ter&#225; tamb&#233;m a presen&#231;a do poeta Fernando Dusi e do ator Adeilton L ima na leitura dos poemas de seu novo livro Li&#231;&#245;es de Taxidermia (Ateli&#234; Editorial), a ser lan&#231;ado durante o evento. </p>

<p>Infininho &#233; o t&#237;tulo de um conjunto de jogos po&#233;ticos em forma de videogame que Reginaldo Gontijo vai mostrar no palco. Gustavo Dourado , Maria Felix e Gustavo Fontele Dourado v&#227;o apresentar uma poesia em fam&#237;lia, cada um com seu estilo pr&#243;prio. Jos&#233; Edson subir&#225; ao palco junto com L iminha (no viol&#227;o) e Fernando (na clarineta), e Chico Nogueira e o grupo Mambembrincante far&#227;o tamb&#233;m um recital h&#237;brido de poesia e m&#250;sica, no quadro Poesia na Plat&#233;ia. <br />
  </p>

<p><strong>POEMA&#199;&#195;O 3 </strong>- Um Sarau Videoliteromusical &#8211; No dia 14.10, &#224;s 19h, em homenagem a Paulo Tovar , com Ariosto Teixeira (poesia), Reginaldo Gontijo (videopoesia), Maria Felix, Gustavo Dourado e Gustavo Fontele Dourado (poesia), Z&#233; Edson, L iminha e Fernando (poesia e m&#250;sica), Chico Nogueira e o grupo Mambembrincante (Poesia na Plat&#233;ia). Adeilton L ima recita Fernando Dusi, que lan&#231;a Li&#231;&#245;es de Taxidermia. No 2&#186; andar da BNB. Entrada franca. </p>

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<p>Visite <a href="http://www.bnb.df.gov.br">http://www.bnb.df.gov.br</a> </p>

<p>                                    </p>

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				</item>
								<item>
					<title>Cr&#244;nica</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=cronica_7&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 12:56:35 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna Alo&#237;sio Brand&#227;o</category>					<guid isPermaLink="false">252@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>A loja de mem&#243;rias de Seu Vivaldo


Pelo jornalista e compositor Alo&#237;sio Brand&#227;o.
E-mail: aloisio.brandao@ig.com.br

Eu estava a caminho do povoado do Are&#227;o de Cima, para o lado oeste e a cinco quil&#244;metros da cidade de Santana dos Brejos. Embora Julho (de 2009), quando, de dia, as temperaturas s&#227;o mais amenas, eu precisava apressar o passo, para voltar com o sol ainda brando e vencer, com relativo conforto, os 14 quil&#244;metros que teria de caminhada pela frente. Mas o sol de Julho deste ano foi implac&#225;vel. Depois das 9 horas, o calor c&#225;ustico fazia lembrar dezembro e janeiro, quando a temperatura, l&#225;, passa facilmente dos 40&#186;. N&#227;o se anda, em Santana dos Brejos, sem que se encontre um amigo, em cada esquina. Ou um anjo, como disse o poeta Vicente S&#225;, quando passava uns dias de f&#233;rias, l&#225;, em minha casa. De sorte que eu havia tomado a Rua das Canelas, j&#225; avistando a estrada que vai para o Are&#227;o de Cima, quando percebi que passava em frente &#224; Loja de Seu Vivaldo. Imposs&#237;vel n&#227;o entrar para cumpriment&#225;-lo. &#201; a loja de mem&#243;rias.

O estabelecimento &#233; uma heran&#231;a do seu pai, Seu Pomp&#237;lio Pereira de Novaes. Floresceu, nas d&#233;cadas de 50, 60 e foi uma das mais importantes no g&#234;nero de tecidos da Rua das Canelas, qui&#231;&#225; n&#227;o o fosse de toda a Santana dos Brejos que, &#224;quele tempo, ainda n&#227;o tinha se espichado para os lados leste e norte. Vendia, tamb&#233;m, aviamentos e ferramentas para carpinteiros, marceneiros e pedreiros.

A pequena cidade, localizada no Oeste da Bahia, mais precisamente na regi&#227;o do M&#233;dio S&#227;o Francisco, a quase mil quil&#244;metros de Salvador, teve um com&#233;rcio de tecidos movimentado, dadas as propor&#231;&#245;es. Costureiras e alfaiates n&#227;o davam conta dos pedidos. Todas as roupas eram confeccionadas, ali.

A Loja de Seu Pomp&#237;lio, de duas portas altas e verdes e de balc&#227;o largo, de madeira de lei, n&#227;o tinha l&#225; uma grande profundidade. Uma porta lateral &#224; esquerda dava para o corredor principal de sua resid&#234;ncia, o que trazia a intimidade dom&#233;stica para a lida.

Mas veio a era das confec&#231;&#245;es industriais. Foi quando as cal&#231;as jeans arrancaram as pe&#231;as de brim caqui das lojas e das alfaiatarias, de onde foram expulsos, tamb&#233;m, os finos linhos P&#233;rola, que eram abrigados com arte pelas m&#227;os h&#225;beis dos alfaiates santanenses. Em seguida, veio outra onda mais avassaladora: a que trouxe os produtos chineses a pre&#231;os de banana, n&#227;o se lhes importando a qualidade. A esta onda, bem mais recente e devastadora, saliente-se, n&#227;o se pode atribuir a derrocada do neg&#243;cio de Seu Pomp&#237;lio.

Fustigadas pelo novo nicho de mercado, as bem-sucedidas lojas de tecidos de Santana dos Brejos de outrora, uma a uma, fecharam as suas portas, restando umas poucas e resistentes, como o velho paje&#250; imponente que v&#234; a cidade do alto (l&#225;, &#224; beira de um pequeno tanque de barro para dar de beber ao gado, na ro&#231;a do velho Al&#237;pio, e &#224; margem da estrada por onde eu iria passar, minutos depois). O paje&#250; parece impass&#237;vel diante do tempo, mas, em verdade, j&#225; se ressente do movimento de carros e motos a metros dos seus p&#233;s.
	
De sorte que a loja de Seu Pomp&#237;lio curvou-se diante do que lhe reservara o destino, e n&#227;o lhe restou outra coisa, al&#233;m de... Fechar as portas? N&#227;o! Isso, n&#227;o. Jamais, ao longo de mais de 60 anos, teve as suas portas fechadas, num &#250;nico e desafortunado dia que fosse, ainda que as suas prateleiras vazias j&#225; n&#227;o abrigassem um fiapo de linho sequer.

A loja est&#225;, l&#225;, do mesmo jeito e imp&#225;vida, diante do tempo, alheia &#224; tribula&#231;&#227;o progressista que sacode o pequeno centro comercial de Santana dos Brejos.

O filho de Seu Pomp&#237;lio, Vivaldo, assumiu o controle do neg&#243;cio, com a morte do pai, e, indefect&#237;vel, passou a tocar a loja. Abre-a, no hor&#225;rio comercial, sem atraso, como se, febril, acordasse em outra dimens&#227;o, em outro tempo. 

Mas o que vende a loja de Seu Vivaldo, se aquelas prateleiras de madeira encontram-se completamente vazias? O que existe, ali, de uns 20 anos para c&#225;, s&#227;o apenas um homem pleno de ternura e o v&#227;o. Um v&#227;o que, ressalte-se, cobriu de profundidade o pouco profundo quadril&#225;tero da loja, em seus tempos de bonan&#231;a. Portanto, n&#227;o h&#225; nada a se vender, ali. Absolutamente, nada.

Nada mesmo? N&#227;o, de jeito nenhum. Algumas pessoas &#233; que n&#227;o conseguem enxergar o invis&#237;vel que anima as suas prateleiras. A Loja de Seu Vivaldo, agora, vende mem&#243;rias. As contas, ali, s&#227;o feitas &#224; luz de uma matem&#225;tica inexata que faz com que adquirir e oferecer sejam a mesma coisa e vice-versa. Todos saem dali com as &#8220;mercadorias&#8221; na mem&#243;ria do cora&#231;&#227;o, na cabe&#231;a. 

Quer ouvir uma boa hist&#243;ria da cidade e dos povoados mais long&#237;nquos de Santana dos Brejos? Quer apenas trocar pensamentos, telepaticamente? Quer rir, de orelha a orelha, com um caso bem contado? Ou apenas dar um cochilo, ap&#243;s o almo&#231;o, numa tarde escaldante, no balc&#227;o largo e acolhedor duma loja que transcendeu ao tempo, ao lugar, ao homem? Ent&#227;o, v&#225; &#224; Loja de Seu Vivaldo. Mas uma advert&#234;ncia: n&#227;o leve dinheiro, pois que este, l&#225;, n&#227;o vale nada.

Incans&#225;vel, sentado do lado de dentro do balc&#227;o e invariavelmente bem vestido, Seu Vivaldo, agora, j&#225; n&#227;o tem pressa de fazer girar o seu capital, n&#227;o tem medo de uma nova onda fabril soterrar a sua mercadoria, nem receio de que o ar oxide os seus produtos, ou de o tempo envelhec&#234;-los. As suas mercadorias ficaram encantadas e j&#225; n&#227;o gritam mais por tesouras e agulhas. 

Quando estive, na loja de Seu Vivaldo, em Julho de 2009, sa&#237; com os olhos marejados, quando ele me disse: &#8220;Alo&#237;sio, seu pai, Seu Benedito de Amorim Brand&#227;o, &#233; um dos homens mais honestos de Santana dos Brejos&#8221;. E contou hist&#243;rias suas. Despedi-me, certo de estar levando as melhores mercadorias. 

E quando sa&#237; da loja (e olha que n&#227;o demorei tanto assim), senti o bafo quente do sol. Mas resolvi encarar a caminhada interrompida, e segui adiante. Meu cora&#231;&#227;o firmara outro compromisso comigo: o de tomar aquela estrada que eu via &#224; frente, chegar ao Are&#227;o de Cima e, dali, mergulhar &#224; direita numa estradinha de carro de boi abandonada, onde n&#227;o passa ningu&#233;m, absolutamente, ningu&#233;m.

A estradinha possui cerca de cinco quil&#244;metros da mais transformadora e doce solid&#227;o. Tenho a sensa&#231;&#227;o de que ela seja exclusivamente minha, e que ningu&#233;m a conhece, ningu&#233;m jamais p&#244;s os p&#233;s, ali. Andar nela &#233; criar uma hora boa para compor, para rezar, para pensar nas pessoas que amo. Um dia, ainda levo aquela estradinha abandonada para casa. Ser&#225; que ela existe mesmo?

</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A loja de mem&#243;rias de Seu Vivaldo</strong></p>


<p>Pelo jornalista e compositor Alo&#237;sio Brand&#227;o.<br />
E-mail: <a href="http://www.t-bone.org.brmailto:aloisio.brandao@ig.com.br">aloisio.brandao@ig.com.br</a></p>

<p>Eu estava a caminho do povoado do Are&#227;o de Cima, para o lado oeste e a cinco quil&#244;metros da cidade de Santana dos Brejos. Embora Julho (de 2009), quando, de dia, as temperaturas s&#227;o mais amenas, eu precisava apressar o passo, para voltar com o sol ainda brando e vencer, com relativo conforto, os 14 quil&#244;metros que teria de caminhada pela frente. Mas o sol de Julho deste ano foi implac&#225;vel. Depois das 9 horas, o calor c&#225;ustico fazia lembrar dezembro e janeiro, quando a temperatura, l&#225;, passa facilmente dos 40&#186;. N&#227;o se anda, em Santana dos Brejos, sem que se encontre um amigo, em cada esquina. Ou um anjo, como disse o poeta Vicente S&#225;, quando passava uns dias de f&#233;rias, l&#225;, em minha casa. De sorte que eu havia tomado a Rua das Canelas, j&#225; avistando a estrada que vai para o Are&#227;o de Cima, quando percebi que passava em frente &#224; Loja de Seu Vivaldo. Imposs&#237;vel n&#227;o entrar para cumpriment&#225;-lo. &#201; a loja de mem&#243;rias.</p>

<p>O estabelecimento &#233; uma heran&#231;a do seu pai, Seu Pomp&#237;lio Pereira de Novaes. Floresceu, nas d&#233;cadas de 50, 60 e foi uma das mais importantes no g&#234;nero de tecidos da Rua das Canelas, qui&#231;&#225; n&#227;o o fosse de toda a Santana dos Brejos que, &#224;quele tempo, ainda n&#227;o tinha se espichado para os lados leste e norte. Vendia, tamb&#233;m, aviamentos e ferramentas para carpinteiros, marceneiros e pedreiros.</p>

<p>A pequena cidade, localizada no Oeste da Bahia, mais precisamente na regi&#227;o do M&#233;dio S&#227;o Francisco, a quase mil quil&#244;metros de Salvador, teve um com&#233;rcio de tecidos movimentado, dadas as propor&#231;&#245;es. Costureiras e alfaiates n&#227;o davam conta dos pedidos. Todas as roupas eram confeccionadas, ali.</p>

<p>A Loja de Seu Pomp&#237;lio, de duas portas altas e verdes e de balc&#227;o largo, de madeira de lei, n&#227;o tinha l&#225; uma grande profundidade. Uma porta lateral &#224; esquerda dava para o corredor principal de sua resid&#234;ncia, o que trazia a intimidade dom&#233;stica para a lida.</p>

<p>Mas veio a era das confec&#231;&#245;es industriais. Foi quando as cal&#231;as jeans arrancaram as pe&#231;as de brim caqui das lojas e das alfaiatarias, de onde foram expulsos, tamb&#233;m, os finos linhos P&#233;rola, que eram abrigados com arte pelas m&#227;os h&#225;beis dos alfaiates santanenses. Em seguida, veio outra onda mais avassaladora: a que trouxe os produtos chineses a pre&#231;os de banana, n&#227;o se lhes importando a qualidade. A esta onda, bem mais recente e devastadora, saliente-se, n&#227;o se pode atribuir a derrocada do neg&#243;cio de Seu Pomp&#237;lio.</p>

<p>Fustigadas pelo novo nicho de mercado, as bem-sucedidas lojas de tecidos de Santana dos Brejos de outrora, uma a uma, fecharam as suas portas, restando umas poucas e resistentes, como o velho paje&#250; imponente que v&#234; a cidade do alto (l&#225;, &#224; beira de um pequeno tanque de barro para dar de beber ao gado, na ro&#231;a do velho Al&#237;pio, e &#224; margem da estrada por onde eu iria passar, minutos depois). O paje&#250; parece impass&#237;vel diante do tempo, mas, em verdade, j&#225; se ressente do movimento de carros e motos a metros dos seus p&#233;s.<br />
	<br />
De sorte que a loja de Seu Pomp&#237;lio curvou-se diante do que lhe reservara o destino, e n&#227;o lhe restou outra coisa, al&#233;m de... Fechar as portas? N&#227;o! Isso, n&#227;o. Jamais, ao longo de mais de 60 anos, teve as suas portas fechadas, num &#250;nico e desafortunado dia que fosse, ainda que as suas prateleiras vazias j&#225; n&#227;o abrigassem um fiapo de linho sequer.</p>

<p>A loja est&#225;, l&#225;, do mesmo jeito e imp&#225;vida, diante do tempo, alheia &#224; tribula&#231;&#227;o progressista que sacode o pequeno centro comercial de Santana dos Brejos.</p>

<p>O filho de Seu Pomp&#237;lio, Vivaldo, assumiu o controle do neg&#243;cio, com a morte do pai, e, indefect&#237;vel, passou a tocar a loja. Abre-a, no hor&#225;rio comercial, sem atraso, como se, febril, acordasse em outra dimens&#227;o, em outro tempo. </p>

<p>Mas o que vende a loja de Seu Vivaldo, se aquelas prateleiras de madeira encontram-se completamente vazias? O que existe, ali, de uns 20 anos para c&#225;, s&#227;o apenas um homem pleno de ternura e o v&#227;o. Um v&#227;o que, ressalte-se, cobriu de profundidade o pouco profundo quadril&#225;tero da loja, em seus tempos de bonan&#231;a. Portanto, n&#227;o h&#225; nada a se vender, ali. Absolutamente, nada.</p>

<p>Nada mesmo? N&#227;o, de jeito nenhum. Algumas pessoas &#233; que n&#227;o conseguem enxergar o invis&#237;vel que anima as suas prateleiras. A Loja de Seu Vivaldo, agora, vende mem&#243;rias. As contas, ali, s&#227;o feitas &#224; luz de uma matem&#225;tica inexata que faz com que adquirir e oferecer sejam a mesma coisa e vice-versa. Todos saem dali com as &#8220;mercadorias&#8221; na mem&#243;ria do cora&#231;&#227;o, na cabe&#231;a. </p>

<p>Quer ouvir uma boa hist&#243;ria da cidade e dos povoados mais long&#237;nquos de Santana dos Brejos? Quer apenas trocar pensamentos, telepaticamente? Quer rir, de orelha a orelha, com um caso bem contado? Ou apenas dar um cochilo, ap&#243;s o almo&#231;o, numa tarde escaldante, no balc&#227;o largo e acolhedor duma loja que transcendeu ao tempo, ao lugar, ao homem? Ent&#227;o, v&#225; &#224; Loja de Seu Vivaldo. Mas uma advert&#234;ncia: n&#227;o leve dinheiro, pois que este, l&#225;, n&#227;o vale nada.</p>

<p>Incans&#225;vel, sentado do lado de dentro do balc&#227;o e invariavelmente bem vestido, Seu Vivaldo, agora, j&#225; n&#227;o tem pressa de fazer girar o seu capital, n&#227;o tem medo de uma nova onda fabril soterrar a sua mercadoria, nem receio de que o ar oxide os seus produtos, ou de o tempo envelhec&#234;-los. As suas mercadorias ficaram encantadas e j&#225; n&#227;o gritam mais por tesouras e agulhas. </p>

<p>Quando estive, na loja de Seu Vivaldo, em Julho de 2009, sa&#237; com os olhos marejados, quando ele me disse: &#8220;Alo&#237;sio, seu pai, Seu Benedito de Amorim Brand&#227;o, &#233; um dos homens mais honestos de Santana dos Brejos&#8221;. E contou hist&#243;rias suas. Despedi-me, certo de estar levando as melhores mercadorias. </p>

<p>E quando sa&#237; da loja (e olha que n&#227;o demorei tanto assim), senti o bafo quente do sol. Mas resolvi encarar a caminhada interrompida, e segui adiante. Meu cora&#231;&#227;o firmara outro compromisso comigo: o de tomar aquela estrada que eu via &#224; frente, chegar ao Are&#227;o de Cima e, dali, mergulhar &#224; direita numa estradinha de carro de boi abandonada, onde n&#227;o passa ningu&#233;m, absolutamente, ningu&#233;m.</p>

<p>A estradinha possui cerca de cinco quil&#244;metros da mais transformadora e doce solid&#227;o. Tenho a sensa&#231;&#227;o de que ela seja exclusivamente minha, e que ningu&#233;m a conhece, ningu&#233;m jamais p&#244;s os p&#233;s, ali. Andar nela &#233; criar uma hora boa para compor, para rezar, para pensar nas pessoas que amo. Um dia, ainda levo aquela estradinha abandonada para casa. Ser&#225; que ela existe mesmo?</p>

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				</item>
								<item>
					<title>Homenagem ao grande amigo Faf&#227;o de Azevedo</title>
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					<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 12:25:55 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">251@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description> 

Fl&#225;vio Lucci de Azevedo, ou &#8220;Faf&#227;o&#8221;, como ele assinava, nos deixou no dia 26 de junho na cidade do Rio de  Janeiro.  O escritor era um grande amigo e incentivador dos Projetos Culturais T-Bone, inclusive foi o primeiro escritor a lan&#231;ar livro no a&#231;ougue h&#225; mais de dez anos.  

Faf&#227;o gostava de observar o comportamento das pessoas e reproduzir suas impress&#245;es atrav&#233;s de cr&#244;nicas. As conversas de bar e o cotidiano eram as principais fontes de inspira&#231;&#227;o do escritor, que por 25 anos trabalhou no Banco do Brasil, tendo ingressado como auxiliar de escrita em Bras&#237;lia, em 1971. Os casos vividos e ouvidos por Faf&#227;o, que desde 1999 morava no Rio de Janeiro, sua cidade natal, renderam quatro livros de cr&#244;nicas. 

Valeu grande amigo! 

Equipe T-Bone. 

Alguns de seus livros..

 

 
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<div class="image_block"><img src="http://www.t-bone.org.br/blog/media/blogs/new/fafao2.jpg" alt="" title="" width="169" height="306" /></div><p> </p>

<p>Fl&#225;vio Lucci de Azevedo, ou &#8220;Faf&#227;o&#8221;, como ele assinava, nos deixou no dia 26 de junho na cidade do Rio de  Janeiro.  O escritor era um grande amigo e incentivador dos Projetos Culturais T-Bone, inclusive foi o primeiro escritor a lan&#231;ar livro no a&#231;ougue h&#225; mais de dez anos.  </p>

<p>Faf&#227;o gostava de observar o comportamento das pessoas e reproduzir suas impress&#245;es atrav&#233;s de cr&#244;nicas. As conversas de bar e o cotidiano eram as principais fontes de inspira&#231;&#227;o do escritor, que por 25 anos trabalhou no Banco do Brasil, tendo ingressado como auxiliar de escrita em Bras&#237;lia, em 1971. Os casos vividos e ouvidos por Faf&#227;o, que desde 1999 morava no Rio de Janeiro, sua cidade natal, renderam quatro livros de cr&#244;nicas. </p>

<p>Valeu grande amigo! </p>

<p>Equipe T-Bone. </p>

<p>Alguns de seus livros..</p>

<div class="image_block"><img src="http://www.t-bone.org.br/blog/media/blogs/new/livroFafaox.jpg" alt="" title="" width="450" height="452" /></div> 

<div class="image_block"><img src="http://www.t-bone.org.br/blog/media/blogs/new/livroFafao1.jpg" alt="" title="" width="300" height="457" /></div> 
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								<item>
					<title>Convite</title>
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					<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 14:43:16 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">250@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
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					<content:encoded><![CDATA[<div class="image_block"><img src="http://www.t-bone.org.br/blog/media/blogs/new/conviteapoiogaleno.jpg" alt="" title="" width="400" height="283" /></div> ]]></content:encoded>
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				</item>
								<item>
					<title>Tribo das Artes</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=tribo_das_artes&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 23:20:45 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna Augusto Cac&#225;</category>					<guid isPermaLink="false">249@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>O Teatro da Pra&#231;a em 2009

A partir de julho (14/07), a Tribo das Artes vai fazer seus saraus no Teatro da Pra&#231;a.  Fazemos isso para renovar o formato do sarau, mas tamb&#233;m para chamar a aten&#231;&#227;o dos grupos culturais do DF para esse espa&#231;o t&#227;o importante em nossa hist&#243;ria e t&#227;o bem localizado. Fica pertinho da Pra&#231;a do Rel&#243;gio, onde h&#225; esta&#231;&#227;o de Metr&#244;.

O Teatro da Pra&#231;a foi palco dos mais importantes movimentos culturais ocorridos em Taguatinga, na d&#233;cada de 80, quando se realizaram in&#250;meras FACULTAs e Semanas de Arte. Em 2006, os grupos culturais da cidade criaram o movimento VIVA EIT, em defesa do tombamento da Escola Industrial de Taguatinga e do Teatro e Biblioteca que ficam em sua &#225;rea. Em 2007, conseguimos seu tombamento provis&#243;rio como patrim&#244;nio hist&#243;rico.

O Teatro da Pra&#231;a foi reformado neste ano, mas n&#227;o foi estruturado com equipamento suficiente. Algumas coisas j&#225; se estragaram em poucos meses.  Mas &#233; preciso manter o teatro em pleno funcionamento para cobrarmos melhor estrutura e principalmente para que o p&#250;blico descubra que ele est&#225; novamente de p&#233;. 
 
&#201; preciso reabilitar o Teatro e fortalecer a Escola. &#201; preciso buscar a participa&#231;&#227;o: da dire&#231;&#227;o da Escola, da Regional de ensino, da Administra&#231;&#227;o Regional, do Sinpro e de todos os grupos culturais da cidade para que o movimento elabore um projeto de divulga&#231;&#227;o e uso do teatro e tamb&#233;m um projeto arquitet&#244;nico que melhor atenda as necessidades culturais.

Ao mesmo tempo &#233; preciso fortalecer a EIT, que h&#225; poucos anos sofreu uma pol&#237;tica de esvaziamento dos alunos e ocupa&#231;&#227;o indevida de seus espa&#231;os, visando seu enfraquecimento. 
VIVA O TEATRO DA PRA&#199;A !   VIVA EIT !

Situa&#231;&#227;o atual do Teatro da Pra&#231;a

1 - Foi colocada uma mesa de som com 2 caixas, mas j&#225; estragaram;
2 - Tem uma mesa de luz com refletores acima do palco e em uma vara de luz de frente. Muitas l&#226;mpadas se queimaram em poucos meses. Das oito da vara de frente, s&#243; duas funcionam;
3 - O Teatro n&#227;o disp&#245;e de porteiro, bilheteiro, eletricista, nem operador de luz ou som;
4 - Um camarim fica trancado e o outro fica dispon&#237;vel. Est&#225; reformado e limpinho;
5 - A sala de espera &#233; enorme e poderia ser muito bem aproveitada como sal&#227;o de exposi&#231;&#245;es. Tem um balc&#227;o que pode ser usado como bar. Tem um bebedouro. Podem acontecer atividades variadas ali, mas n&#227;o tem ilumina&#231;&#227;o que possa ser direcionada nem suporte apropriado para pendurar as obras.  Tudo bem que pode-se acender a luz geral, mas a Administra&#231;&#227;o pro&#237;be bater pregos na parede para pendurar obras.
Finalmente: Quem conhece o Teatro da Pra&#231;a se encanta. Tem capacidade para 250 pessoas, palco grande, &#243;tima ac&#250;stica e &#233; a principal refer&#234;ncia da cultura de Taguatinga.
Cac&#225;
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Teatro da Pra&#231;a em 2009</strong></p>

<p>A partir de julho (14/07), a Tribo das Artes vai fazer seus saraus no Teatro da Pra&#231;a.  Fazemos isso para renovar o formato do sarau, mas tamb&#233;m para chamar a aten&#231;&#227;o dos grupos culturais do DF para esse espa&#231;o t&#227;o importante em nossa hist&#243;ria e t&#227;o bem localizado. Fica pertinho da Pra&#231;a do Rel&#243;gio, onde h&#225; esta&#231;&#227;o de Metr&#244;.</p>

<p>O Teatro da Pra&#231;a foi palco dos mais importantes movimentos culturais ocorridos em Taguatinga, na d&#233;cada de 80, quando se realizaram in&#250;meras FACULTAs e Semanas de Arte. Em 2006, os grupos culturais da cidade criaram o movimento VIVA EIT, em defesa do tombamento da Escola Industrial de Taguatinga e do Teatro e Biblioteca que ficam em sua &#225;rea. Em 2007, conseguimos seu tombamento provis&#243;rio como patrim&#244;nio hist&#243;rico.</p>

<p>O Teatro da Pra&#231;a foi reformado neste ano, mas n&#227;o foi estruturado com equipamento suficiente. Algumas coisas j&#225; se estragaram em poucos meses.  Mas &#233; preciso manter o teatro em pleno funcionamento para cobrarmos melhor estrutura e principalmente para que o p&#250;blico descubra que ele est&#225; novamente de p&#233;. <br />
 <br />
&#201; preciso reabilitar o Teatro e fortalecer a Escola. &#201; preciso buscar a participa&#231;&#227;o: da dire&#231;&#227;o da Escola, da Regional de ensino, da Administra&#231;&#227;o Regional, do Sinpro e de todos os grupos culturais da cidade para que o movimento elabore um projeto de divulga&#231;&#227;o e uso do teatro e tamb&#233;m um projeto arquitet&#244;nico que melhor atenda as necessidades culturais.</p>

<p>Ao mesmo tempo &#233; preciso fortalecer a EIT, que h&#225; poucos anos sofreu uma pol&#237;tica de esvaziamento dos alunos e ocupa&#231;&#227;o indevida de seus espa&#231;os, visando seu enfraquecimento. <br />
VIVA O TEATRO DA PRA&#199;A !   VIVA EIT !</p>

<p><strong>Situa&#231;&#227;o atual do Teatro da Pra&#231;a</strong></p>

<p>1 - Foi colocada uma mesa de som com 2 caixas, mas j&#225; estragaram;<br />
2 - Tem uma mesa de luz com refletores acima do palco e em uma vara de luz de frente. Muitas l&#226;mpadas se queimaram em poucos meses. Das oito da vara de frente, s&#243; duas funcionam;<br />
3 - O Teatro n&#227;o disp&#245;e de porteiro, bilheteiro, eletricista, nem operador de luz ou som;<br />
4 - Um camarim fica trancado e o outro fica dispon&#237;vel. Est&#225; reformado e limpinho;<br />
5 - A sala de espera &#233; enorme e poderia ser muito bem aproveitada como sal&#227;o de exposi&#231;&#245;es. Tem um balc&#227;o que pode ser usado como bar. Tem um bebedouro. Podem acontecer atividades variadas ali, mas n&#227;o tem ilumina&#231;&#227;o que possa ser direcionada nem suporte apropriado para pendurar as obras.  Tudo bem que pode-se acender a luz geral, mas a Administra&#231;&#227;o pro&#237;be bater pregos na parede para pendurar obras.<br />
Finalmente: Quem conhece o Teatro da Pra&#231;a se encanta. Tem capacidade para 250 pessoas, palco grande, &#243;tima ac&#250;stica e &#233; a principal refer&#234;ncia da cultura de Taguatinga.<br />
Cac&#225;</p>
]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=249&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Cordel</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=cordel&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 18:58:01 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna do Gustavo Dourado</category>					<guid isPermaLink="false">248@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Cordel  para Patativa do Assar&#233;:

Centen&#225;rio do poeta cearense...




Ant&#244;nio Gon&#231;alves da Silva:

Um criador destemido...

Gr&#227;o-mestre do improviso

O Patativa conhecido...

Patativa do Assar&#233;:

Poeta lido e ouvido...


Nasceu em 5 de mar&#231;o:

1909,o ano...

No Estado do Cear&#225;:

Um poeta soberano

Ex&#237;mio compositor:

Ritmo fagneriano...


A Triste Partida...Meu Protesto

O Poeta da Ro&#231;a:Vou Vor&#225;

Apelo dum Agricultor

Vaca Estrela e Boi Fub&#225;

Coisas do Rio de Janeiro:

&#8220;Cante L&#225; que eu Canto C&#225;&#8221;...


Se Existe Inferno:

Mote/Glosas a rimar...

Peixe...Voc&#234; se Lembra?

Poeta a nos encantar...

Patativa do Assar&#233;:

Num galope a beira mar...


Inspira&#231;&#227;o Nordestina &#8211; 1956:

Primeiro livro de  poesia...

Cantos do Patativa -1967:

Carrego na fantasia...

&#8220;Cante L&#225; que Eu Canto C&#225;&#8221;:

Consagrada alquimia...


Ispinho e Ful&#244; &#8211; 1988:

Patativa e Outros Poetas de Assar&#233;...

Cord&#233;is &#8211; 1993:

Aqui Tem Coisa: N&#227;o  &#233;?!

Biblioteca de Cordel, Balceiro:

Ao p&#233; da mesa, seu Z&#233;...


Poeta bem popular:

Ex&#237;mio compositor...

Filho da contradi&#231;&#227;o:

Vate interlocutor...

Mote, peleja, desafio:

Faro  improvisador...


Veio de fam&#237;lia pobre:

Da arte da agricultura...

Lutou pela sobreviv&#234;ncia:

Sem perder sua candura...

Lavoura, subsist&#234;ncia:

Doen&#231;a, fome, amargura...


Ficou cego de um olho:

Ainda  bem pequenino...

Padeceu  o sofrimento

Desde  o tempo de menino...

Aos oito anos de idade:

Sofreu  mais  um desatino...


Ant&#244;nio  perdeu  o pai:

E  precisou trabalhar...

Para ajudar a fam&#237;lia:

Foi a terra cultivar...

Era  preciso resistir:

Para a fome n&#227;o matar...


A  ro&#231;a  era  o caminho:

Para  poder sobreviver...

Tempo de analfabetismo:

Poucos l&#225; sabiam  ler...

Quem n&#227;o sabe a  leitura:

Muito  pouco  pode ver...


Aos 12 anos na escola:

Come&#231;ou a aprender:

Logo  &#233; alfabetizado:

Passou a compreender

A arte da Aritm&#233;tica:

Matematiza  o viver...


Aprofundou a  leitura:

No estudo do cordel...

Os seis meses de escola:

Deu asas ao menestrel...

Pra sobreviver &#224; fome:

Da ci&#234;ncia de Babel...


Fluiu criatividade:

No ritmo do improviso...

&#201; a  poesia que nasce:

Sem licen&#231;a, sem aviso:

Mistura verso e dor:

Sem perder o seu sorriso...


Repente, cordel, cantoria:

Come&#231;a a se apresentar...

Eventos, festividades:

Patativa est&#225;  no ar...

&#201; ouvido na Araripe:

Por Arraes de Alencar...


Por volta dos 20 anos:

&#201; chamado Patativa...

O seu canto tem beleza:

Sua  poesia  &#233; altiva...

Patativa do Assar&#233;:

De  poesia sempre-viva...


No Crato e no Juazeiro:

Poesia de arte fina...

Publica  o primeiro  livro:

Inspira&#231;&#227;o Nordestina...

Os Cantos do Patativa:

Com a verve cristalina...


Patativa do Assar&#233;:

Novos poemas comentados...

Em colet&#226;nea po&#233;tica:

Textos bem apreciados...

"Cante l&#225; que eu canto c&#225;":

Os seus  versos consagrados...


Nove filhos com Belinha:

Esposa de toda a vida....

Amava  o Cariri:

A sua terra querida...

Memorizava  o verso:

Fez da arte sua lida...


Nordestino Sim, Nordestinado N&#227;o:

Apelo dum Agricultor...

Vaca estrela e Boi Fub&#225;:

De A Triste Partida, criador...

Coisas do Rio de Janeiro:

Versos de  um cantador...


Se Existe Inferno, Voc&#234; se Lembra?

Peixe, A Terra &#233; Natur&#225;...

Tantos versos  pela vida:

Meu Protesto, Vou Vor&#225;...

O Poeta da Ro&#231;a, Mote/Glosas:

Cante L&#225; que eu Canto C&#225;...


Patativa e Outros Poetas de Assar&#233;:

Ispinho e Ful&#244;, Balceiro...

Aqui tem coisa, Cord&#233;is:

Poet&#225;s bem brasileiro...

Biblioteca de Cordel:

Lido at&#233;  no estrangeiro...


Antologia Po&#233;tica de Patativa:

Digo e N&#227;o Pe&#231;o Segredo

Ao p&#233; da mesa, com Geraldo:

Foi  poeta sem degredo...

Um vate  de alta verve:

Homem que  n&#227;o teve medo...


Cidad&#227;o de Fortaleza:

&#8220;Medalha da Aboli&#231;&#227;o&#8221;...

Enredo de Escola de Samba:

Honoris Causa do Sert&#227;o...

Homenagem da SBPC:

Pela arte da cria&#231;&#227;o...


Memorial Patativa do Assar&#233;:

Pr&#234;mio do Minist&#233;rio da Cultura:

No Teatro Jos&#233; de Alencar:

A voz da literatura...

Pr&#234;mio Unipaz no Cear&#225;:

Holismo, terra, ternura...


Diploma de &#8220;Amigo da Cultura&#8221;:

&#8220;Medalha Francisco de Aguiar&#8221;:

Trof&#233;u &#8220;Sereia de Ouro&#8221;:

Pr&#234;mio da Cultura Popular...

Em o &#8220;Cearense do S&#233;culo&#8221;:

Tirou Terceiro Lugar...


"Biblioteca P&#250;blica Patativa do Assar&#233;":

"Artista do Turismo Cearense":

Pr&#234;mio FIEC, Fortaleza:

Cidad&#227;o Norte-Rio-Grandense...

Honoris da UFC e da UECE:

Cidad&#227;o caririense...


T&#237;tulo de Doutor em Sergipe:

"Cidad&#227;o Empreendedor"...

Trof&#233;u do MST:

Pela terra, lutador...

Medalha Ambientalista:

Poeta  preservador...


Doutor Honoris Causa:

T&#237;tulos e premia&#231;&#245;es...

Fama e  homenagens:

Gl&#243;rias e celebra&#231;&#245;es...

Foi  poeta popular:

Das cidades aos sert&#245;es...


Poeta da agricultura:

Do verso foi lavra-a-dor...

Palavrava a poesia...

Cultivava a sua dor...

Venceu a  morte com arte:

Cantou a vida e o amor...


Poesia de sapi&#234;ncia:

De saben&#231;a  popular...

Mem&#243;ria de elefante:

Mestre  no  improvisar...

Oralidade fluente:

Feito as  ondas do mar...


Dominava o soneto:

A linguagem corporal...

Voz, pausa, entona&#231;&#227;o:

A express&#227;o facial...

Apreciava Cam&#245;es:

Foi  poeta sem  igual...


Metrificava com  classe:

Religi&#227;o, filosofia...

A terra, a fome, o sert&#227;o:

A  luta do dia a dia...

Praticava a  po&#233;tica:

Ia al&#233;m da teoria...


Eternizado  por Gonzaga:

Patativa diamantino...

Poeta de verve fina:

Um Cam&#245;es bem severino...

L&#225; na Serra da Santana:

Nasceu o vate nordestino...


Tema de monografia:

E  pesquisa de mestrado...

Foi estudado na Fran&#231;a:

Em tese de doutorado...

Rosemberg e Jefferson:

Filmaram o seu  legado...


Foi  poeta veemente:

E mestre  na  ironia...

Sextilha, d&#233;cima, soneto:

Era bom no que fazia...

Feiticeiro da  palavra:

Um mago da  poesia...


Por Gustavo Dourado

www.gustavodourado.com.br</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p>Cordel  para Patativa do Assar&#233;:</p>

<p>Centen&#225;rio do poeta cearense...</p>




<p>Ant&#244;nio Gon&#231;alves da Silva:</p>

<p>Um criador destemido...</p>

<p>Gr&#227;o-mestre do improviso</p>

<p>O Patativa conhecido...</p>

<p>Patativa do Assar&#233;:</p>

<p>Poeta lido e ouvido...</p>


<p>Nasceu em 5 de mar&#231;o:</p>

<p>1909,o ano...</p>

<p>No Estado do Cear&#225;:</p>

<p>Um poeta soberano</p>

<p>Ex&#237;mio compositor:</p>

<p>Ritmo fagneriano...</p>


<p>A Triste Partida...Meu Protesto</p>

<p>O Poeta da Ro&#231;a:Vou Vor&#225;</p>

<p>Apelo dum Agricultor</p>

<p>Vaca Estrela e Boi Fub&#225;</p>

<p>Coisas do Rio de Janeiro:</p>

<p>&#8220;Cante L&#225; que eu Canto C&#225;&#8221;...</p>


<p>Se Existe Inferno:</p>

<p>Mote/Glosas a rimar...</p>

<p>Peixe...Voc&#234; se Lembra?</p>

<p>Poeta a nos encantar...</p>

<p>Patativa do Assar&#233;:</p>

<p>Num galope a beira mar...</p>


<p>Inspira&#231;&#227;o Nordestina &#8211; 1956:</p>

<p>Primeiro livro de  poesia...</p>

<p>Cantos do Patativa -1967:</p>

<p>Carrego na fantasia...</p>

<p>&#8220;Cante L&#225; que Eu Canto C&#225;&#8221;:</p>

<p>Consagrada alquimia...</p>


<p>Ispinho e Ful&#244; &#8211; 1988:</p>

<p>Patativa e Outros Poetas de Assar&#233;...</p>

<p>Cord&#233;is &#8211; 1993:</p>

<p>Aqui Tem Coisa: N&#227;o  &#233;?!</p>

<p>Biblioteca de Cordel, Balceiro:</p>

<p>Ao p&#233; da mesa, seu Z&#233;...</p>


<p>Poeta bem popular:</p>

<p>Ex&#237;mio compositor...</p>

<p>Filho da contradi&#231;&#227;o:</p>

<p>Vate interlocutor...</p>

<p>Mote, peleja, desafio:</p>

<p>Faro  improvisador...</p>


<p>Veio de fam&#237;lia pobre:</p>

<p>Da arte da agricultura...</p>

<p>Lutou pela sobreviv&#234;ncia:</p>

<p>Sem perder sua candura...</p>

<p>Lavoura, subsist&#234;ncia:</p>

<p>Doen&#231;a, fome, amargura...</p>


<p>Ficou cego de um olho:</p>

<p>Ainda  bem pequenino...</p>

<p>Padeceu  o sofrimento</p>

<p>Desde  o tempo de menino...</p>

<p>Aos oito anos de idade:</p>

<p>Sofreu  mais  um desatino...</p>


<p>Ant&#244;nio  perdeu  o pai:</p>

<p>E  precisou trabalhar...</p>

<p>Para ajudar a fam&#237;lia:</p>

<p>Foi a terra cultivar...</p>

<p>Era  preciso resistir:</p>

<p>Para a fome n&#227;o matar...</p>


<p>A  ro&#231;a  era  o caminho:</p>

<p>Para  poder sobreviver...</p>

<p>Tempo de analfabetismo:</p>

<p>Poucos l&#225; sabiam  ler...</p>

<p>Quem n&#227;o sabe a  leitura:</p>

<p>Muito  pouco  pode ver...</p>


<p>Aos 12 anos na escola:</p>

<p>Come&#231;ou a aprender:</p>

<p>Logo  &#233; alfabetizado:</p>

<p>Passou a compreender</p>

<p>A arte da Aritm&#233;tica:</p>

<p>Matematiza  o viver...</p>


<p>Aprofundou a  leitura:</p>

<p>No estudo do cordel...</p>

<p>Os seis meses de escola:</p>

<p>Deu asas ao menestrel...</p>

<p>Pra sobreviver &#224; fome:</p>

<p>Da ci&#234;ncia de Babel...</p>


<p>Fluiu criatividade:</p>

<p>No ritmo do improviso...</p>

<p>&#201; a  poesia que nasce:</p>

<p>Sem licen&#231;a, sem aviso:</p>

<p>Mistura verso e dor:</p>

<p>Sem perder o seu sorriso...</p>


<p>Repente, cordel, cantoria:</p>

<p>Come&#231;a a se apresentar...</p>

<p>Eventos, festividades:</p>

<p>Patativa est&#225;  no ar...</p>

<p>&#201; ouvido na Araripe:</p>

<p>Por Arraes de Alencar...</p>


<p>Por volta dos 20 anos:</p>

<p>&#201; chamado Patativa...</p>

<p>O seu canto tem beleza:</p>

<p>Sua  poesia  &#233; altiva...</p>

<p>Patativa do Assar&#233;:</p>

<p>De  poesia sempre-viva...</p>


<p>No Crato e no Juazeiro:</p>

<p>Poesia de arte fina...</p>

<p>Publica  o primeiro  livro:</p>

<p>Inspira&#231;&#227;o Nordestina...</p>

<p>Os Cantos do Patativa:</p>

<p>Com a verve cristalina...</p>


<p>Patativa do Assar&#233;:</p>

<p>Novos poemas comentados...</p>

<p>Em colet&#226;nea po&#233;tica:</p>

<p>Textos bem apreciados...</p>

<p>"Cante l&#225; que eu canto c&#225;":</p>

<p>Os seus  versos consagrados...</p>


<p>Nove filhos com Belinha:</p>

<p>Esposa de toda a vida....</p>

<p>Amava  o Cariri:</p>

<p>A sua terra querida...</p>

<p>Memorizava  o verso:</p>

<p>Fez da arte sua lida...</p>


<p>Nordestino Sim, Nordestinado N&#227;o:</p>

<p>Apelo dum Agricultor...</p>

<p>Vaca estrela e Boi Fub&#225;:</p>

<p>De A Triste Partida, criador...</p>

<p>Coisas do Rio de Janeiro:</p>

<p>Versos de  um cantador...</p>


<p>Se Existe Inferno, Voc&#234; se Lembra?</p>

<p>Peixe, A Terra &#233; Natur&#225;...</p>

<p>Tantos versos  pela vida:</p>

<p>Meu Protesto, Vou Vor&#225;...</p>

<p>O Poeta da Ro&#231;a, Mote/Glosas:</p>

<p>Cante L&#225; que eu Canto C&#225;...</p>


<p>Patativa e Outros Poetas de Assar&#233;:</p>

<p>Ispinho e Ful&#244;, Balceiro...</p>

<p>Aqui tem coisa, Cord&#233;is:</p>

<p>Poet&#225;s bem brasileiro...</p>

<p>Biblioteca de Cordel:</p>

<p>Lido at&#233;  no estrangeiro...</p>


<p>Antologia Po&#233;tica de Patativa:</p>

<p>Digo e N&#227;o Pe&#231;o Segredo</p>

<p>Ao p&#233; da mesa, com Geraldo:</p>

<p>Foi  poeta sem degredo...</p>

<p>Um vate  de alta verve:</p>

<p>Homem que  n&#227;o teve medo...</p>


<p>Cidad&#227;o de Fortaleza:</p>

<p>&#8220;Medalha da Aboli&#231;&#227;o&#8221;...</p>

<p>Enredo de Escola de Samba:</p>

<p>Honoris Causa do Sert&#227;o...</p>

<p>Homenagem da SBPC:</p>

<p>Pela arte da cria&#231;&#227;o...</p>


<p>Memorial Patativa do Assar&#233;:</p>

<p>Pr&#234;mio do Minist&#233;rio da Cultura:</p>

<p>No Teatro Jos&#233; de Alencar:</p>

<p>A voz da literatura...</p>

<p>Pr&#234;mio Unipaz no Cear&#225;:</p>

<p>Holismo, terra, ternura...</p>


<p>Diploma de &#8220;Amigo da Cultura&#8221;:</p>

<p>&#8220;Medalha Francisco de Aguiar&#8221;:</p>

<p>Trof&#233;u &#8220;Sereia de Ouro&#8221;:</p>

<p>Pr&#234;mio da Cultura Popular...</p>

<p>Em o &#8220;Cearense do S&#233;culo&#8221;:</p>

<p>Tirou Terceiro Lugar...</p>


<p>"Biblioteca P&#250;blica Patativa do Assar&#233;":</p>

<p>"Artista do Turismo Cearense":</p>

<p>Pr&#234;mio FIEC, Fortaleza:</p>

<p>Cidad&#227;o Norte-Rio-Grandense...</p>

<p>Honoris da UFC e da UECE:</p>

<p>Cidad&#227;o caririense...</p>


<p>T&#237;tulo de Doutor em Sergipe:</p>

<p>"Cidad&#227;o Empreendedor"...</p>

<p>Trof&#233;u do MST:</p>

<p>Pela terra, lutador...</p>

<p>Medalha Ambientalista:</p>

<p>Poeta  preservador...</p>


<p>Doutor Honoris Causa:</p>

<p>T&#237;tulos e premia&#231;&#245;es...</p>

<p>Fama e  homenagens:</p>

<p>Gl&#243;rias e celebra&#231;&#245;es...</p>

<p>Foi  poeta popular:</p>

<p>Das cidades aos sert&#245;es...</p>


<p>Poeta da agricultura:</p>

<p>Do verso foi lavra-a-dor...</p>

<p>Palavrava a poesia...</p>

<p>Cultivava a sua dor...</p>

<p>Venceu a  morte com arte:</p>

<p>Cantou a vida e o amor...</p>


<p>Poesia de sapi&#234;ncia:</p>

<p>De saben&#231;a  popular...</p>

<p>Mem&#243;ria de elefante:</p>

<p>Mestre  no  improvisar...</p>

<p>Oralidade fluente:</p>

<p>Feito as  ondas do mar...</p>


<p>Dominava o soneto:</p>

<p>A linguagem corporal...</p>

<p>Voz, pausa, entona&#231;&#227;o:</p>

<p>A express&#227;o facial...</p>

<p>Apreciava Cam&#245;es:</p>

<p>Foi  poeta sem  igual...</p>


<p>Metrificava com  classe:</p>

<p>Religi&#227;o, filosofia...</p>

<p>A terra, a fome, o sert&#227;o:</p>

<p>A  luta do dia a dia...</p>

<p>Praticava a  po&#233;tica:</p>

<p>Ia al&#233;m da teoria...</p>


<p>Eternizado  por Gonzaga:</p>

<p>Patativa diamantino...</p>

<p>Poeta de verve fina:</p>

<p>Um Cam&#245;es bem severino...</p>

<p>L&#225; na Serra da Santana:</p>

<p>Nasceu o vate nordestino...</p>


<p>Tema de monografia:</p>

<p>E  pesquisa de mestrado...</p>

<p>Foi estudado na Fran&#231;a:</p>

<p>Em tese de doutorado...</p>

<p>Rosemberg e Jefferson:</p>

<p>Filmaram o seu  legado...</p>


<p>Foi  poeta veemente:</p>

<p>E mestre  na  ironia...</p>

<p>Sextilha, d&#233;cima, soneto:</p>

<p>Era bom no que fazia...</p>

<p>Feiticeiro da  palavra:</p>

<p>Um mago da  poesia...</p>


<p>Por Gustavo Dourado</p>

<p><a href="http://www.gustavodourado.com.br">www.gustavodourado.com.br</a></p>]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=248&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Recado em JAVA</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=recado_em_java&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 17:17:00 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">247@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>
Luiz Martins da Silva
 

Para Francisca Azevedo

[Fluente em moderno javan&#234;s]


I &#8211; Vers&#227;o sobre &#225;tomos

Na caixa postal para mim,

Em conc&#243;rdia, l&#225;pis-laz&#250;li,

C&#237;lios &#237;ndigos de Cle&#243;patra

Tra&#231;ados na esferogr&#225;fica,

Estenografia de hier&#243;glifos,

Sagrados grifos de escribas,

S&#243;lidos signos de marfim.


II &#8211; Vers&#227;o on bytes

Antigos segredos re-velados,

Criptografias matem&#225;ticas,

Novos nomes, velhos c&#243;dices,

Invis&#237;veis papiros mega-giga-tera-bytes,

Indivis&#237;veis l&#243;gicas do bin&#225;rio,

Estrito senso do sentido refrat&#225;rio.

Ah! Os inef&#225;veis desv&#227;os da inform&#225;tica.

 

</description>
					<content:encoded><![CDATA[
<p>Luiz Martins da Silva<br />
 </p>

<p>Para Francisca Azevedo</p>

<p>[Fluente em moderno javan&#234;s]</p>


<p>I &#8211; Vers&#227;o sobre &#225;tomos</p>

<p>Na caixa postal para mim,</p>

<p>Em conc&#243;rdia, l&#225;pis-laz&#250;li,</p>

<p>C&#237;lios &#237;ndigos de Cle&#243;patra</p>

<p>Tra&#231;ados na esferogr&#225;fica,</p>

<p>Estenografia de hier&#243;glifos,</p>

<p>Sagrados grifos de escribas,</p>

<p>S&#243;lidos signos de marfim.</p>


<p>II &#8211; Vers&#227;o on bytes</p>

<p>Antigos segredos re-velados,</p>

<p>Criptografias matem&#225;ticas,</p>

<p>Novos nomes, velhos c&#243;dices,</p>

<p>Invis&#237;veis papiros mega-giga-tera-bytes,</p>

<p>Indivis&#237;veis l&#243;gicas do bin&#225;rio,</p>

<p>Estrito senso do sentido refrat&#225;rio.</p>

<p>Ah! Os inef&#225;veis desv&#227;os da inform&#225;tica.</p>

<p> </p>

]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=247&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>&#193;GUAS TEMPORONAS</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=aguas_temporonas&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 00:43:16 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna Sandra Fayad</category>					<guid isPermaLink="false">246@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Por Sandra Fayad

- N&#227;o vai sair esta noite?  Pergunta minha filha
- N&#227;o. Esta secura me desanima. Sinto falta de ar, alergia &#8211; respondo.
- Pelo jeito, se voc&#234; n&#227;o viajar para o litoral, vai ficar os pr&#243;ximos seis meses em casa &#8211; observa ela.
Nem respondo. Estou mal humorada.
 Ligo o umidificador e a TV. Informe da previs&#227;o do tempo para o dia seguinte: 

&#8220;...na Regi&#227;o Centro Oeste do Brasil, tempo firme com c&#233;u claro e possibilidades de chuvas esparsas em algumas &#225;reas isoladas.&#8221; 
Nem dou bola para a parte final da informa&#231;&#227;o. J&#225; estamos no dia 30 de maio de 2009 e nunca choveu no dia seguinte aqui em Bras&#237;lia (pelo menos que eu me lembre...). 
- Isso a&#237; &#233; rebate falso. Os metereologistas erraram mais uma vez ou ent&#227;o a emissora est&#225; querendo nos fazer sonhar, como nas novelas. A chuva se despediu de n&#243;s h&#225; mais de uma semana com umas gotinhas sem-vergonha que nem deram para apagar a poeira.
Come&#231;o a cochilar, ainda com o pensamento voltado para o &#225;udio que ouvira pouco antes. Aquela palestra me deixou muito impressionada. As constata&#231;&#245;es de que a &#225;gua j&#225; acabou em v&#225;rias partes da Terra por causa da irresponsabilidade do homem e as p&#233;ssimas perspectivas para os pr&#243;ximos quinze anos me fizeram ficar mais preocupada (*). 
Desligo a TV e o umidificador e durmo.  Sonho que chove. Ou&#231;o a &#225;gua caindo mansamente sobre o telhado. Acordo e adorme&#231;o duas ou tr&#234;s vezes, ouvindo aquela sinfonia.  N&#227;o sei se sonho ou se penso na felicidade das plantas e dos animais da Horta Comunit&#225;ria. Estou bem no limiar entre o sono e o despertar, mas n&#227;o me levanto.  Pelo menos n&#227;o me lembro de t&#234;-lo feito, a menos que eu seja... son&#226;mbula. 
Acho que desperto de acordo com o rel&#243;gio biol&#243;gico. Olho para o rel&#243;gio de mesa que marca nove horas e cinco minutos. 
- Nossa M&#227;e! Dormi demais.  J&#225; passou da hora de dar o caf&#233; da manh&#227; do Skipye, de me vestir de atleta e sair para a caminhada dominical no Eix&#227;o Norte.  Tenho que me apressar! O sol deve estar a pino e n&#227;o &#233; bom fazer caminhada t&#227;o tarde com essa secura. Estranho!  Neste hor&#225;rio os p&#225;ssaros deveriam estar cantando l&#225; fora... 
Salto da cama e vou at&#233; a janela para olhar a rua atrav&#233;s das persianas.
Separo as l&#226;minas, solto&#8211;as e penso:
-Acho que ainda estou sonhando.
Abro toda a janela. Olho. Volto-me para o lado oposto do quarto. Olho novamente para fora. Passo a m&#227;o no granito sob a janela. Est&#225; molhado.  Tudo l&#225; embaixo est&#225; molhado. Significa que...
- Tan... tan... tan... tan... Est&#225; chovendo!!! Ent&#227;o n&#227;o era sonho. Choveu mesmo a noite toda. Chuva mansa! Gostosa! Amiga!
Mudo a programa&#231;&#227;o.  Visto-me e vou at&#233; a parte externa da casa para sentir os pingos sobre a cabe&#231;a, cumprimento as plantas, converso com o boxer.
- Voc&#234; viu, Skipye? Que del&#237;cia! Chuva. Chuva, Skipye!!!
Ele festeja comigo, abanando o rabo. Dou-lhe a refei&#231;&#227;o.  Enquanto a cafeteira processa o meu cafezinho, fico olhando a rua toda molhada. 
- Ah, como &#233; bom! 
Respiro melhor. Abro todas as janelas e portas para que a umidade penetre no interior da casa. Ligo os ventiladores, para tentar destruir os &#225;caros.  A temperatura est&#225; agrad&#225;vel. Dan&#231;o e canto. N&#227;o me contenho. Preciso compartilhar. Acordo minha filha.
- Voc&#234; j&#225; viu que del&#237;cia? Isto &#233; pura poesia! 
&#192;s 10 horas o sol come&#231;a a despontar timidamente.  Quinze minutos depois j&#225; firmou. &#192;s 10h30min sa&#237;mos para a caminhada no Eix&#227;o, com o calor secando as cal&#231;adas.  N&#227;o sei se digo &#8220;que bom!&#8221; ou &#8220;que pena!&#8221;. Fico calada. N&#227;o &#233; &#8220;auspicioso&#8221; reclamar do tempo.
S&#227;o duas horas de caminhada e encontros com a alegria. Todos sorriem, sem motivo aparente. &#211;timo astral, estado de esp&#237;rito em alta. Paz !

- Vamos almo&#231;ar todos juntos em um restaurante. 
Tudo d&#225; certo: disposi&#231;&#227;o, boa vontade, harmonia, sorrisos, brincadeiras. 

- Parece que vai voltar a chover. 
- Oba!
 - Tomara!
- Legal!
- Que bom!
Voltamos a casa. E ela recome&#231;a mansa, bem vinda, aben&#231;oada...
Conversamos alegremente com amigos e familiares pelo telefone sobre... a chuva, &#233; claro! 
Noite do dia 31 de maio: Ah, que del&#237;cia! Que present&#227;o! Somente n&#243;s, os candangos-brasilienses &#233; que sabemos como isso &#233; bom! 

http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/
 
(*) http://novuspress.com/audiosdefigueira/AnaPrimavesi/Amorosos%20sinais%20de%20alerta.mp3
 

				 
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p>Por Sandra Fayad</p>

<p>- N&#227;o vai sair esta noite?  Pergunta minha filha<br />
- N&#227;o. Esta secura me desanima. Sinto falta de ar, alergia &#8211; respondo.<br />
- Pelo jeito, se voc&#234; n&#227;o viajar para o litoral, vai ficar os pr&#243;ximos seis meses em casa &#8211; observa ela.<br />
Nem respondo. Estou mal humorada.<br />
 Ligo o umidificador e a TV. Informe da previs&#227;o do tempo para o dia seguinte: </p>

<p>&#8220;...na Regi&#227;o Centro Oeste do Brasil, tempo firme com c&#233;u claro e possibilidades de chuvas esparsas em algumas &#225;reas isoladas.&#8221; <br />
Nem dou bola para a parte final da informa&#231;&#227;o. J&#225; estamos no dia 30 de maio de 2009 e nunca choveu no dia seguinte aqui em Bras&#237;lia (pelo menos que eu me lembre...). <br />
- Isso a&#237; &#233; rebate falso. Os metereologistas erraram mais uma vez ou ent&#227;o a emissora est&#225; querendo nos fazer sonhar, como nas novelas. A chuva se despediu de n&#243;s h&#225; mais de uma semana com umas gotinhas sem-vergonha que nem deram para apagar a poeira.<br />
Come&#231;o a cochilar, ainda com o pensamento voltado para o &#225;udio que ouvira pouco antes. Aquela palestra me deixou muito impressionada. As constata&#231;&#245;es de que a &#225;gua j&#225; acabou em v&#225;rias partes da Terra por causa da irresponsabilidade do homem e as p&#233;ssimas perspectivas para os pr&#243;ximos quinze anos me fizeram ficar mais preocupada (*). <br />
Desligo a TV e o umidificador e durmo.  Sonho que chove. Ou&#231;o a &#225;gua caindo mansamente sobre o telhado. Acordo e adorme&#231;o duas ou tr&#234;s vezes, ouvindo aquela sinfonia.  N&#227;o sei se sonho ou se penso na felicidade das plantas e dos animais da Horta Comunit&#225;ria. Estou bem no limiar entre o sono e o despertar, mas n&#227;o me levanto.  Pelo menos n&#227;o me lembro de t&#234;-lo feito, a menos que eu seja... son&#226;mbula. <br />
Acho que desperto de acordo com o rel&#243;gio biol&#243;gico. Olho para o rel&#243;gio de mesa que marca nove horas e cinco minutos. <br />
- Nossa M&#227;e! Dormi demais.  J&#225; passou da hora de dar o caf&#233; da manh&#227; do Skipye, de me vestir de atleta e sair para a caminhada dominical no Eix&#227;o Norte.  Tenho que me apressar! O sol deve estar a pino e n&#227;o &#233; bom fazer caminhada t&#227;o tarde com essa secura. Estranho!  Neste hor&#225;rio os p&#225;ssaros deveriam estar cantando l&#225; fora... <br />
Salto da cama e vou at&#233; a janela para olhar a rua atrav&#233;s das persianas.<br />
Separo as l&#226;minas, solto&#8211;as e penso:<br />
-Acho que ainda estou sonhando.<br />
Abro toda a janela. Olho. Volto-me para o lado oposto do quarto. Olho novamente para fora. Passo a m&#227;o no granito sob a janela. Est&#225; molhado.  Tudo l&#225; embaixo est&#225; molhado. Significa que...<br />
- Tan... tan... tan... tan... Est&#225; chovendo!!! Ent&#227;o n&#227;o era sonho. Choveu mesmo a noite toda. Chuva mansa! Gostosa! Amiga!<br />
Mudo a programa&#231;&#227;o.  Visto-me e vou at&#233; a parte externa da casa para sentir os pingos sobre a cabe&#231;a, cumprimento as plantas, converso com o boxer.<br />
- Voc&#234; viu, Skipye? Que del&#237;cia! Chuva. Chuva, Skipye!!!<br />
Ele festeja comigo, abanando o rabo. Dou-lhe a refei&#231;&#227;o.  Enquanto a cafeteira processa o meu cafezinho, fico olhando a rua toda molhada. <br />
- Ah, como &#233; bom! <br />
Respiro melhor. Abro todas as janelas e portas para que a umidade penetre no interior da casa. Ligo os ventiladores, para tentar destruir os &#225;caros.  A temperatura est&#225; agrad&#225;vel. Dan&#231;o e canto. N&#227;o me contenho. Preciso compartilhar. Acordo minha filha.<br />
- Voc&#234; j&#225; viu que del&#237;cia? Isto &#233; pura poesia! <br />
&#192;s 10 horas o sol come&#231;a a despontar timidamente.  Quinze minutos depois j&#225; firmou. &#192;s 10h30min sa&#237;mos para a caminhada no Eix&#227;o, com o calor secando as cal&#231;adas.  N&#227;o sei se digo &#8220;que bom!&#8221; ou &#8220;que pena!&#8221;. Fico calada. N&#227;o &#233; &#8220;auspicioso&#8221; reclamar do tempo.<br />
S&#227;o duas horas de caminhada e encontros com a alegria. Todos sorriem, sem motivo aparente. &#211;timo astral, estado de esp&#237;rito em alta. Paz !</p>

<p>- Vamos almo&#231;ar todos juntos em um restaurante. <br />
Tudo d&#225; certo: disposi&#231;&#227;o, boa vontade, harmonia, sorrisos, brincadeiras. </p>

<p>- Parece que vai voltar a chover. <br />
- Oba!<br />
 - Tomara!<br />
- Legal!<br />
- Que bom!<br />
Voltamos a casa. E ela recome&#231;a mansa, bem vinda, aben&#231;oada...<br />
Conversamos alegremente com amigos e familiares pelo telefone sobre... a chuva, &#233; claro! <br />
Noite do dia 31 de maio: Ah, que del&#237;cia! Que present&#227;o! Somente n&#243;s, os candangos-brasilienses &#233; que sabemos como isso &#233; bom! </p>

<p><a href="http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/">http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/</a><br />
 <br />
<a href="http://novuspress.com/audiosdefigueira/AnaPrimavesi/Amorosos%20sinais%20de%20alerta.mp3">(*) http://novuspress.com/audiosdefigueira/AnaPrimavesi/Amorosos%20sinais%20de%20alerta.mp3</a><br />
 </p>

<p>				 </p>
]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=246&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Psiu</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=psiu&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 22:26:33 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">245@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>
Fa&#231;o sil&#234;ncio para escutar o som

da m&#250;sica do vento, dos p&#225;ssaros,

dos c&#227;es, na manh&#227;, barulhentos, da paz,

fa&#231;o sil&#234;ncio para dizer-te mais,

e para ouvir-te, fa&#231;o sil&#234;ncio,

mesmo se, h&#225; tempos, j&#225; n&#227;o me dizes nada,

para embeber-me de tua n&#227;o fala,

e saciar-me, fa&#231;o sil&#234;ncio.

 

Amneres - www.poesiaemtemporeal.com </description>
					<content:encoded><![CDATA[
<p>Fa&#231;o sil&#234;ncio para escutar o som</p>

<p>da m&#250;sica do vento, dos p&#225;ssaros,</p>

<p>dos c&#227;es, na manh&#227;, barulhentos, da paz,</p>

<p>fa&#231;o sil&#234;ncio para dizer-te mais,</p>

<p>e para ouvir-te, fa&#231;o sil&#234;ncio,</p>

<p>mesmo se, h&#225; tempos, j&#225; n&#227;o me dizes nada,</p>

<p>para embeber-me de tua n&#227;o fala,</p>

<p>e saciar-me, fa&#231;o sil&#234;ncio.</p>

<p> </p>

<p><strong>Amneres - <a href="http://www.poesiaemtemporeal.com">www.poesiaemtemporeal.com</a> </strong></p>]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=245&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Bras&#237;lia: condenada a ser eternamente moderna</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=brasilia_condenada_a_ser_eternamente_mod&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 11:51:12 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Di&#225;rio Virtual</category>					<guid isPermaLink="false">244@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>
                                                               
                                                                            Paulo Jos&#233; Cunha, especial para a TV C&#226;mara, em homenagem aos 49 anos de Bras&#237;lia

     

                                    Um dia Le Corbusier lamentou o abandono em que o governo do general Castelo Branco havia deixado Bras&#237;lia e disse: "&#201; uma pena, mas que belas ru&#237;nas teremos". O arquiteto que inspirou L&#250;cio Costa e Niemeyer criou uma imagem terr&#237;vel demais para ser verdadeira. Imposs&#237;vel admitir a id&#233;ia de caminhar pelas ru&#237;nas de uma cidade que j&#225; nasceu sin&#244;nimo de ousadia e juventude. 

                            Quando L&#250;cio tra&#231;ou a cruz de onde brotaria o avi&#227;o do Plano Piloto, esqueceu de p&#244;r a data. Quando Niemeyer desenhou as linhas do Congresso, da Catedral, das colunas do Alvorada, tamb&#233;m n&#227;o se lembrou de datar o desenho. E foi assim que Bras&#237;lia j&#225; nasceu condenada &#224; eterna modernidade. 

                             Daqui a mil anos, quando um visitante entrar pela primeira vez na Esplanada, h&#225; de ter o mesmo espanto dos candangos, quando perceberam que haviam se tornado personagens do sonho de um menino de Minas, atrevido que s&#243;, t&#227;o doido por novidades que ficou conhecido como presidente bossa-nova, isso na &#233;poca em que um tal de Jo&#227;o Gilberto tocava o viol&#227;o de um jeito... novo. Glauber Rocha inventava um tal de Cinema... Novo. E a cidade que nascia do ventre do cerrado goiano, inven&#231;&#227;o daquele menino levado, j&#225; come&#231;ava... nova. E moderna. 

                             E permanecer&#225; moderna, daqui a milhares de anos. Como sempre foi, como ainda &#233;,  como continuar&#225; a ser. Nova, e muito mais que eterna: 

                             Para sempre, moderna. 

 
</description>
					<content:encoded><![CDATA[
<p>                                                               <br />
                                                                            Paulo Jos&#233; Cunha, especial para a TV C&#226;mara, em homenagem aos 49 anos de Bras&#237;lia</p>

<p>     </p>

<p>                                    Um dia Le Corbusier lamentou o abandono em que o governo do general Castelo Branco havia deixado Bras&#237;lia e disse: "&#201; uma pena, mas que belas ru&#237;nas teremos". O arquiteto que inspirou L&#250;cio Costa e Niemeyer criou uma imagem terr&#237;vel demais para ser verdadeira. Imposs&#237;vel admitir a id&#233;ia de caminhar pelas ru&#237;nas de uma cidade que j&#225; nasceu sin&#244;nimo de ousadia e juventude. </p>

<p>                            Quando L&#250;cio tra&#231;ou a cruz de onde brotaria o avi&#227;o do Plano Piloto, esqueceu de p&#244;r a data. Quando Niemeyer desenhou as linhas do Congresso, da Catedral, das colunas do Alvorada, tamb&#233;m n&#227;o se lembrou de datar o desenho. E foi assim que Bras&#237;lia j&#225; nasceu condenada &#224; eterna modernidade. </p>

<p>                             Daqui a mil anos, quando um visitante entrar pela primeira vez na Esplanada, h&#225; de ter o mesmo espanto dos candangos, quando perceberam que haviam se tornado personagens do sonho de um menino de Minas, atrevido que s&#243;, t&#227;o doido por novidades que ficou conhecido como presidente bossa-nova, isso na &#233;poca em que um tal de Jo&#227;o Gilberto tocava o viol&#227;o de um jeito... novo. Glauber Rocha inventava um tal de Cinema... Novo. E a cidade que nascia do ventre do cerrado goiano, inven&#231;&#227;o daquele menino levado, j&#225; come&#231;ava... nova. E moderna. </p>

<p>                             E permanecer&#225; moderna, daqui a milhares de anos. Como sempre foi, como ainda &#233;,  como continuar&#225; a ser. Nova, e muito mais que eterna: </p>

<p>                             Para sempre, moderna. </p>

<p> </p>
]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=244&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>O CASTIGO DA ROSA</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=o_castigo_da_rosa&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 11:51:32 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna Sandra Fayad</category>					<guid isPermaLink="false">243@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Rosa murcha mergulhada
No meio do meio copo d&#8217;&#225;gua.
- Copo de vidro transparente!
Folhas cabisbaixas, amareladas
- Olham pra mesa ou pra nada?
Haste ereta, mas podre.
P&#233;talas cadentes, arroxeadas
Despencar&#227;o ao simples toque.
- Se n&#227;o queres sujar a mesa
N&#227;o mexe! N&#227;o toca!
- Est&#225; morta?
- Essa, nem comporta
Banho de formol...
 J&#225; cumpriu seu papel.
Nasceu bot&#227;o, abriu-se ao sol,
Deixou-se escolher - como eu.
Para ser usada como anzol.
Fisgou um cora&#231;&#227;o solit&#225;rio,
Em momento crucial.
- Pecou!
N&#227;o lhe ofertou um santu&#225;rio.
Foi co-respons&#225;vel por t&#234;-lo
Confinado em um aqu&#225;rio:
- Adoeceu!
No confession&#225;rio
Penit&#234;ncia dura: Morrer!
- Mereceu?
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p>Rosa murcha mergulhada<br />
No meio do meio copo d&#8217;&#225;gua.<br />
- Copo de vidro transparente!<br />
Folhas cabisbaixas, amareladas<br />
- Olham pra mesa ou pra nada?<br />
Haste ereta, mas podre.<br />
P&#233;talas cadentes, arroxeadas<br />
Despencar&#227;o ao simples toque.<br />
- Se n&#227;o queres sujar a mesa<br />
N&#227;o mexe! N&#227;o toca!<br />
- Est&#225; morta?<br />
- Essa, nem comporta<br />
Banho de formol...<br />
 J&#225; cumpriu seu papel.<br />
Nasceu bot&#227;o, abriu-se ao sol,<br />
Deixou-se escolher - como eu.<br />
Para ser usada como anzol.<br />
Fisgou um cora&#231;&#227;o solit&#225;rio,<br />
Em momento crucial.<br />
- Pecou!<br />
N&#227;o lhe ofertou um santu&#225;rio.<br />
Foi co-respons&#225;vel por t&#234;-lo<br />
Confinado em um aqu&#225;rio:<br />
- Adoeceu!<br />
No confession&#225;rio<br />
Penit&#234;ncia dura: Morrer!<br />
- Mereceu?</p>
]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=243&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Poesia</title>
					<link>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;title=poesia_11&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
					<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 12:03:40 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna Sandra Fayad</category>					<guid isPermaLink="false">242@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>NA DAN&#199;A DA &#205;RIS

Multid&#227;o que se acomoda, senta, levanta,
Busca o melhor &#226;ngulo para se mostrar...
M&#250;sica rom&#226;ntica, voz afinada que canta,
Copos, bandejas, gar&#231;ons zonzos a circular...

Olhares que se cruzam, descruzam, desviam,
Disfar&#231;am, encaram sem despistar...
Batons, perfumes, cabelos em v&#244;os vadios,
Pernas exibidas em meias, rodopiam no ar.

Mulheres e homens nas suas melhores vestes
Em busca do n&#250;mero que completar&#225; seu par,
No sal&#227;o s&#243; meia-luz: luz de corpos celestes!
H&#225; que conter o avan&#231;o da noite. Ela deve tardar!


Eu ali, rec&#233;m-chegada, acomodando-me;
Voc&#234; surgindo da penumbra, sem alarde,
Enfiando os olhos firmes dentro dos meus
Na dan&#231;a da &#237;ris navegou, foi se instalar.

Depois meus l&#225;bios colados no &#237;mpeto dos teus
Comprimiam seios e peito no aperto do abra&#231;o,
Bra&#231;os se misturando como preciosos camafeus,
Na pele e nos m&#250;sculos: arrepios e descompasso.
Bsb, 24/06/2008 

http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/

</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>NA DAN&#199;A DA &#205;RIS</strong></p>

<p>Multid&#227;o que se acomoda, senta, levanta,<br />
Busca o melhor &#226;ngulo para se mostrar...<br />
M&#250;sica rom&#226;ntica, voz afinada que canta,<br />
Copos, bandejas, gar&#231;ons zonzos a circular...</p>

<p>Olhares que se cruzam, descruzam, desviam,<br />
Disfar&#231;am, encaram sem despistar...<br />
Batons, perfumes, cabelos em v&#244;os vadios,<br />
Pernas exibidas em meias, rodopiam no ar.</p>

<p>Mulheres e homens nas suas melhores vestes<br />
Em busca do n&#250;mero que completar&#225; seu par,<br />
No sal&#227;o s&#243; meia-luz: luz de corpos celestes!<br />
H&#225; que conter o avan&#231;o da noite. Ela deve tardar!</p>


<p>Eu ali, rec&#233;m-chegada, acomodando-me;<br />
Voc&#234; surgindo da penumbra, sem alarde,<br />
Enfiando os olhos firmes dentro dos meus<br />
Na dan&#231;a da &#237;ris navegou, foi se instalar.</p>

<p>Depois meus l&#225;bios colados no &#237;mpeto dos teus<br />
Comprimiam seios e peito no aperto do abra&#231;o,<br />
Bra&#231;os se misturando como preciosos camafeus,<br />
Na pele e nos m&#250;sculos: arrepios e descompasso.<br />
Bsb, 24/06/2008 </p>

<p><a href="http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/">http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/</a></p>

]]></content:encoded>
					<comments>http://www.t-bone.org.br/blog/index.php?blog=5&amp;p=242&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1#comments</comments>
				</item>
								<item>
					<title>Poesia</title>
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					<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 10:55:48 +0000</pubDate>
					<dc:creator>admin</dc:creator>
					<category domain="main">Coluna do Luiz Martins</category>					<guid isPermaLink="false">241@http://www.t-bone.org.br/blog/</guid>
					<description>Roda de Samsara ( * )

 
No meu tempo de menino,

Cachorro era cachorro

E menino um pouco mais.

Cachorro doente era lixo;

Menino, entre os animais.

 

Hoje, todo mundo &#233; gente,

Uns mais gente que os outros.

Agora, que bicho sente,

Tem direito at&#233; a astr&#243;logo,

Cl&#237;nica e pronto socorro.

 

Um poeta laureado ( ** ),

Mas que j&#225; saiu de cena,

Escreveu lindo poema

Sobre o c&#233;u dos animais,

Onde repousam suas almas.

 

Importante &#233; quem se ama,

Pois todos iremos um dia,

Seja gente, planta ou bicho,

(Para todos h&#225; um nicho)

No c&#233;u dos c&#233;us, o Nirvana.

 

Luiz Martins da Silva

 

* Samsara &#8211; segundo o Dicion&#225;rio Houais:

2 Rubrica: filosofia, religi&#227;o.
no budismo, s&#233;rie ininterrupta de muta&#231;&#245;es a que a vida &#233; submetida, esp&#233;cie de ronda infernal de que o indiv&#237;duo s&#243; se liberta quando alcan&#231;a o nirvana


** James Dickey (1923-1997) norte-americano &#8211; dele j&#225; traduzi e publiquei (na revista Bric-&#224;-Brac) o seu O c&#233;u dos animais.
</description>
					<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Roda de Samsara ( * )</strong></p>

<p> <br />
No meu tempo de menino,</p>

<p>Cachorro era cachorro</p>

<p>E menino um pouco mais.</p>

<p>Cachorro doente era lixo;</p>

<p>Menino, entre os animais.</p>

<p> </p>

<p>Hoje, todo mundo &#233; gente,</p>

<p>Uns mais gente que os outros.</p>

<p>Agora, que bicho sente,</p>

<p>Tem direito at&#233; a astr&#243;logo,</p>

<p>Cl&#237;nica e pronto socorro.</p>

<p> </p>

<p>Um poeta laureado ( ** ),</p>

<p>Mas que j&#225; saiu de cena,</p>

<p>Escreveu lindo poema</p>

<p>Sobre o c&#233;u dos animais,</p>

<p>Onde repousam suas almas.</p>

<p> </p>

<p>Importante &#233; quem se ama,</p>

<p>Pois todos iremos um dia,</p>

<p>Seja gente, planta ou bicho,</p>

<p>(Para todos h&#225; um nicho)</p>

<p>No c&#233;u dos c&#233;us, o Nirvana.</p>

<p> </p>

<p>Luiz Martins da Silva</p>

<p> </p>

<p>* Samsara &#8211; segundo o Dicion&#225;rio Houais:</p>

<p>2 Rubrica: filosofia, religi&#227;o.<br />
no budismo, s&#233;rie ininterrupta de muta&#231;&#245;es a que a vida &#233; submetida, esp&#233;cie de ronda infernal de que o indiv&#237;duo s&#243; se liberta quando alcan&#231;a o nirvana</p>


<p>** James Dickey (1923-1997) norte-americano &#8211; dele j&#225; traduzi e publiquei (na revista Bric-&#224;-Brac) o seu O c&#233;u dos animais.</p>
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