A partir dos 7 e até os 12 anos de idade, Luiz Amorim trabalhou como engraxate, pedreiro e vigia. Veio então para Brasília, onde foi trabalhar num pequeno açougue na 312 Norte por quase 15 anos.
Aos 16 alfabetizou-se e foi ler seu primeiro livro aos 18, um gibi de filosofia, que leu e não entendeu, mas achou interessante. Como não tinha aonde ir e morava no açougue, fechava a loja e ia ler, para passar o tempo. Lia uma média de 10 a 15 livros por mês. Daí nasceu sua compulsão pela leitura e a paixão pelos livros. Leu de tudo, mas a filosofia era o que mais o atraía e o fez entrar no mundo da literatura.
Em 1994, comprou a loja, nela instalou uma estante com dez livros para emprestar e receber doações. Estava criado o primeiro AÇOUGUE CULTURAL do mundo, que apesar das ironias, chegou a ter mais de 10 mil livros. Foi quando o T-Bone foi fechado pela Vigilância Sanitária, que não conseguia entender a saudável convivência entre livros e carnes.
A primeira “Noite Cultural T-Bone” aconteceu em 1998, dentro do açougue, para trinta participantes. Hoje, mais de 150 mil pessoas depois e mais de 500 artistas apresentados, a Noite Cultural T-Bone faz parte do Calendário Cultural Oficial do Distrito Federal (Lei Nº 3193/2003), e a cada 6 meses promove a integração entre mais de 8 mil pessoas, de todas as idades e todas as classes sociais numa celebração à arte na entrequadra 312/313 da Asa Norte.