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Epítetos para um asceta PDF Imprimir E-mail
Por Luiz Martins   
10 de julho de 2010

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Clodo, Climério e Clésio

À memória de Clésio Ferreira 

 

Pessoas há que não passam,

Mesmo quando já trespassadas.

Olhar de amigo, lívido lírio.

Olhá-lo óvulo, voo, enlevo calmo.

Ia-se, nado, a braçadas para este Nada.

Que é o Tudo, ou é só um Vale.

Pedir-lhe-emos, agora, licença,

Por imagens, outras percepções.

Pessoas há que nem o são.

Se seres fossem, não doeriam.

Preferem crer, à moda dos cães,

Melhor não ser, a ser vil.

Ocultara-se, já quase casulo.

Despregando vida como velcro.

Viver é só um curto invento,

Para enigmas de revelações.

Última Atualização ( 10 de julho de 2010 )
 
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