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Secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, e deputado distrital Wasny de Roure (PT) compareceram à 2ª Bienal do B. Encontros marcam mais um passo em favor da arte A 2ª Bienal do B, realizada de 26 a 29 de junho, foi puro sucesso. Durante quatro dias, mais de cinco mil pessoas passaram pela comercial da 312 Norte - em frente ao Açougue Cultural T-Bone, onde poetas da música, do teatro e da literatura se reuniram para celebrar as artes. E foi na rua, palco mais democrático do mundo, que representantes políticos do Distrito Federal se reuniram aos brasilienses para reforçar a luta em favor do acesso à cultura. O evento contou com a participação do secretário de Cultura, também poeta, Hamilton Pereira, e do deputado distrital Wasny de Roure (PT). Na quarta-feira (27/06)a pista da entrequadra 312/313 Norte teve que ser fechada para carros depois que a plateia lotou o espaço para apreciar os 10 poetas, o músico Paulo Djorge e a atração principal da noite, o cantor e compositor Beto Guedes – conhecido por criar em Minas Gerais , junto a nomes como Milton Nascimento, Wagner Tiso, Flávio Venturine, Lô Borges, o famoso Clube da Esquina. Entre os presentes, Hamilton Pereira, ou Pedro Tierra na versão poeta, que aproveitou a oportunidade para prestigiar o evento e dar apoio à manifestação cultural espontânea. A presença do secretário de Cultura na Bienal representa mais um passo positivo no diálogo entre as esferas pública e privada em prol do interesse coletivo. “O que é preciso, agora, é tentar afinar nossos objetivos”, disse Pereira. A presença do secretário de Cultura também deixou otimista o idealizador da Bienal do B, Luiz Amorim. “Esperamos que essa visita permita retomarmos o diálogo com o governo do Distrito Federal, estamos sempre abertos a diálogos e apoio aos nossos projetos culturais”, declarou Amorim. O último dia da Bienal do B, na sexta-feira (29/06), provou mais uma vez que o interesse do público enquanto prioridade para representantes políticos é capaz de mudar o rumo das diretrizes culturais. Antes de o cantor e compositor João Donato subir ao palco para encantar o público com canções que marcaram a história da música popular brasileira, o deputado distrital Wasny de Roure foi homenageado por tornar realidade uma luta antiga de artistas do Distrito Federal. Em 2012, o deputado conseguiu aprovar o Projeto de Lei 4.821/2012, que dispõe sobre as manifestações artísticas de rua. “A criatividade não está limitada ao poder econômico e às paredes”, disse o autor da lei, que nasceu de produtores, artistas e ativistas culturais do movimento VivaArte. “Brasília passa a ter mais um elemento que desbloqueia, rompe e desobstrui as amarras do acesso da população ao seu bem-estar”, destacou o deputado. “É fundamental a parceria entre representantes do poder público e movimentos culturais da cidade. O governo precisa fomentar e olhar com carinho para projetos que dão certo”, enfatizou Luiz Amorim. “Só é possível construir um grande projeto se houver cooperação entre sociedade e governo”, comemorou o idealizador da Bienal do B, mais esperançoso em relação ao futuro das manifestações culturais desenvolvidas no Distrito Federal.
Natalia Emerich
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